JUÍZO

 

 

BÊNÇÃO ESPECIAL  

 

Editorial do dia 8 de Março de 2015  

 

Nesta Página da Amen, pode encontrar a abordagem do Tema Global do

JUÍZO

ÍNDICE 

 O que é o Juízo

O Juízo Particular

O Juízo Universal

O Juízo das Nações

 O Juízo nas Sagradas Escrituras

 O Juízo no Catecismo da Igreja Católica

 O Juízo nas Revelações Privadas

O Juízo nas Revelações de Santa Brígida

O Juízo nas Revelações da Fanny Moisseieva

O Juízo nas Revelações do Padre Ottavio Michellinni

O Juízo nas Revelações do Padre Gobbi

 

 

 O que é o Juízo

O Juízo é o julgamento das Criaturas de Deus, feito por Jesus Cristo.

Quando falamos de Juízo, temos de ter consciência de que existem três tipos de Juízos:

Juízo Particular,      Juízo Universal    e   o   Juízo das Nações

 

O Juízo Particular

Juízo Particular é feito perante Jesus Cristo logo após a Morte da pessoa, e é a segunda etapa dos Novíssimos do Homem A Alma, individualmente, é levada à presença de Jesus Cristo, diante do qual vê, com os Olhos e a Luz Divina, toda a sua vida terrena.

Neste Juízo Particular, estão presentes o seu Anjo da Guarda, a Virgem Maria e também satanás, que é o acusador. Ele clama pelos direitos que adquiriu sobre a alma durante a sua vida terrena. É neste Juízo que fica definitivamente ditado o destino da Pessoa.

Consoante o estado da sua Alma no momento da Morte e as disposições que teve durante a sua vida terrena, opta por dois caminhos:

- O Caminho da Vida Eterna no Paraíso - Tendo amado a Deus e o próximo na vida terrena, e desejando ardentemente estar Sua companhia, mas envergonhado pela impureza e negridume da sua Alma, joga-se voluntariamente no Purgatório, para uma purificação total e pagamento das penas temporais, que tem consciência de dever cumprir, até que esteja reabilitada a sua pureza original e em condições de ser presente novamente a Jesus, face a face. Quando a Alma ama a Deus, submete-se à Sua Misericórdia e é julgado pela Misericórdia Divina.

- O caminho pela morte eterna no Inferno - Horrorizado pela Santidade, pela Beleza, Poder e Luz de Jesus Cristo, envergonhado, revoltado e sem esperança de obter perdão, joga-se no Inferno blasfemando contra Deus. Quando a Alma não ama a Deus, submete-se à Sua Justiça e é julgado pela rigorosa e infalível Justiça Divina.

Catecismo da Igreja Católica

§1022   Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre.

 


O Juízo Universal

O Juízo Universal ou Juízo Final, tem lugar com a Vinda Gloriosa de Jesus Cristo, para julgar os vivos e os mortos, antes de serem instaurados Novos Céus e Nova Terra. Neste Juízo Universal, estarão presentes todas as Criaturas Angélicas e Humanas que foram criadas, e todos os pecados dos condenados ao inferno, serão expostos na presença de toda a multidão das Criaturas de Deus.

Catecismo da Igreja Católica

§1040   O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte.” 

 

Na Cronologia de 2014, que fiz para os Tempos do Fim, o Juízo Universal ocupa a Etapa 25.


 ETAPAS DE UMA CRONOLOGIA POSSÍVEL PARA O FIM DOS TEMPOS (Versão 2014) 

 

O Juízo das Nações

O Juízo das Nações vai incidir num nível superior ao das pessoas humanas e diz respeito aos países que se constituíram na Terra, independentes e com leis próprias.

Da mesma forma que podemos pecar individualmente, também o podemos fazer colectivamente, enquanto Grup ou Nação. Como todo o pecado implica uma Culpa e uma Pena Temporal, elas aplicam-se quer aos pecados individuais quer aos colectivos As penas temporais, para as pessoas, que têm espírito e alma, serão pagas na vida eterna, isto é, no Purgatório, mas para os Grupos e as Nações, que não têm acesso à Vida Eterna, essas penas têm de ser expiadas nesta Terra, e por isso, umas Nações terão de pagar e expiar mais duras Penas que outras, consoante se comportaram ao longo da sua história. Nações iníquas e que tiveram Leis injustas, terão de pagar mais do que outras de brandos costumes. E todos os membros dessas Nações, consoante a sua participação dessas injustiças, terão de sofrer maior expiação de Penas e Castigos, ainda nesta Terra, do que outros, que as contrariaram.

O Juízo das Nações será feito por Jesus e antecederá a Sua Vinda Gloriosa, e o cumprimento da Pena correspondente a cada Nação equivalerá à abertura do Sexto selo do Apocalipse, que está prestes a ser aberto (Apocalipse 6,12)

Apocalipse 6,12

12 E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terramoto; e o Sol tornou-se negro como saco de cilício, e a Lua toda tornou-se como sangue.

Todos seremos mergulhados na escuridão e não haverá mais qualquer iluminação, pois o fumo, saindo dos Abismos, escurecerá o Sol e a atmosfera (Apocalipse 9,2).

Apocalipse 9,2

2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o Sol e o ar.

As Nações beberão da Taça da Justiça Divina, e serão como as serpentes. Serão esmagadas sobre o próprio ventre e obrigadas a comer o pó (Génesis 3,14) nesses dias de escuridão.

Génesis 3,14 

14 Então o Senhor Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isso, maldita serás tu dentre todos os animais domésticos, e dentre todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida

As Nações verão então que não foram melhores que as cobras, e sufocarão esmagadas pelos próprios pecados. Para as Nações só haverá Justiça Divina e a Sua Ira.

Quando ouvirmos o ruído do trovão e virmos o clarão do relâmpago que atravessará os céus, saberemos que é chegada a Hora da Justiça de Deus.

A Terra será sacudida e, como estrela cadente, vacilará nos seus próprios fundamentos (Isaías 13,13) removendo do seu lugar montanhas e ilhas.

Isaías 13,13

13 Pelo que farei estremecer o céu, e a Terra se moverá do seu lugar, por causa do furor do Senhor dos exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira.

Serão aniquiladas nações inteiras. O céu retirar-se-á como algo que se enrola (Apocalipse 6,14).

Apocalipse 6,14

14 E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.

Uma grande agonia atingirá todos os habitantes da Terra e ai dos incrédulos! Ai daqueles que não imploraram a Misericórdia Divina.

Quando chegar a Hora das Trevas, as Nações tomarão consciência colectiva dos seus próprios pecados e sentirão uma grande angústia e uma dor atroz generalizada tomará conta delas.

Deste modo, Cristo Rei mostrará às Nações a Sua Justiça e todas as Nações sentirão o Seu veredicto, quando chegar essa Hora. A vida humana tornar-se-á mais rara que nunca. Entretanto, quando a Ira Divina for aplacada, Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus, instalará o Seu Trono em cada um de nós e, juntos, a uma só voz, num só coração e numa só linguagem, louvaremos a Deus.

Esta fase da história da humanidade que se aproxima, é o Juízo das Nações, que terão que sofrer o julgamento e a condenação nesta vida terrena. Será o Fim dos Fins, a parte mais terrível e dura da Purificação e Castigo que vai descer sobre a Humanidade, como vem descrito no Apocalipse com o derramamento da sexta e da sétima taça.

E porque o Juízo das Nações se aproxima, e todos temos uma quota-parte de responsabilidade na história das Nações, o que é importante, não é tanto implantar de facto um Novo Regime Teocrático, mas sim vivê-lo nos nossos corações. Assim, Portugal, e todos os outros países que adoptarem essa postura Moral com relação à Política, passarão globalmente, enquanto Povo, no Juízo das Nações, e as suas gentes, individualmente, passarão por Jesus, no Juízo Final, a caminho dos Novos Céus e Nova Terra.

 

 O Juízo nas Sagradas Escrituras

Ecli. 16, 14-15; Mt 12, 36-37; 25, 30. Rom14, 10. 1 Cor 3, 8. Heb. 9, 27. - Juízo Particular.

Is 66, 18. Joel. 3, 12. Mt 13, 30; 16, 27. Jo12, 48. Ap 20, 12-13. - Juízo Universal.

Mt 24, 30-31. Jo 5, 22. Act 1, 11; 10, 42; 17, 31. 2 Tim 4, 1. - O Juiz será Jesus Cristo.

Joel. 2, 30-31. Mt 24, 22-29. Lc 21, 9-33. 2 Ped 3, 3-7. - Sinais que o precederão.

Mt 25, 31-46. 1 Cor 3, 13; 4, 4-5. 2 Cor 5, 10. - Descrição do Juízo.

Sl 75,1; Is 5,16; Jo 5,22. - Julgamento.

Nm 5,11. - Juízo de Deus (= ordilio).

Rm 2,6; 2Tm 4,1. - Juízo final.

2 Cor 5, 9-10. - Pensando no juízo.

Prov 12, 18. Sab. 17, 20. Rom 2, 15. 1 Tim 1, 19. Heb. 10, 22. 1 Ped 3, 16. - É juiz imparcial: Aprova as boas obras praticadas e reprova as más.

Dt 4, 24; 6, 15. Job. 34, 11. Prov 24, 12. Jer. 31, 29-30. Ez 5, 11-17; 16, 42. Mt 25, 31-46. Rom 2, 6-11. Ap 20, 11-15. - É juiz universal.

Dn 2,18. - É Juiz do céu.

Ap 1,13. - Juiz escatológico.

Lc 7, 37-49; 19, 1-10; 23, 40-43. Jo 8, 3-11; 10, 11-18. - Jesus Cristo, Nosso Juiz é misericordioso.

Mt 24, 30-31. Jo 5, 22. Act 10, 42. Rom 2, 16. - Jesus Cristo, Nosso Juiz é justo.

Jz 3,7. - Juiz

Dan 7, 13-14. - Será nosso Juiz.

 

 

 O Juízo no Catecismo da Igreja Católica

O Juízo Particular

§677   A Igreja só entrará na glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor em sua Morte e Ressurreição. Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal, que fará sua Esposa descer do Céu. O triunfo de Deus sobre a revolta do mal assumirá a forma do Juízo Final depois do derradeiro abalo cósmico deste mundo que passa.

§678   Na linha dos profetas e de João Batista, Jesus anunciou em sua pregação o Juízo do último Dia. Então será revelada a conduta de cada um e o segredo dos corações. Será também condenada a incredulidade culpada que fez pouco caso da graça oferecida por Deus. A atitude em relação ao próximo revelará o acolhimento ou a recusa da graça e do amor divino Jesus dirá no último Dia: "Cada vez que o fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt 25,40).

§681   No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história.

§1021   A morte põe fim à vida do homem como tempo aberto ao acolhimento ou à recusa da graça divina manifestada em Cristo. O Novo Testamento fala do juízo principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na segunda vinda deste, mas repetidas vezes afirma também a retribuição, imediatamente depois da morte, de cada um em função de suas obras e de sua fé. A parábola do pobre Lázaro e a palavra de Cristo na cruz ao bom ladrão assim como outros textos do Novo Testamento, falam de um destino último da alma pode ser diferente para uns e outros.

§1022   Cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir do momento da morte, num Juízo Particular que coloca sua vida em relação à vida de Cristo, seja por meio de uma purificação, seja para entrar de imediato na felicidade do céu, seja para condenar-se de imediato para sempre.

§1023   Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus, porque o vêem "tal como ele é" (1Jo 3,2), face a face (1Cor 13,12):

Com nossa autoridade apostólica definimos que, segundo a disposição geral de Deus, as almas de todos os santos mortos antes da Paixão de Cristo (...) e de todos os outros fiéis mortos depois de receberem o santo Baptismo de Cristo, nos quais não houve nada a purificar quando morreram, (...) ou ainda, se houve ou há algo a purificar, quando, depois de sua morte, tiverem acabado de fazê-lo, (...) antes mesmo da ressurreição em seus corpos e do juízo geral, e isto desde a ascensão do Senhor e Salvador Jesus Cristo ao céu, estiveram, estão e estarão no Céu, no Reino dos Céus e no paraíso celeste com Cristo, admitidos na sociedade dos santos anjos. Desde a paixão e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, viram e vêem a essência divina com uma visão intuitiva e até face a face, sem a mediação de nenhuma criatura.

O Juízo Universal

§681 No dia do Juízo, quando do fim do mundo, Cristo virá na sua glória para completar o triunfo definitivo do bem sobre o mal…

§1038   A ressurreição de todos os mortos, "dos justos e dos injustos" (At 24,15), antecederá o Juízo Final. Este será "a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento" (Jo 5,28-29). Então Cristo "virá em sua glória, e todos os anjos com Ele. (...) E serão reunidas em sua presença todas as nações, e Ele há de separar os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e por as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. (...) E irão estes para o castigo eterno, e os justos irão para a Vida Eterna" (Mt 25,31-33.46).

§1039   É diante de Cristo - que é a Verdade - que será definitivamente desvendada a verdade sobre a relação de cada homem com Deus. O Juízo Final há de revelar até as últimas consequências o que um tiver feito de bem ou deixado de fazer durante sua vida terrestre:

Todo o mal que os maus praticam é registado sem que o saibam. No dia em que "Deus não se calará" (Sl 50,3), voltar-se-á para os maus: "Eu havia", dir-lhes-á, "colocado na terra meus pobrezinhos para vós. Eu, seu Chefe, reinava no céu à direita do meu Pai, mas na terra os meus membros passavam fome. Se tivésseis dado aos meus membros, vosso dom teria chegado até a Cabeça. Quando coloquei meus pobrezinhos na terra, os constituí meus tesoureiros para recolher vossas boas obras em meu tesouro; vós, porém, nada depositastes em suas mãos, razão por que nada possuís junto a mim"

§1040   O Juízo Final acontecerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo. Só o Pai conhece a hora e o dia desse Juízo, só Ele decide de seu advento. Por meio de seu Filho, Jesus Cristo, Ele pronunciará então sua palavra definitiva sobre toda a história. Conheceremos então o sentido último de toda a obra da criação e de toda a economia da salvação, e compreenderemos os caminhos admiráveis pelos quais sua providência terá conduzido tudo para seu fim último. O Juízo Final revelará que a justiça de Deus triunfa de todas as injustiças cometidas por suas criaturas e que seu amor é mais forte que a morte.

§1041   A mensagem do Juízo Final é apelo à conversão enquanto Deus ainda dá aos homens "o tempo favorável, o tempo da salvação" (2Cor 6,2). O Juízo Final inspira o santo temor de Deus. Compromete com a justiça do Reino de Deus. Anuncia a "bem-aventurada esperança" (Tt 2,13) da volta do Senhor, que "virá para ser glorificado na pessoa de seus santos e para ser admirado na pessoa de todos aqueles que creram (2Ts 1,10).§677-678

VI. A esperança dos Novos Céus e Nova Terra

§1042 No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo final, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio Universo será renovado. … esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama «os Novos Céus e Nova Terra» (2Pe 3,13). Será a realização definitiva do desígnio divino de «reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há nos Céus e na Terra» (Ef 1,10).

 §1043   A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama «os Novos Céus e Nova Terra» (2Pe 3,13). Será a realização definitiva do desígnio divino de «reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há nos Céus e na Terra» (Ef 1,10).

 

 

 

 O Juízo nas Revelações Privadas

O Juízo nas Revelações de Santa Brígida

As Profecias e Revelações de Santa Brígida

O Purgatório e seus diferentes Graus

LIVRO 4 - Capítulo 6

 REVELAÇÕES DO PURGATÓRIO

O Juízo Particular de uma alma

Santa Brígida estava rezando, quando numa visão espiritual, viu um palácio muito grande e cheio de gente, todos com roupas brancas resplandecentes e cada um em seu assento. Mas havia um trono judicial superior aos outros, que estava ocupado por um Ser como o Sol. Dele saía uma prodigiosa Luz e o resplendor era de dimensões notáveis na longitude, latitude e profundidade. Próximo ao trono estava uma Virgem com uma preciosa coroa na cabeça, e todos do palácio serviam Aquele que estava no trono brilhando como um Sol, dando-Lhe mil louvores com hinos e cânticos.

Atrás Dele, vi um negro, como se fosse um etíope, feio e de aspecto abominável, cheio de imundice e inflamado de cólera, que começou a gritar dizendo:

“Ó Juiz justo, julga esta alma e ouve as suas obras, porque pouco lhe resta de estar no corpo, e me dá licença para que atormente a alma e o corpo no que for justo.”

Depois, a Santa viu um soldado armado junto ao trono, com aspecto modesto, sábio nas palavras e educado em seus gestos, dizendo:

“Ó Juiz, vês aqui as boas obras que esta alma fez até hoje.”

E logo se ouviu uma voz do trono dizendo:

“São, pois, os vícios que existem nesta alma, mais que as virtudes. Não é justiça que tenha a soma dos vícios como parte da virtude, nem elas podem se juntar.”

Em seguida disse o negro:

“Para mim é de justiça que esta alma me seja entregue; que ela tenha vícios não importa, porque estou cheio de maldades, e assim, ela estará bem comigo.”

Disse o soldado:

“A misericórdia de Deus acompanha todas as pessoas até à morte, e até que a alma tenha saído do corpo não se pode dar uma sentença; e esta alma, sobre a qual pleiteamos, ainda está no corpo e tem sua liberdade para escolher o seu caminho.”

Replicou o negro:

“A Escritura que não pode mentir diz: Amarás a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo. E tudo que esta alma tem feito é por temor, não por amor a Deus, e todos os pecados que ela confessou, foi com pouca contrição e arrependimento. Assim sendo, ela não merece o Céu, justo é que ela seja enviada ao inferno, pois seus pecados estão aqui absolutamente claros diante da Justiça Divina, e deles, ela nunca teve uma verdadeira contrição e arrependimento.”

Disse o soldado:

“Esta infeliz, esperou e acreditou que assistida pela graça teria essa verdadeira contrição.”

Respondeu o negro:

“Tens trazido aqui tudo o bem feito por esta alma, todas as sua palavras e pensamentos que possam lhe servir para a salvação; mas tudo isto não é suficiente nem com muita boa vontade, comparando ao que vale um  verdadeiro acto de contrição e arrependimento, nascido da caridade Divina com fé e esperança; e por conseguinte, não pode servir para apagar todos os seus pecados. Isto porque, a Justiça é de Deus, definida em sua eternidade, que ninguém se salvará sem arrependimento; e como é possível que Deus vá contra este seu decreto eterno? Resulta que, com toda razão peço esta alma para ser atormentada com a pena eterna no inferno.”

O soldado não replicou, e logo apareceram inúmeros demónios, semelhantes às centelhas que saem de um fogo ardente, e uma voz clamava dizendo ao que estava no trono:

“Bem sabemos que é um Deus em três Pessoas Divinas, que não tem princípio e nem fim, nem existe outro Deus senão Tu, que é o verdadeiro Amor (Caridade), em Quem se junta a Misericórdia e a Justiça. Tu estás em Ti Mesmo desde o princípio, não há em Ti nenhuma modificação ou inconstância, Tu és o Mesmo, tudo está em Ti perfeitamente acabado e completo como convém a um Deus; fora de Ti não existe nada, e sem Ti não existe satisfação e nem alegria.”

“Teu Amor fez os Anjos com o poder de Tua Divindade, e os fizestes segundo a Vossa infinita Misericórdia. Mas depois que interiormente nos inflamámos com a soberba, inveja e avareza, Tua Caridade, que ama a Justiça, jogou-nos do Céu com o fogo de nossa malícia ao incompreensível e tenebroso abismo que se chama inferno. Assim fez então Tua Caridade, que também não se afastará agora de Teu justo julgamento, que se faz segundo a Tua Misericórdia, ou segundo a Tua Justiça. E ainda nos atrevemos a dizer, que se o que amas com preferência a todas as coisas, que é a Virgem Maria, Tua Mãe e que Te gerou, e que nunca pecou, se tivesse pecado mortalmente e morrido sem contrição Divina, amas tanto a Justiça, que sua alma nunca teria subido ao Céu. Logo, ó Juiz, porque não declaras ser nossa esta alma, para que a atormentemos segundo as suas obras”?

Ouviu-se depois o som de uma trombeta e todos ficaram em silêncio, e uma voz disse:

“Calai e ouvi todos vocês, Anjos, almas e demónios, vai falar a Mãe de Deus.”

Em seguida a Virgem Maria apareceu diante do trono do Juiz, trazendo muitas coisas escondidas debaixo do manto, e disse aos demónios:

“Vocês, inimigos, perseguis a misericórdia, e sem nenhuma caridade pregais a justiça. Ainda que seja verdade que esta alma se acha em falta com as boas obras, e por falta delas não possa entrar no Céu, olhem o que trago debaixo de meu manto.”

E levantando um painel por ambos lados, via-se uma pequena igreja e nela alguns religiosos; e pelo outro lado viam-se homens e mulheres, amigos de Deus, e todos rezavam a uma só voz, dizendo:

“Senhor, tenha misericórdia dessa alma.”

Reinou um grande silêncio e Nossa Senhora prosseguiu:

“A Sagrada Escritura diz que aquele que tem uma verdadeira fé pode mudar os montes de um lugar para outro. O que não podem fazer então os clamores e súplicas de todos aqueles que tem fé e servem a Deus com fervoroso amor? O que não podem alcançar os amigos de Deus, que rogaram e pediram por esta alma, para que fosse afastada do inferno e conseguisse o Céu, e bem mais ainda quando por suas boas obras não procuraram outra vantagem que os bens celestes para aquele que necessitava? Porventura, não podem as lágrimas e as orações de todos os bem-aventurados ajudar a levantar esta alma, para que antes de sua morte tenha uma verdadeira contrição com o Amor de Deus? Eu também unirei os meus rogos as orações de todos os Santos que estão no Céu, a quem esta pessoa honrava com particular veneração. “E a vós demónios, vos mando da parte do Juiz e de seu poder, que atendais em sua justiça ao que estão vendo agora.”

E todos responderam numa só voz:

“Vemos que no mundo as lágrimas e o arrependimento aplacam a ira de Deus, assim os pedidos que são feitos O inclinam à Misericórdia com Amor.”

Depois disto, ouviu-se uma voz que saiu Daquele que estava sentado no Trono resplandecente:

“Pelos rogos de Meus amigos, esta pessoa terá contrição antes da morte e não irá para o inferno, irá para o Purgatório com os que ali padecem tormentos por causa de seus pecados; e assim que terminar de pagar todos os seus pecados, receberá seu prémio no Céu, com aqueles que tiveram fé e esperança, mas com pouca caridade.”

E assim que ouviram isto, os demónios fugiram.

Depois, Santa Brígida viu que foi aberto um abismo profundo tenebroso, no qual havia um forno imenso incandescente, e no meio daquele fogo sobrenatural estavam os demónios e as almas vivas, que se abrasavam ardendo num calor insuportável e impiedoso. Sobre aquele forno estava a alma cheia de aflição. Tinha os pés fixos numa haste do forno, com o corpo levantado, e não estava no mais alto nem no mais baixo do forno. Sua figura tinha um aspecto horrível. O fogo parecia sair debaixo dos pés da alma e vir subindo, como a água sobe por um cano; e se comprimindo violentamente, passava por cima da cabeça da alma, de modo que por todos os seus poros e veias corria um fogo abrasador. As orelhas lançavam fogo como de uma forja, que com o contínuo sopro lhe atormentava o cérebro.

Os olhos estavam torcidos e afundados, como se estivessem na nuca. A boca estava aberta e a língua enfiada pelas aberturas das narinas, e pendurada até aos lábios. Os dentes eram agudos como cravos de ferro, fixos no palato. Os braços aumentaram tanto que chegavam até os pés. As mãos estavam cheias e comprimiam sebo e peixe incandescentes. A pele que cobria o corpo da alma, era suja e asquerosíssima, tão feia e fria, que só de ver causava tremor, e dela saía uma matéria como de uma úlcera inflamada com sangue e pus, com um fedor tão horrível, que não se pode comparar com nada asqueroso do mundo.

Depois de ver este tormento, a Santa ouviu uma voz que saía do íntimo daquela alma, que repetiu cinco vezes:

“Ai de mim! Ai de mim"! Clamando com toda força e derramando abundantes lágrimas. "Ai de mim que tão pouco dei atenção e amei a Deus pelas Suas Supremas Virtudes e pelas graças que me concedeu, e que eu não soube aproveitá-las! Ai de mim, que não temi como devia a Justiça de Deus! Ai de mim, que amei os prazeres de meu Corpo e de minha carne pecadora! Ai de mim, porque conheci os terríveis Luiz e Juana!”

E logo o Anjo disse a Santa Brígida:

“Eu vou te explicar esta visão. Aquele palácio que tu viste é à semelhança do Céu. A multidão que estava nos assentos e tronos com veste branca e resplandecentes são os Anjos e as Almas dos Santos. O Sol que estava no trono mais alto, é Jesus Cristo na sua Divindade. A mulher é a Virgem Mãe de Deus. O negro é o diabo que acusa a alma e quer se apossar dela. O soldado é o Anjo da Guarda, que apresenta as boas obras feitas por aquele homem. O forno incandescente é o inferno, que permanece ardendo com suas terríveis chamas em toda pujança, e tão violentas elas são, que se o mundo com tudo o que tem se incendiasse, ainda não podia se comparar com a veemência e o horror daquele fogo. No inferno ouvem-se diversas vozes, todas contra Deus, e todas principiam e acabam com um ai, um grito de horror, de angústia e de sofrimento. E as almas parecem pessoas, cujos membros se estendem e são atormentados pelos demónios, sem descanso algum. Por outro lado, as almas que estão a se abrasar no fogo que arde na fornalha das trevas eternas, não têm todas as mesmas penas. Tudo é determinado pela Justiça Divina pela grandeza e imensidão dos pecados de cada uma.

Aquele tenebroso lugar que viste ao redor do imenso forno, é o limbo, que participa das trevas do forno, mas não de suas penas, e ambos são lugares do inferno, e os que ali entram, nunca alcançarão a visão de Deus. Acima dessas trevas, ou seja, bem perto do inferno, está a maior pena que as almas podem sofrer no Purgatório. E para além deste lugar, na outra extremidade, há outro lugar, onde se sofre a pena menor do Purgatório, que somente consiste em faltas menores, de pecados veniais e outras coisas semelhantes.

Existe também um outro lugar no Purgatório, superior a esses dois, onde não se padece outra pena, senão a do desejo de ver Deus e gozar da Sua adorável companhia. Nesta purificação espiritual a alma sente uma indomável vontade de ver e de se aproximar de Deus, mas sente que não consegue enquanto não concluir a sua sentença.

Em primeiro lugar, a alma é colocada sobre as trevas do inferno, onde ela sofre a maior pena do Purgatório, conforme viste padecer aquela alma. Ali há vermes peçonhentos e animais selvagens; há calor e frio; existe confusão e trevas vindas das penas do inferno, e umas almas tem ali maiores penas e tormentos que outras, conforme fizeram maior ou menor reparação dos seus próprios pecados, até quando as suas almas deixaram os seus corpos.

Logo a Justiça de Deus tira a alma daquele local e envia a outros lugares, onde permanecem detidas até alcançar algum refrigério e ajuda de seus amigos particulares, ou dos sacrifícios e das contínuas boas obras da Santa Igreja. A alma que tem maiores auxílios, mais rápido cumpre sua pena e se livra daquele lugar.

Dali a alma vai para o terceiro estágio, onde não existe mais pena além do imenso desejo de chegar na presença de Deus, e de gozar de sua visão beatífica. Neste lugar existem muitas pessoas há bastante tempo, porque quando viveram no mundo, não tiveram um perfeito desejo de chegar à presença de Deus e desfrutar da alegria e satisfação de estar na presença dEle.

O Anjo também narrou que muitos morrem tão justos e tão inocentes, que logo após a morte, chegam à presença de Deus, gozam da alegria e do prazer de estar junto do Senhor; outros morrem, depois de reparar todos os seus pecados no mundo, de modo que suas almas não recebem nenhuma pena ou castigo. Mas são poucos os que não vão ao lugar aonde se padece o castigo do desejo de encontrar Deus, de matar a saudade de Deus. As almas que estão nestes três lugares, participam das orações e boas obras da Santa Igreja, que se faz no mundo; principalmente daquelas que elas fizeram enquanto viveram, e das que seus amigos fazem por elas depois da morte. Dessa forma, como os pecados são diferentes e de muitas classes, assim também as penas são diferentes; significa dizer que no Purgatório existe o local certo para cada alma pagar sua dívida com a Justiça de Deus. Assim, todas as orações, sacrifícios e Santas Missas que forem celebradas em sufrágio das almas, são providências preciosas, e elas lucram e participam de tudo o que por elas se faz no mundo.

Prosseguiu o Anjo, seja bendito de Deus todo aquele que no mundo ajuda as almas com suas orações e com os seus sacrifícios. A Justiça de Deus diz, que as almas que vão se purificar depois da morte com a pena do Purgatório, podem ser ajudadas com as boas obras de seus amigos e da Igreja, para que saiam mais cedo.”

Depois disto, ouviram-se muitas vozes do Purgatório que diziam:

"Meu Senhor Jesus Cristo, justo Juiz, envie Seu Amor para aqueles que têm o poder espiritual no mundo, e então nós poderemos participar mais do que agora de seu canto, das lições e dos oferecimentos.”

Em cima, de onde saíam estes clamores havia uma espécie de casa, na qual se ouviam muitas vozes que diziam:

"Deus pague àqueles que nos ajudam e aliviam as nossas faltas.”

Na mesma casa parecia nascer a aurora, e em baixo desta apareceu uma nuvem que não participava da clareza da aurora, da qual saiu uma grande voz que disse:

"Ó Senhor Deus, dá de Teu incompreensível poder cem por um, a todos os que no mundo nos ajudam e nos elevam com suas boas obras, para que vejamos a luz de Tua Divindade, e gozemos de Tua presença e da Tua Divina Face.”

Continuação da revelação sobre o Purgatório.

LIVRO Nº 4 - Capítulo 7

Disse o Anjo a Santa Brígida:

“Aquela alma de que viste e ouviste a sentença, está na pena mais grave do Purgatório. Isto foi ordenado por Deus, porque ela se vangloriava muito com as coisas do mundo e de seu corpo; mas das espirituais e de sua alma não fazia caso, porque não se lembrava do muito que devia a Deus e o desprezava. Por isso sua alma padece no ardor do fogo e treme de frio; as trevas a deixam cega, à horrível e temerosa vista de satanás e seus esbilros, e a vozearia e clamor dos demónios a deixam surda, interiormente padece fome e sede, e exteriormente se sente cheia de confusão e vergonha.

Deus concedeu a esta alma uma graça especial, não permitindo que os demónios a tocassem e a atormentassem, quando ocorreu o óbito. Isto aconteceu porque ela se encontrava em início de conversão. Todo o bem que fez e tudo o que prometeu e deu dos seus bens adquiridos licitamente, e principalmente as orações dos amigos de Deus, diminuíram e aliviaram a sua pena, segundo foi determinado pela justiça Divina. Mas quanto aos bens que deu os quais não foram adquiridos correctamente, ficou em proveito daqueles que justamente os possuíam antes, ou lhes servem em seu corpo, se são dignos disso, segundo a disposição do Senhor.”

Conclusão do assunto sobre o Purgatório.

LIVRO 4 - Capítulo 8

Disse o Anjo a Santa Brígida:

“Já ouviste como pelos rogos dos amigos de Deus aquela alma antes de morrer teve arrependimento de seus pecados. Nascida do amor de Deus, o seu arrependimento a livrou do inferno. Assim, a Justiça de Deus sentenciou que ela ardesse no Purgatório por seis períodos de tempo, ou seja, por seis vezes a quantidade de anos em que ela viveu, desde que com pleno conhecimento cometeu o primeiro pecado mortal até o dia em que por amor a Deus começou a se arrepender da transgressão. Este tempo poderá ser reduzido, se receber auxílio do mundo e dos amigos de Deus (na Igreja ou no lar).

O primeiro período se compreende por aquele em que não amou a Deus por sua Divina paixão e morte, e pelas muitas tribulações que o Senhor sofreu para a salvação das almas. O segundo período é aquele em que não amou a sua própria alma como deveria fazer um cristão responsável, nem dava graças a Deus por ter recebido o Baptismo, e porque não era judeu e nem pagão. O terceiro período abraça aquele tempo em que sabendo bem o que Deus tinha mandado, teve pouco interesse em fazer ou proceder daquele modo. O quarto período é aquele em que sabia bem o que Deus tinha proibido aos que quisessem ir para o Céu, e atrevidamente fez exactamente aquilo que não podia e nem devia fazer, se deixando levar pelo desejo sexual e desobedecendo à voz de sua consciência. O quinto período foi aquele em que não usou a graça Divina que se lhe oferecia, nem da Confissão, como é absolutamente normal a todas as pessoas, embora tivesse muito tempo para isso, para revelar o seu arrependimento pelos pecados cometidos. O sexto período compreende aquele no qual recebia com pouca frequência o Corpo e Sangue de Jesus porque não deixava de pecar, nem teve a devida caridade ao recebê-lO no final de sua vida.”

Há um lugar no Purgatório, onde não se padece outra pena senão o desejo de ver e estar junto de Deus.

LIVRO 4 - Capítulo 91

Santa Brígida estava rezando por um sacerdote idoso ermitão, seu amigo, que acabava de morrer, e tinha tido uma vida exemplar, cheia de grandes virtudes, e já estava num caixão na Igreja pronto para ser sepultado.

Então lhe apareceu a Santa Virgem Maria e lhe disse:

“Saiba Minha filha, que a alma deste ermitão, seu amigo, teria entrado no Céu no momento em que deixou o seu corpo, mas no instante de sua morte ele não teve o desejo de se apresentar à presença de Deus e de ver o Senhor. E por esta razão encontra-se detido no “Purgatório do desejo”, onde não há nenhuma pena, a não ser a impossibilidade de cumprir o desejo de ir ao encontro de Deus. Contudo, antes que seja sepultado o seu corpo, a sua alma pelos méritos adquiridos em vida entrará na glória eterna.”

A Virgem Maria aproveitou para instruir Santa Brígida de quanto é importante deixar os acontecimentos nas Mãos de Deus como manifestação de amor a Deus, não se esfalfando preocupadamente em solucionar dificuldades que fogem totalmente ao controle humano. A confiança em Deus é fundamental e necessária como demonstração de amor a Deus, e ela se concretiza desde os menores actos de colocar confiantemente nas Mãos do Senhor, a súplica de uma orientação, para a solução de algum problema.

 

 

O Juízo nas Revelações da Fanny Moisseieva

Na sua obra Meu sonho letárgico de nove dias” Fanny Moisseieva faz a descrição de:

I – Sinais que antecedem o julgamento

II – O mundo imediatamente antes do Julgamento

III – A ressurreição dos mortos

IV – Cristo anuncia o julgamento

V – Intercessão da Virgem e dos santos

Pode ler a descrição destes acontecimentos, feitos por Fanny Moisseieva, no seguinte Link:   

 SEGUNDA PARTE - Minhas visões do próximo Juízo Universal  

 

Padre Ottavio Michellini, 14-1-76 - Últimos Tempos

A hora da Purificação chegará e a Virgem Corredentora esmagará pela segunda vez a Cabeça da Serpente infernal. A Igreja e a humanidade, renovadas, verão uma aurora radiosa nunca antes conhecida. Um período de Paz e Justiça será a resposta a todas as provocações do Inferno contra uma pobre humanidade que se fez colaboradora das forças do Mal.

Depois, chegar-se-á à última fase desta luta entre Luz e trevas, entre Amor e ódio, entre Bem e mal, entre Vida e morte.

Só no fim se dará a terceira e última intervenção da Santíssima Virgem, que esmagará de novo, pela terceira vez, a cabeça de Satanás.

Seguir-se-á o Juízo Final - separação definitiva do Paraíso e do inferno, ou seja, dos Bem Aventurados e dos danados.

 

Padre Gobbi, 3 de Junho de 1989

A besta semelhante a uma pantera

Assim as almas são precipitadas na tenebrosa escravidão do mal, do vício e do pecado, e, no momento da morte e do Juízo de Deus, no pântano do fogo eterno que é o inferno.



 

www.amen-etm.org/Juizo.htm