A COMUNHÃO TRADICIONAL ...

COMO ELA AGRADAVA A DEUS!...

 

 

BÊNÇÃO ESPECIAL  

 

Editorial do dia 8 de Março de 2015  

 

Nesta Página da Amen, pode encontrar a abordagem do Tema Global sobre

A COMUNHÃO SACRÍLEGA NA MÃO

 

ÍNDICE

1- INTRODUÇÃO

2 - BREVE HISTORIAL DA COMUNHÃO ATRAVÉS DOS TEMPOS

3 - Ministros da Comunhão actuando de uma maneira selvagem, desordenada e contra os regulamentos da Igreja

4 - Comunhão na mão

5 - Comunhão de pé

6 - A COMUNHÃO À LUZ DAS MENSAGENS E APARIÇÕES DO SÉCULO XX

7 - A COMUNHÃO À LUZ DAS SAGRADAS ESCRITURAS

8 - A COMUNHÃO À LUZ DAS SEITAS SATÂNICAS

9 - A COMUNHÃO À LUZ DOS PAPAS E DOS CONCÍLIOS 12 Fev 2001

10 - A POSIÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II

11 - CONCLUSÕES

 

1 - INTRODUÇÃO

Jesus quis ficar entre nós e na Sua Igreja, de uma forma real, através da Eucaristia. A Sua presença física na Eucaristia, é o fulcro da vida da Igreja Católica, é fonte, força, alimento e vida do Cristão, é o acontecimento permanente mais importante para a humanidade. Por isso, a Eucaristia se tornou o alvo prioritário e mais importante para satanás, e todas as forças diabólicas a si aliadas, atacarem, atingirem e destruírem.

Esta preocupação que existe no espírito de tantos de nós, de tal maneira me aflige, que a venho expor àqueles que compartilhando do mesmo desejo, se queiram juntar para pedir aos nossos sacerdotes que voltem a dar a comunhão, como sempre foi costume na igreja durante quase oito séculos, após o início da utilização das hóstias em substituição do pão.

É com o maior respeito, amizade e no melhor espírito de amor cristão que devemos comunicar os nossos desejos aos nossos priores, de que desejamos ardentemente voltar a comungar de joelhos e na boca.

Tenho impressão de que é necessário que alguém comece a gritar na praça pública que: "o rei vai nu", tal como na história que contavam na nossa infância, para que toda a gente se aperceba do terrível erro que se está a praticar, com libertinagem e ofensa feita a Deus, depois do Concílio Vaticano II, não por lá estar declarado que assim devia ser, mas porque o mau aproveitamento de alguma permissividade do seu texto, abriu a porta a que erradamente se tornasse prática corrente aquilo que só excepcionalmente era autorizado.

Caso considerarem fundadas as minhas preocupações, algumas medidas devem ser tomadas em conjunto, para o mais perfeito cumprimento dos desígnios do nosso Deus e Senhor, da Sua Doutrina, da Sua Lei e da Sua Vontade.

Vivemos os tempos da grande apostasia, em que satanás ataca sub-repticiamente os crentes de Deus, enganando-os com novas e falsas doutrinas humanas, fazendo-os crer que são vontade de Deus. Este é um queixume de Nossa Senhora constantemente feito aos profetas do nosso tempo, em mensagens, algumas delas já aprovadas oficialmente pela Santa Igreja e outras, as mais importantes dos nossos tempos, já aceites pelos Papas do tempo em que se deram, como por exemplo La Sallete, Lourdes, Fátima, Padre Gobbi.

Estas que acabo de referir, são já hoje incontestadamente aceites pelos Papas, das diversas épocas em que se deram, e não devem pois merecer contestação da nossa parte.

Para além destas mensagens temos de ter em atenção a Revelação Bíblica, a Tradição da Igreja e dos Santos Padres e o Direito Canónico.

Para enquadrar ainda um pouco melhor as minhas preocupações, gostaria de relembrar esta passagem Bíblica em

Ezequiel 3, 17-19:

«Filho do homem, constituí-te sentinela da casa de Israel; se ouvires uma palavra saída da Minha boca, tu lha dirigirás da Minha parte.

Se Eu digo ao pecador: «Vais morrer», e tu não o exortas e não falas para o afastar do mau caminho, para que ele possa viver, é ele o pecador, que perecerá por causa do seu pecado; mas é a ti, todavia, que Eu pedirei contas do seu sangue.

Mas se tu avisares o pecador e ele não se emendar da sua perversidade e má conduta, então ele morrerá por causa do seu pecado; mas tu terás salvo a tua vida».

Esta, entre muitas outras, é uma obrigação de todo o cristão. Não julgar nem condenar, mas sim, porque amamos o nosso próximo, avisá-lo do seu erro, para que ele se salve.

Muitos consideram comungar de pé e na mão questões secundaríssimas. Pois eu penso que não! São questões importantíssimas e fulcrais!

Porquê? Porque a maior parte dos ofensas a Deus que cometemos, são por faltas ou ofensas feitas aos nossos irmãos na Terra, e digamos que, só por interposta pessoa e indirectamente, é que ofendemos a Deus. Mas a comunhão de pé e na mão são ofensas gravíssimas feitas directamente ao Santíssimo Corpo de Jesus na Eucaristia, apontadas amargamente em diversas mensagens particulares, e que já na própria Bíblia encontramos passagens a esse respeito.

Não podemos tentar adaptar a doutrina de Deus às nossas vidas, mas sim, temos de saber humildemente adaptar as nossas vidas à Doutrina Santa de Deus. Os tempos para Deus não mudam, já que para Ele não há tempo, pois Ele é o alfa e o ómega simultaneamente, e por isso é que a Sua Doutrina e as Suas Leis são Eternas. O que muda, são os costumes dos homens arrogantes e rebeldes, ao serviço de satanás.

 

2 - BREVE HISTORIAL DA COMUNHÃO ATRAVÉS DOS TEMPOS

Nos primórdios do Cristianismo, enquanto ainda se dava a comunhão sob a forma de pão, ela era dada na mão e os fiéis comungavam de pé, e com o corpo inclinado. Geralmente, o fiel recebia o Pão na própria mão e assim O levava à boca.

S. Cirilo de Jerusalém descreve, na sua catequese, o modo como estava determinado o rito:

«Não te aproximes com as palmas das mãos estendidas, nem com os dedos separados, mas fazendo da mão esquerda trono para a direita, como se fosse esta a receber um rei. Na cavidade da mão recebe o Corpo de Cristo, e responde o Amen».

Pouco a pouco, a recepção da Eucaristia sob as duas Espécies foi-se perdendo, para o que contribuíram diversas causas, entre as quais uma certa repugnância instintiva por motivos de higiene (quer se bebesse directamente do Cálix, quer por uma cânula), e sobretudo pelo perigo de que o Sangue do Senhor fosse derramado quando comungassem crianças ou velhos. Talvez por isto, introduziu-se, no século XII, o costume, já antigo na Igreja Grega, de embeber no Cálix um pedacinho de Pão consagrado, e dá-Lo ao comungante, costume que não chegou a enraizar-se. Em meados do século XII, S. Tomás de Aquino registrou ser já «uso de muitas igrejas dar a comungar o Corpo de Cristo sem o Sangue», para «prevenir o perigo de irreverência» (Summa Theologica, III, q. 80, ª. 12). No século XIV, tal costume estava generalizado.

Por outro lado e por razões também de ordem prática, quando a fogaça de pão foi substituída pelas obreias de pão ázimo, donde era fácil desprender partículas ao depositar nas mãos, foi-se generalizando o hábito de dar a comungar na boca do fiel, e também o de comungar de joelhos. Além dessa atitude ser própria do respeito e da adoração, facilitava ao sacerdote a deposição da partícula na boca de cada comungante. No momento de dar a Comunhão, diz o sacerdote: «Corpus Christi - o Corpo de Cristo; ou seja: eis o Corpo de Cristo». E o fiel responde: Amen.

Mas devido a muitos abusos, já mesmo nessa época, passou a Igreja a dar a comunhão, não sob a forma de pão, mas sim de hóstias.

Recentemente, e em alguns países, foi autorizado receber a Sagrada Partícula na mão. Na verdade, se, nos primeiros séculos, se recebia na mão o Corpo do Senhor, era por pura necessidade, pois não se consagravam hóstias, mas pães. O perigo de irreverência, possíveis abusos, além do próprio costume, aconselharam a mudar os pães em hóstias e a dar a comunhão na boca, o que fazia diminuir o risco de profanações. Precisamente por reverência para com o Santíssimo Sacramento, a Igreja dispôs que, para receber a Partícula na mão, se tomem certas precauções, como por exemplo, que o fiel consuma a Sagrada Espécie antes de se retirar do comungatório. Por outras palavras: ao afastar-se, deve levá-La já na boca, e não na mão. Para já não falar da limpeza das mãos. Não se esqueça que o celebrante deve, conforme determinam as rubricas, purificar as mãos antes da Consagração (Lavabo) e purificar os dedos depois de ter distribuído a Comunhão aos fiéis. Por aqui podem estes compreender, não só o respeito interior e exterior a que estão obrigados, mas ainda a limpeza física da mão ou dos dedos que vão tocar no Corpo de Cristo.

Pelo fim do Concílio Vaticano II, surgiu uma corrente que pleiteava uma nova modalidade: a da comunhão na mão. Alegava-se que só aos bebés se dá a comida na boca.

Tal sugestão, entretanto, não provinha do Concílio, nem se originava do mundo católico. Segundo Aldacyr Pinto Fernandes, no seu livro Defendei a Igreja Católica do plano "Cavalo de Tróia", os pais da ideia foram o "mago negro" Estanislau de Guaita, poeta de Satanás e fundador, em 1888, da Ordem Cabalística da Rosa-Cruz; Paulo Roca, a "eminência parda" das lojas maçónicas, ex-abade Melinge, e Gérard Encausse, conhecido por Papus, fundador, em 1890, da Ordem Martinista. As cartas trocadas entre eles encontram-se enfeixadas no Epistolário Guaita-Roca-Encausse. Numa delas, escrita por Guaita a Roca se lê:

"Temos de trabalhar activamente para conseguir que, nos templos romanos, se comungue de pé. No dia em que o conseguirmos, o nosso triunfo estará garantido".

3 - Ministros da Comunhão actuando de uma maneira selvagem, desordenada

e contra os regulamentos da Igreja

Este é um dos problemas da vida paroquial e litúrgica que mais me preocupa neste momento, pois somado a outros dois, têm uma importância capital, visto ferirem directamente a Deus e contrariarem a Sua Vontade. São eles:

1 - Ministros da Comunhão actuando de uma maneira selvagem, desordenada e contra os regulamentos da Igreja.

2 - Comunhão na mão.

3 - Comunhão de pé.

Olhemos para cada um deles.

«Ministros da Comunhão actuando de uma maneira selvagem, desordenada» porque infelizmente quantas vezes podemos ver que eles se apoderam do cálice e da hóstia sem terem purificado as mãos como os sacerdotes sempre o fazem, e assim vão tocar no Sacratíssimo Corpo de Jesus de uma forma impura. Mas também porque muitas vezes fazem a distribuição da Santíssima hóstia sem a elevarem e proferirem as palavras de uma maneira digna, solene e condizente com a ocasião tão importante que é o da distribuição do Santíssimo Corpo de Deus. Muitas vezes mais parecem estar a distribuir fichas numa mesa de jogo, tal é a velocidade e falta de cumprimento dos santos preceitos.

Esta banalização, esta falta de cumprimento dos santos preceitos, este à vontade com que se faz a distribuição do Corpo de Deus, é também uma das muitas formas de dessacralização de que Nossa Senhora tanto se queixa de que já entrou na sua Igreja e no seio dos seus próprios pastores.

Quem a isto assiste e nada diz, está tacitamente consentindo e é como ele próprio o estivesse a praticar.

«Contra os regulamentos da Igreja» porque está expressamente dito no Código de Direito Canónico no Canône. 230 - #3 :

«Onde as necessidades da Igreja o aconselharem, por falta de ministros, os leigos, mesmo que não sejam leitores ou acólitos, podem suprir alguns ofícios, como os de exercer o ministério da palavra, presidir às orações litúrgicas, conferir o baptismo e distribuir a sagrada Comunhão, segundo as prescrições de direito».

Ora durante toda a história da Igreja, aquando da distribuição da Comunhão, e até bem pouco tempo, até o Vaticano II, era o padre que sempre distribuía a Sagrada Comunhão. Ora na Santa Missa, em que está presente o sacerdote, obviamente não há falta de ministros, e por isso mesmo, a distribuição da comunhão por outros, que não sacerdotes, está abertamente em infracção do Direito Canónico.

Todas as razões que se alegam para usar ministros leigos da comunhão são falsos e contrários à Vontade e doutrina de Deus e da Igreja.

Diz-se que é para ser mais rápido e não fazer esperar os crentes.

E então eu pergunto-me:

"Mas se durante 800 anos não foi assim, porquê só agora o é?

Onde está dito por Jesus que a Comunhão deve ser rápida e sem demora?

Não deverá antes ser solene e respeitosa?

Não será Nosso Senhor Jesus Cristo digno de o recebermos com toda a pompa e circunstância que merece o Reis dos Reis, das mãos consagradas daquele a quem foi confiado esse grande dom de tocar o Sacratíssimo Corpo de Jesus?

Quem se aproxima de Jesus para receber na sua casa, na sua alma, o Rei dos Reis, não deveria estar disposto a esperar uma vida inteira e mesmo disposto a dar a sua vida por ELE, como o faziam os primitivos e verdadeiros cristãos?

Será pois que não pode esperar sequer um ou dois minutos mais?

Será este o espírito com que Deus quer ser comungado?...

Está pois também claramente em contradição com o verdadeiro espírito de amor, respeito e devoção para com o Nosso Rei e Senhor e é também uma das muitas formas de dessacralização das Coisas Sagradas.

Se não faltar o sacerdote ou o diácono (isto é, quem recebeu o sacramento da Ordem), ninguém pode tocar - menos ainda, distribuir - as Sagradas Espécies, a não ser que esteja facultado para o fazer por quem tem poder para o autorizar.

4 - Comunhão na mão

 

As razões que se alegam a partir de há pouco tempo para cá são:

- Higiene;

- Diminui-se o perigo de contaminação de doenças perigosas como a sida;

- Dá maior intimidade com Deus.

 

- Higiene, preocupamo-nos muito porque pode o padre tocar na língua de dois crentes e isso é uma porcaria. Mas durante quase oitocentos anos nunca a Igreja e os crentes se importaram com isso... porquê só agora esta tão grande preocupação?

Se estamos tão preocupados com a nossa higiene, não nos deveríamos preocupar ainda mais com a higiene e sacralização para com o Divino e Imaculado Corpo de Cristo? Não será muito mais terrível sabermos que o padre, que tem mãos consagradas e as lava com água antes de distribuir a Santíssima Comunhão, vai de seguida deixar que mãos não consagradas e não lavadas possam tocar no Corpo de Deus? Porquê estes dois pesos e medidas tão desproporcionados?

Assim, pois, a preparação para receber a Sagrada Comunhão, no que diz respeito ao aspecto externo, ou seja, no asseio e limpeza, e também no modo de vestir, tem grande importância, por manifestar a categoria que atribuímos ao que vamos fazer e a categoria que damos ao facto de receber o próprio Jesus Cristo.

Se não podemos estar com as mãos tão limpas como as do padre, então também ainda menos nos podemos atrever a tocar com as mãos conspurcadas no Corpo de Deus. E já não falo senão nas mãos fisicamente sujas, como tocar nos bolsos, em tabaco, limpar o nariz e as orelhas, coçar os pés, etc., pois que, só Deus sabe, quantas outras impurezas espirituais bem mais graves podem vir nas mãos sujas de todos nós que somos pecadores...

Claro que o mais importante é cuidar das disposições interiores; mas também interessa o aspecto exterior, porque não deixa de influir no fruto que se há-de obter.

É fácil de perceber, pois é verdadeiramente estranho que a desordem exterior não seja expressão da desordem interior. E, sendo isto assim, ir à sagrada mesa com desalinho ou descuido não abona, certamente, a favor de grande finura de alma. No que refere à disposição interior, também a comunhão espiritual, que Mons. Escrivá de Balaguer tão frequentemente fazia, pode servir muito à nossa preparação pessoal. De facto, não será fácil dizê-lo melhor do que dizem tão poucas palavras: «Eu quisera, Senhor, receber-Vos com aquela pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe; com o espírito e o fervor dos Santos».

- Diminui-se o perigo de contaminação de doenças perigosas como a sida, mas como podemos nós crentes, que sabemos que a doença veio ao homem como castigo pelo pecado, crer que Deus deixaria haver contágio através da distribuição do seu Santíssimo Corpo? Já Nossa Senhora disse ao Padre Gobbi, que a sida é um dos cálices do Apocalipse derramados sobre a humanidade, como punição da sua iniquidade.

- Dá maior intimidade com Deus, aqui, definitivamente não.

Amor, sim. Temor, sim. Este tipo de intimidade, não.

Quando numa entrevista à Madre Teresa de Calcutá o entrevistador lhe perguntou qual era o maior flagelo actual da humanidade, ela não disse nem miséria, nem a sida, nem a guerra, nem o aborto, mas sim que o maior flagelo actual da humanidade era «a comunhão na mão»!

Jesus, no Diário de Margarida II, declara que "é uma prática que O ofende gravemente", e diz ainda:

«Eu sou tão verdadeiro na Eucaristia como o era na sarça ardente do Sinai. Ordenei a Moisés que tirasse as sandálias para se aproximar de Mim. Eu sou o Amor na Sagrada Eucaristia; mas sou Deus... sempre!... As minhas almas escolhidas não seguem esses costumes (da comunhão na mão) e, ao virem a Mim, como Moisés, elas descalçam-se. Quero dizer com isso que elas só se aproximam de Mim com respeito e amor, na sua atitude exterior e interior.» (17-3-77) «A Comunhão deve voltar a ser o que foi desde há séculos» (6-4-79)

A comunhão na mão está pois também claramente em contradição com o verdadeiro espírito de amor, respeito e devoção para com o Nosso Rei e Senhor e é também uma das muitas formas de dessacralização das Coisas Sagradas.

Há quem diga, para defender a comunhão na mão, que o próprio Jesus deu a comunhão aos Apóstolos na mão.

Mas por amor de Deus! Para já, na Última Ceia, quando foi instituída a Eucaristia, foi com Pão, e não com Hóstias, e os Apóstolos foram os primeiros Bispos, e por isso, com mais razão do que qualquer outro o poderiam fazer.

5 - Comunhão de pé

Se durante quase oitocentos anos se comungou sempre de joelhos, porquê só agora se comunga de pé? Se nós, quando passamos à frente do Santíssimo exposto nos ajoelhamos, ainda muitos, com os dois joelhos por terra, porquê quando Ele ainda se vai aproximar mais de nós e entrar na nossa própria casa, no nosso próprio corpo, no nosso próprio coração, não nos ajoelhamos?

Se fazemos vénias e salamaleques a um qualquer presidente que nos cumprimenta em público, então não devíamos com muito mais razão nos pormos de rojo por terra pelo Rei dos Reis?

Como temos coragem de nos aproximar de Deus, de pé sem o mínimo respeito, só para agradar aos homens e por cobardia de mostrar o nosso amor e reverência para com o nosso Deus?

Porquê esta diversidade de critérios?

 

6 - A COMUNHÃO À LUZ DAS MENSAGENS E APARIÇÕES DO SÉCULO XX

Lembremos Fátima (As Aparições de Fátima - pág. 5,6):

"O anjo deixa suspenso no ar o cálice, sobre o qual está uma hóstia, da qual caem gotas de sangue. Ajoelha-se junto de nós e em adoração diante do Santíssimo faz-nos repetir três vezes: «Santíssima Trindade, ... ». Depois, levantando-se, tomou de novo, na mão, o cálice e a hóstia e deu-me a hóstia a mim e o que continha o cálice deu-o a beber à Jacinta e ao Francisco..." "Levados pela força do sobrenatural que nos envolvia, imitámos o anjo em tudo, isto é, prostrando-nos como ele e repetindo as orações que dizia. A força da presença de Deus era tão intensa que nos absorvia e aniquilava quase por completo."

Lembremos Garabandal (O Segundo Advento: A Montanha de Garabandal - pág. 44,45,48,49:

"As meninas respeitam sempre o jejum até à hora em que recebem a comunhão, jejum no estilo antigo. Ou seja, não comiam nem bebiam nada desde as 12 horas da noite precedente. Note-se ainda que comungam de joelhos, melhor dito: caiem de joelhos por um movimento natural, no estado extático, ou seja, num estado de conhecimento superior ao estado natural. Para bom entendedor, meia palavra basta..."

No dia do milagre da Eucaristia:

"Viram-na sair, cair de joelhos, esticar a língua para fora, na qual nada havia. ... Subitamente, a Hóstia materializou-se diante dos olhos incrédulos, como se tivesse brotado da própria língua da menina."

O bispo de Leiria e Fátima, D. João Pereira Venâncio disse:

"A Mensagem, dada por Nossa Senhora, em Garabandal, é a mesma que Ela deu em Fátima, mas actualizada e apropriada aos nossos tempos".

O Padre Pio garantiu, em vida, a autenticidade das aparições de Garabandal, tendo se encontrado com Conchita em San Giovanni Rotondo em 1966. Mas já em 1962 Nossa Senhora tinha prometido de que ele veria, por antecipação, o Milagre de Garabandal.

O Papa Paulo VI disse:

"Garabandal é a obra mais maravilhosa da humanidade, depois do nascimento de Jesus. É a segunda vida da Santíssima Virgem nesta Terra.

É importantíssimo dar a conhecer ao mundo estas mensagens".

Mensagem de Nossa Senhora em Olawa na Polónia em Fevereiro de 1984:

«Recebei o Meu Divino Filho na Eucaristia com frequência e sempre na língua e de joelhos. O Céu não aceitará outra forma.»

Mensagem de Nossa Senhora em Olawa na Polónia em Março de 1986:

«Reparai que ninguém é digno de receber o Corpo e o Sangue do Nosso Senhor Jesus de pé...»

Mensagem de Nosso Senhor em Utrera a José Cayetano e Rosário Arenillas em Agosto de 1989:

«... Por isso me permito dirigir-Me a vós todos e dizer-lhes: Se algum dia vos atreverdes a que o Meu Corpo tenha aposento nas vossas mãos - não Consagradas - isto será um grande sacrilégio, será algo de que o Pai um dia, a todos, terá que pedir-lhes contas.»

 

 

7 - A COMUNHÃO À LUZ DAS SAGRADAS ESCRITURAS

Quanto às Passagens Bíblicas, pedi a Deus que me as mostrasse, com a abertura da Bíblia, todas as que Ele quisesse que eu transcrevesse. Foram umas atrás das outras...

Filipenses 2,10

Para que ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho dos seres celestes, dos terrestres e dos que vivem sob a terra...

João 20, 17

Jesus lhe diz: "Não me retenhas ... (ou seja, não me toques, isto porque Maria Madalena se atirou a seus pés para os abraçar, como vem descrito em Mateus 28,9)

Mateus 28, 9

Elas (as mulheres) aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, prostrando-se diante dele.

Apocalipse 5,8

Ao receber o livro, os quatro Seres vivos e os vinte e quatro Anciãos prostraram-se diante do Cordeiro ...

Isaías 45, 23

Com efeito, diante de mim se dobrará todo o joelho ...

Romanos 14, 11

Por minha vida, diz o Senhor, todo o joelho se dobrará diante de mim ...

Quando permitimos estes actos, a quem estamos a fazer a vontade? A quem servimos?

Jesus disse: «Não podeis servir a dois senhores. Ou servis a Deus ou ao diabo».

Os ministros da comunhão, seguindo as leis de alguns homens e de alguns bispos que já perderam a fé, preferem agradar mais aos homens do que a Deus.

Por vergonha e tibieza não se levantam e dizem o que Deus quer que digam.

Por vergonha diante dos homens, ao não ajoelharem diante da Eucaristia, não se esqueçam que Jesus também disse:

"Todo aquele que se envergonhar de Mim diante dos homens, também Eu me envergonharei dele diante do Pai."

E quando, na qualidade de ministros da comunhão, na Missa, contrariando o direito canónico e a vontade de Deus, aceitam dar a comunhão a pessoas orgulhosas que não querem ajoelhar e querem se considerar dignas de tocar com as suas mãos imundas o Santíssimo Corpo de Jesus, também pecam, porque permitindo e colaborando, se tornam igual a eles.

A comunhão de pé está pois também claramente em contradição com o verdadeiro espírito de amor, respeito e devoção para com o Nosso Rei e Senhor e é também uma das muitas formas de infracção das Sagradas Escrituras.

8 - A COMUNHÃO À LUZ DAS SEITAS SATÂNICAS

Considerei este texto, que apresento a seguir, e que encontrei no site Alerta do Dilson Kutscher - Os Seguidores da Besta: www.anjo.adm.br/milagre/alerta muito elucidativo:

Pelo fim do Concílio Vaticano II, surgiu uma corrente que pleiteava uma nova modalidade: a da comunhão na mão. Alegava-se que só aos bebês se dá a comida na boca.

Tal sugestão, entretanto, não provinha do Concílio, nem se originava do mundo católico. Segundo Aldacyr Pinto Fernandes, em seu livrete Defendei a Igreja Católica do plano "Cavalo de Tróia", os pais da idéia foram - pasmem os leitores! - o "mago negro" Estanislau de Guaita, poeta de Satanás e fundador, em 1888, da Ordem Cabalística da Rosa-Cruz; Paulo Roca, a "eminência parda" das lojas maçônicas, ex-abade Melinge, e Gérard Encausse, conhecido por Papus, fundador, em 1890, da Ordem Martinista. As cartas trocadas entre eles encontram-se enfeixadas no Epistolário Guaita-Roca-Encausse. Numa delas, escrita por Guaita a Roca se lê: "Temos de trabalhar activamente para conseguir que, nos templos romanos, se comungue de pé. No dia em que o conseguirmos, o nosso triunfo estará garantido".

Na resposta, Roca se declara "totalmente de acordo", mas acrescenta que "será conveniente passar logo a uma Segunda fase, dando o pão na mão e esses antropófagos fanáticos".

No ano seguinte, Guaita volta à carga: "Se conseguirmos estas duas coisas - comunhão de pé e na mão - o resto cairá como fruta madura, visto que a Eucaristia é apenas ágape-símbolo de filantropia universal".

E Roca, com satânica ironia: "O presidente da assembleia colocará sobre a mesa ritual o cálice com o pão e uma jarra de vinho, a fim de que os irmãos se sirvam à vontade, pois a Eucaristia é só isto: ágape-símbolo da filantropia universal".

Uma ocasião ímpar de colocar em prática estas sugestões se ofereceu quando uma figura altamente controvertida - o hoje cardeal Annibale Bugnini, mação conhecido, que ingressara na seita em 23 de abril de 1963, com o codinome de Buan, e que anteriormente fora dispensado pelo papa João XXIII da cátedra da Sagrada Liturgia, por causa de sua ideologia liberal - recebeu a incumbência de coordenar a reforma litúrgica pós-conciliar e confeccionar a nova "Ordem da Missa". Para assessorá-lo, Bugnini escolheu seis protestantes, que representavam respectivamente o conselho ecumênico das Igrejas cismáticas, anglicanas, luteranas e os monges de Taizé. Eram eles os doutores Georges, Jasper, Sephard, Konneth, Sucit e Thurian.

Esta advertência de um grupo de cardeais obrigou o Papa a consultar por votação, especialmente o assunto da comunhão na mão, a cada bispo, obtendo o seguinte resultado: 1233 reprovaram essa prática; 567 a apoiaram, enquanto que 315 se manifestaram dispostos a aceitá-la com algumas condições. Apesar deste resultado, a mão solerte do inimigo conseguiu que a prática da comunhão na mão permanecesse.

Mas jamais contou com a aprovação do Papa actual, que, na carta apostólica Dominicae Cenae (=a ceia do Senhor), fez questão de deixar bem claro: "O tocar nas sagradas espécies com as mãos é privilégio dos ordenados" (n. 12), como o entendeu sempre a Igreja. Por isso, negou a comunhão na mão à esposa do Presidente da França, Giscard D'Estaing, na viagem àquele país, em Junho de 1980. O facto aconteceu na basílica de Notre Dame de Páris. Algumas conferências episcopais protestaram e fizeram o possível para força-lo a ceder em determinadas ocasiões. Mas nada conseguiram, sabendo ele que a autorização contraditória de comungar pelas próprias mãos foi e continua sendo a grande fraude cometida no coração da Igreja.

Em 18 de Outubro de 1962, sete dias antes da abertura do Concílio, Nossa Senhora disse em Garabandal: "À Eucaristia dá-se cada vez menos importância". E a profecia se realizou fielmente.

Num relatório intitulado: "A comunhão na mão deveria ser revogada?", citado pelo padre Paul Leonard, lemos: "Hóstias foram encontradas dentro de missais, em bancos de igrejas, em sacristias e estacionamentos. Também foram guardadas em bolsos e álbuns de fotografias. E o que é ainda mais chocante: hóstias consagradas foram encontradas em vasos sanitários... É de conhecimento público que hóstias consagradas são usadas nos cultos a Satanás, em terríveis missas negras."

E há ainda o problema dos fragmentos que, por se Ter dispensado a patena e o banco da comunhão, facilmente se desprendem das hóstias, caem e são pisoteados. Mas os partidários da nova modalidade de comungar não se impressionam. "Se Deus está em toda parte - nos dizem - por que não pode estar também no chão?"

Pela façanha de liquidar a Missa em latim e legitimar a prática da comunhão de pé e na mão, Bugnini foi promovido pelo cardeal Villot a Secretário da Sagrada Congregação para a Propagação da Fé.

O texto acima foi extraído do livro: A Profetisa dos Tempos Finais, de Olivo Cesca.

Dilson Kutscher, site Alerta: os Seguidores da Besta: www.anjo.adm.br/milagre/alerta

 

Já em 1888, depois de satanás se ter lançado sobre a terra e a Igreja, com autorização divina de a tentar, a partir de 1864, escrevia Estanislao Guaita (conhecido por o Mago Negro ou o poeta de satanás):

«Temos de trabalhar activamente para conseguir que nos templos romanos se comungue de pé. No dia em que o conseguirmos, o nosso triunfo está assegurado!»

Pablo Roca ( ex-cónego de Perpignan, grau 33 da maçonaria) afirmou:

«Será conveniente passar rapidamente a uma segunda fase, dando o Pão nas mãos desses antropófagos fanáticos.»

E Guaita acrescentava em 1889:

«... com estes dois passos, o resto cairá como fruta madura: a Eucaristia será já um simples banquete-símbolo de filantropia universal.»

Lembremos o Plano Mestre da Maçonaria, para destruir a Igreja Católica e a Fé nos homens.

Este plano foi traçado, na mesma época do fecho do Concílio Vaticano II, nos E.U.A e descoberto pelo Dr. J. Dominguez que o deu a conhecer ao mundo:

No ponto 9, deste plano diabólico, no seu capítulo: «É preciso adaptar a Missa aos novos tempos», vem declarado:

"Que se empregue um pão quase corrente, que se o dê nas mãos, que se receba de preferência de pé ou sentados, nunca de joelhos, que se mastigue, que nada soe a SAGRADO, que se coma o que sobrar..."

Se estas são as directrizes dos inimigos da Fé Católica, eles lá sabem porquê… e os que as seguem, a quem estão fazendo a vontade…?

9 - A COMUNHÃO À LUZ DOS PAPAS E DOS CONCÍLIOS 12 Fev 2001

Papa Sixtus I (mártir 6 de Abril de 126) declara: "Apenas os padres e diáconos estão autorizados a tocar as Sagradas Espécies".

S. Justino (19 Out. 166) declara: "Somente padres e os diáconos podem repartir a Sagrada Comunhão e levá-la aos doentes."

Durante as perseguições, os fiéis podiam guardar em casa o Santíssimo Sacramento e repartir aos doentes, quando não houvesse padre ou diácono na região. No ano 313, o edito de Milão SUSPENDEU esta permissão.

Papa S. Estêvão (254-257) declara: "Os leigos não se atribuem a autorização (factótum) pertencente aos padres".

Papa S. Eutychiano (275-283) indica aos sacerdotes a sua obrigação de levar a Sagrada Comunhão aos doentes e não deixar nas mãos dos leigos.

Concílio de Saragoza (380) chama "ANÁTEMA" as pessoas que continuassem agindo como na época das perseguições, a respeito do Santíssimo Sacramento.

Concílio de Toledo (400) confirma a decisão do Concílio de Saragoza.

Papa S. Gregório Magno (590-604) reparte a Sagrada Comunhão na língua do fiel e exige o mesmo dos padres.

Concílio de Rouen (Rouain) (650) decreta: “Não ponhais a Eucaristia nas mãos de um leigo ou de uma leiga, mas apenas na boca” e toma medidas severas contra os sacerdotes dando a Santa Hóstia nas mãos dos fiéis. O Concílio decide que tais sacerdotes devem deixar de exercer a sua função.

Concílio de Constantinopla (692) ameaça com a excomunhão o fiel que dá a Comunhão a si mesmo.

S. Tomás de Aquino (1225-1274) escreveu: Pertence ao sacerdote distribuir o Corpo de Cristo por três motivos:

“Primeiro - Porque é ele que consagra oCorpo de Cristo. Assim como Cristo consagrou o Seu Corpo na última Ceia, assim também o distribuiu aos discípulos. Por isso, assim como pertence ao sacerdote consagrar o Corpo de Cristo, assim também lhe compete o distribuí-lO.

Segundo - Porque o sacerdote se constitui intermediário dentre Deus e o povo. Portanto, como lhe pertence apresentar a Deus as oferendas dos povo, assim também lhe pertence distribuir ao povo os Dons Divinamente Santificados.

Terceiro - Por respeito à Eucaristia, nada a deve tocar que não esteja consagrado! por isso, consagram-se os corporais, os cálices, e igualmente as mãos do sacerdote, para tocarem este Sacramento. Não é lícito, pois, ninguém mais tocá-lO, a não ser em caso de necessidade, por exemplo se cair ao chão ou em outro caso semelhante”.

"Apenas as mãos ungidas do sacerdote tocam o Santíssimo Sacramento".

Concílio de Trento (1545-1563) diz: "Todos que tocam os vasos Sagrados (cálice, hostiário, âmbula) cometem o pecado de sacrilégio".

Papa Pio X (1903-1914) descreve no Grande Catecismo, cap. 10, par. 4, a maneira digna de receber a Sagrada Comunhão:

“No acto de receber a Sagrada Comunhão, devemos estar de joelhos, com a cabeça medianamente levantada, com olhos modestos e voltados para a Sagrada Hóstia, com a boca suficientemente aberta e com a língua um pouco estendida sobre o lábio inferior. Senhoras e meninas devem estar com a cabeça coberta”.

Papa Paulo VI (1963-1978) lembra na encíclica Mysterium Fidei: "não se altere, seja no que for, o modo de conservar a Eucaristia ou de receber a Sagrada Comunhão, segundo foi estabelecido pelas leis eclesiásticas ainda em vigor".

Madre Teresa de Calcutá:
"É meu desejo, já conhecido, que as Irmãs recebam a Santa Comunhão na língua, em todos os lugares."

A 23 de Março de 1989 afirmou:

“A coisa mais horrível do nosso mundo de hoje, é a comunhão na mão!”

10 - A POSIÇÃO DO PAPA JOÃO PAULO II

Papa João Paulo II: Carta DOMINICAE CENAE, do dia 24 de Fevereiro de 1980:
"É preciso, todavia, não esquecer o múnus primário dos sacerdotes, que foram consagrados na sua ordenação para representar Cristo Sacerdote, as suas mãos, assim como a sua palavra e a sua vontade, por isso, tornaram-se instrumento directo de Cristo. Por tal motivo, ou seja, como ministros da Santíssima Eucaristia, eles têm sobre as Sagradas Espécies uma responsabilidade primária (...). O tocar nas SAGRADAS ESPÉCIES e a distribuição destas com AS PRÓPRIAS MÃOS é um privilégio DOS ORDENADOS."
(Doc. Pont. no. 192 Ed. Vozes)

Papa João Paulo II: Na Diocese de Roma não está autorizada a comunhão na mão, já que essa autorização só é concedida às Dioceses que o pedem explicitamente à Santa Sé. Como é óbvio, o Bispo de Roma, o Papa João Paulo II, nunca pediu essa autorização, logo, todos aqueles que praticam essa forma de comunhão em Roma e no Vaticano, cometem o grave pecado de Sacrilégio.

Tão delicada é esta matéria, e tantos abusos, alguns gravíssimos, se deram nos anos imediatamente posteriores ao Concílio Vaticano II, que João Paulo II teve de advertir que «tocar as Sagradas Espécies e distribuí-las com as próprias mãos é privilégio dos ordenados». E, de modo oficial, a Sagrada Congregação para os Sacramentos teve de publicar uma Instrução, em Abril de 1980 (Inaestimabile donum), na qual se dizia taxativamente:

«A Comunhão é um dom do Senhor, oferecido aos fiéis por meio do ministro autorizado para isso. Não se admite que os fiéis tomem por si mesmos o Pão consagrado, e muito menos que O façam passar de uns para os outros».

Tão grande é o respeito que se deve ter pela Sagrada Hóstia, que, pouco antes da referida instrução, o Papa escrevera: «Nalguns países entrou em uso a Comunhão na mão. Tal prática foi pedida, uma a uma, por algumas Conferências Episcopais, e obteve a aprovação da Sé Apostólica. Chegam-nos, contudo, informações de deploráveis faltas de respeito para com as Espécies eucarísticas, faltas essas que pesam não só sobre as pessoas culpáveis de tal comportamento, mas também sobre os Pastores da Igreja, que terão sido pouco vigilantes sobre a compostura dos fiéis em relação à Eucaristia». (Carta sobre o Mistério e o Culto da Eucaristia, 24-II-1980, n.º 11) Federico Suarez, O sacrifício do altar págs. 248-252 - Colecção Éfeso.

Convém recordar aqui, para acabar, que durante uma das suas viagens pastorais à Alemanha (em Fulda) de 15 a 19 de Novembro de 1980, ao Papa João Paulo II, lhe perguntaram sobre a Comunhão na mão.

O Papa João Paulo II respondeu:

«Se existe um documento, um escrito apostólico, este privilégio (para a Alemanha) existe. Eu, no entanto, não estou de acordo»!

(Tirado da Revista "CHIESA VIVA nº 12, ITÁLIA).

Por ter esta posição, negou a comunhão na mão à esposa do Presidente da França, Giscard D'Estaing, na viagem àquele país, em Junho de 1980. O facto aconteceu na basílica de Notre Dame de Paris.

Nesta imagem que passou na Televisão, o Papa João Paulo II, em 1988, distribuindo a comunhão no Vaticano, nega a comunhão na mão a uma senhora...

(Tirado da Revista "MARIA MENSAJERA" Espanha).

O Papa João Paulo II lutou contra a autorização de comungar na mão, mas saiu vencido depois de pressões inqualificáveis, lideradas pelo Cardeal Bugnini. Este cardeal entrou para a maçonaria em 23 de Fevereiro de 1963...

Sigamos o conselho e a vontade do Papa!

A irmã Lúcia disse que "quem quiser estar com Deus tem de estar com o Papa João Paulo II". Sigamos também o exemplo dos pastorinhos de Fátima, bem como todos os santos da Igreja, que

sempre comungaram de joelhos e na boca.

 

11 - CONCLUSÕES

 

Os homens, inspirados por satanás, adulteraram, dessacralizaram, mudaram a seu bel-prazer toda a Santa doutrina de Deus para a adaptar às suas "vidas".

Na Mensagem de 31 de Dezembro de 1992, dada pela Virgem Maria ao Padre Gobbi, e aceite pelo Papa João Paulo II, vem dito:

Tenho-vos anunciado repetidas vezes que se aproxima o fim dos tempos e a vinda de Jesus na glória. Agora quero ajudar-vos a compreender os sinais descritos na Sagrada Escritura, que indicam estar já próximo o seu glorioso retorno.

Esses sinais são claramente indicados no Evangelho, nas Cartas de S. Pedro e de S. Paulo, e estão se realizando nestes anos.

O primeiro sinal é a difusão dos erros, que levam à perda da fé e à apostasia.

Esses erros são propagados por falsos mestres, por célebres teólogos que não ensinam mais as verdades do Evangelho, mas perniciosas heresias, baseadas em raciocínios humanos e errados.

É por causa do ensino dos erros que se perde a verdadeira fé e se difunde por toda parte a grande apostasia.

"Prestai atenção e não vos deixeis iludir, porque muitos procurarão enganar um grande número. Virão falsos profetas e enganarão muitíssimos." (Mt 24, 4-5.11).

"O Dia do Senhor não virá sem que primeiro venha a grande apostasia." (2Ts 2,3)

Papa Paulo VI disse em 13 de Outubro de 1977:

"As trevas de satanás penetraram e espalharam-se de um extremo ao outro da Igreja Católica, até o seu topo. A apostasia, a perda da fé, espalhou-se totalmente pelo mundo e dentro dos mais altos escalões da Igreja".


A divulgação e promoção da comunhão na mão e de pé, é também, sem margem para dúvidas, Apostasia. É também grave Sacrilégio.

Sobre este tema, não podemos ficar indiferentes, nem nós leigos nem os sacerdotes. Mas mais responsabilidade têm os sacerdotes, porque são eles que têm de tomar conta do rebanho, e terão um dia que poder dizer tal como Jesus : «Não perdi nenhum daqueles que entregastes à minha guarda».

Mas a continuarmos assim, quantos não se perderão ou pelo menos quantas faltas de respeito e de amor infligirão ao nosso Deus.

Não podemos ficar indiferentes! Quem vê e cala, consente, e logo peca igualmente.

Cada comunhão de pé, na mão, que nós permitimos, estamos a ajudar o anticristo a abolir o Sacrifício Perpétuo, a praticar a abominação da desolação.

Na nossa paróquia seria tão fácil voltar a comungar como agrada a Deus.

Quanta alegria daríamos a Deus!

Quantas graças receberíamos em troca!

E que exemplo e encorajamento seria para tantas outras paróquias!

Seria tão bom, santificador, consolador, enriquecedor, gratificante, se pudéssemos voltar a comungar como todos os Católicos sempre o fizeram antes do príncipe do mundo, satanás, se ter infiltrado na Igreja...

A responsabilidade também é nossa. Temos de lutar para reverter a actual e sacrílega tendência instigada pelo demónio. Só assim seremos aquele pequeno número que ficará fiel até ao fim...

Alertemos e peçamos aos nossos priores e sacerdotes para a Sagrada Comunhão voltar a ser distribuída de joelhos e na boca, com o máximo respeito!

Ver também:

 

O Milagre das Hóstias

O Bispo Dom Athanasius Schneider fala das gravíssimas consequências da Comunhão na mão

http://www.amen-etm.org/Caderno5c-ComunhaoTradicional-2001-2-7.htm