CRIAÇÃO DO UNIVERSO,

dos ANJOS e da HUMANIDADE

                

 

                 .

 

 

BÊNÇÃO ESPECIAL  

 

 

ÍNDICE

PREFÁCIO Ponto 1

INTRODUÇÃO Ponto 2

() O Cientifismo  Ponto 3

() As Sagradas Escrituras como fonte de Sabedoria e Ciência  Ponto 4

O Código da Bíblia desvendado Ponto 5

() Exemplos da credibilidade das Sagradas Escrituras Ponto 6

A narrativa da Criação do mundo Ponto 7

A Terra é um planeta redondo Ponto 8

A Terra está suspensa no espaço Ponto 9

O Homem é constituído por espírito, alma e corpo Ponto 10

A existência de um Código oculto no Texto do Pentateuco Ponto 11

As fontes para estabelecer uma Cronologia da Criação  Ponto 12

() Revelação Pública Ponto 13

Génesis - Gn Ponto 14

() Revelação Privada Ponto 15

Mística Cidade de Deus - MCD Ponto 16

Cadernos de Maria Valtorta - C Ponto 17

() Catecismo da Igreja Católica - CIC Ponto 18

Determinação dos pontos de conflito entre as duas Narrativas  Ponto 19

Amenização dos conflitos entre as duas Narrativas  Ponto 20

() As diferentes noções de “dia”  Ponto 21

() As diferentes noções de “homem”  Ponto 22

Génesis Explicado - As Etapas da Criação  Ponto 23

Pré-Criação Ponto 24

Plano da Criação Ponto 25

O Início da Criação Ponto 26

1º Dia Ponto 27   

2º Dia Ponto 28   

3º Dia Ponto 29   

4º Dia Ponto 30    

5º Dia Ponto 31   

    Início da Criação do Mundo / Terra e seus animais

6º Dia Ponto 32

No Jardim do Éden - Paraíso Terreal Ponto 33

 Criação do Homem

Não existem extraterrestres Ponto 34

O Sétima Dia - Deus descansou Ponto 35

Deus entrega a Terra às suas criaturas Ponto 36

Queda e Expulsão de Adão e Eva do Éden Ponto 37

Aviltamento da Raça Humana Ponto 38

Dilúvio Universal Ponto 39

A Plenitude da Criação Ponto 40

O Oitavo Dia - Novos Céus e Nova Terra Ponto 41

CONCLUSÕES  Ponto 42

  Gráfico da Cronologia da História Humana Ponto 43

 

PREFÁCIO

Ponto 1

A inevitabilidade de definir como foi criado o Universo, os Anjos e o Homem

É tal a confusão sobre a Criação do Universo, dos Anjos e do Homem, mesmo nos meios Católicos, que se torna imprescindível a súmula da Doutrina e das Revelações sobre este assunto tão importante.

O que aqui vou expor sobre a Criação, não se trata de uma opinião pessoal ou de quaisquer teorias com que se possa simpatizar, mas sim o Ensinamento da Igreja Católica sobre o assunto. Para ajudar na compreensão de tão grande mistério, introduzo o aprofundamento de alguns conceitos, de modo a se ganhar a visão correcta e a Luz necessárias sobre a Criação do Universo por parte de Deus.

A Criação encontra-se Revelada no Livro do Génesis, mas contêm na sua narrativa alguns pontos menos claros, como que encobertos por véus, que aos poucos e através dos tempos têm vindo a ser removidos.

O conteúdo que aqui vai ser exposto, sobre as Etapas da Criação, é tudo o que o Católico deve conhecer, acreditar, defender e divulgar. Aqui está contida a Verdade do que nos foi Revelado sobre a Criação.

As duas fontes de que o Homem dispõe para tomar conhecimento sobre a Criação do Mundo, que engloba a Criação do Universo Cósmico, dos Anjos, dos Seres Vivos e da Humanidade, sendo esta última encabeçada por Adão e Eva, são:

- Revelação Divina e a

- Ciência.

Aprofundando as Fontes disponíveis, Revelação Divina e Ciência, não encontramos contradições, mas sim complementaridade.

A confusão nasce de uma deturpação introduzida pelo cientifismo, associada à falta de conhecimento e de Fé nas Revelações Divinas.

Sobre o Cientifismo, que é uma forma adulterada de ciência humana, falaremos adiante.

As Revelações Divinas sobre a Criação, advêm, tal como toda a Doutrina da Igreja Católica, da Revelação Pública contida nas Sagradas Escrituras e da Revelação Privada contida nos textos dos Santos Padres e das Confidências feitas por Deus e pela Virgem Maria, a videntes por Eles escolhidos.

As causas da confusão existente sobre a Criação

A confusão que existe sobre este tema, deriva de uma só fonte - os anjos caídos, ou demónios, que povoam o inferno e a superfície da Terra, e que incansavelmente perturbam, tentam e pretendem levar à condenação eterna toda a humanidade.

Como o objectivo primordial dos demónios é o da condenação dos homens, têm de semear entre eles a confusão, a ignorância, a divisão, os conflitos e guerras, falsas doutrinas, o erro, a mentira e a deturpação da Verdade. Assim operando, fazem com que os Homens percam a Fé em Deus, na Sua Obra, nos Seus Ensinamentos, nas Sua Revelações, e fazendo como o que alcançou com Eva, consegue fazer cair o Homem e levá-lo à condenação.

Como a Doutrina e Revelação Divina estão bem conservadas dentro da Igreja católica, o demónio adoptou uma forma privilegiada de enganar o Homem através da criação de falsas doutrinas, falsas descobertas e falsas teorias, camuflando-as com a falsa aparência de conquistas científicas. Operando assim, retira o Poder Criativo a Deus, e afastando as Criaturas dos Ensinamentos Divinos, mais facilmente leva à perdição das suas almas.

 

INTRODUÇÃO

Ponto 2

Fomos habituados desde os bancos da escola a ouvir falar dos “homens” pré-históricos. Cedo começámos a aprender que na Pré-história os “homens” vivam em cavernas, vestiam-se com peles e as suas armas eram pesados cajados. Ouvimos falar das pinturas rupestres das grutas de Altamira e de Lascaux. Ensinaram-nos que os “homens” pré-históricos foram evoluindo aos poucos e poucos e por fim chegaram a ser aquilo que somos hoje em dia. Era a partir do 3º ano dos liceus que, na cadeira de História Universal, recebíamos as primeiras injecções de contra-informação e contra-cultura. Mas na nossa inocência não demos por nada. Foi uma lavagem ao cérebro dos jovens, que teve início naquele tempo, e se perpetua até os nossos dias.

Recuando às memórias que tenho daqueles tempos, estou a falar de meados da década de 60 do século passado, recordo que nos manuais que tínhamos da edições ASA, da autoria do Ferreira Torres, se dizia, logo no primeiro parágrafo, que existiram muitos “outros homens” e muitos outros povos, e que para narrar a sua história, o historiador se servia  da tradição, sob a forma de contos ou lendas, e de documentos tais como obras de arte, instrumentos de trabalho e de guerra, objectos de uso comum, textos oficiais e outros escritos. Nestas fontes que eram enumeradas, não havia nenhuma alusão aos Textos Sagrados da Bíblia, aos quais, durante todo o restante ensino da História, só se fazia uma ligeira alusão, num quadro sinóptico das Raças, a Noé e à sua descendência pós-diluviana. De Adão e Eva, nem sequer uma palavra, e isto porque na realidade, não havia evidência histórico/científica que deles falasse, a não ser a Bíblia, a qual não se devia ser referida, porque não se enquadrava dentro dos parâmetros normalmente aceites pelos historiadores. Da mesma forma que a Verdade e a Realidade foi distorcida sobre este assunto, também a interpretação sobre muitos outros factos o foram, com um único objectivo, o de divulgar uma determinada ideologia, subjacente ao poder de dominação que se pretendia exercer sobre o povo.

Naquele tempo ainda não se falava abertamente de Darwin e da sua teoria do evolucionismo, apesar dele a ter formulado 100 anos antes. A teoria do evolucionismo aplicada ao homem sempre foi contrária aos ensinamentos da sã Doutrina da Igreja Católica. Graças ao facto de ainda estar, então, em vigor a Concordata do Estado com a Igreja Católica, esta ainda conseguia suster o avanço daquela maré negra, daquela mentira hedionda do evolucionismo aplicado ao homem. Depois da revolução do 25 de Abril, com a conquista do poder pela maçonaria republicana, a desinformação e descultura arrebentaram a comporta que as sustinham, e invadiram todos os meios de divulgação possíveis. O mesmo se passou noutros países, com ligeiros desfasamentos no tempo, mas igualmente eficazes.

Havia no entanto um hiato malicioso inteligentemente introduzido na matéria que era leccionada. Falava-se muito sumariamente das idades do paleolítico, do neolítico e da idade dos metais, e depois dava-se um salto acrobático para a civilização egípcia, largamente documentada, e á qual se atribui uma  datação que teria tido início por volta de 2900 AC, o que, aliás, é completamente errado, pois toda a civilização egípcia é pós-diluviana, portanto, após o ano de 2.000 AC. E quanto à civilização do povo de Deus, só se começava a falar dela a partir de Abraão e sua descendência. Ou seja, de Moisés a Abraão não havia uma palavra. Estamos a falar de 1.000 anos de história. E se acrescentarmos outros 1.000 anos, de Adão a Noé, em que também não há uma palavra, teremos 2.000 anos de história desaparecidos por completo…

Não admira que depois desta desinformação total, as pessoas ficassem apáticas quanto à Narrativa Bíblica, a qual nos fora intencionalmente sugerida como não sendo fonte fidedigna de conhecimento. Após este período dos anos 60, veio com a “demo-cracia” instaurada com a revolução de Abril de 1974, a  divulgação massiva do evolucionismo de Darwin, através dos midia e dos programas do Carl Sagan, em que era insistentemente divulgada a nossa proveniência do macaco e da existência de extraterrestres. Todos os Atlas Históricos que se abriam, a partir de então, também continham a divulgação dessa  mentira do evolucionismo estendida ao homem.
Confirmava-se o chavão: «Quem controla a informação, detêm o poder nas suas mãos».

Foi precisamente neste hiato de 2.000 anos de história, que foi eclipsado nos compêndios escolares, no qual se deu a Criação de Adão e Eva, e no qual se encontra o ponto de ruptura entre a Narrativa Bíblica e a Narrativa Científica sobre a Criação do Homem. Esta lacuna verificada no ensino da História é intencional, é  mal intencionada, e visa objectivamente fazer desaparecer da mente do estudante a noção de Deus e a Sua centralidade na Processo da Criação.

E da mesma forma que esta omissão da Criação de Adão e Eva segundo a Narrativa Bíblica é feita, cujo objectivo é o de afastar o pensamento do homem de Deus, fala-se ostensivamente dos “homens” pré-históricos, dos “homens” das cavernas, como se de homens se tratassem. De facto essas criaturas não eram homens, mas sim hominídeos, uma espécie diferente de seres vivos. E é com esta linguagem errónea que se introduz sub-repticiamente a falsa teoria da descendência do homem dos hominídeos, excluindo, assim, a verdade da Narrativa da Criação. E mais. Omite-se também o facto de existirem hominídeos à data da Criação de Adão e Eva, e de que aquela espécie de criaturas foi extinta com o Dilúvio Universal, subsistindo exclusivamente a linhagem de Set até Noé

 

Ponto 3

() O Cientifismo

O Cientifismo é um conceito que eu criei para caracterizar o acto deliberado e consciente de deturpação da ciência e dos métodos científicos.

Não podemos confundir o cientifismo com cientificismo (ou cientismo), pois este último é um termo forjado numa escola Francesa que aceita apenas a ciência empiricamente verificável como fonte de explicação de tudo que existe. O cientificismo, ou cientismo, é uma forma inocente do agir dos ateus, que não tem em si a intenção dolosa de deturpar o conhecimento científico, fazendo dele a única forma válida de aquisição de conhecimento.

O Cientifismo é algo bem mais grave, pois actua de uma forma consciente para adulterar os métodos de análise, a lógica e as conclusões da Ciência, com o objectivo de deturpar a Realidade e a aquisição de conhecimento.

Enquanto a Ciência busca a aquisição do conhecimento da Realidade, tal como ela o é de facto, sem preconceitos nem deturpação da experimentação e dos métodos analíticos que usa, servindo-se muitas vezes da formulação de teorias que ajudem a explicar os factos verificados, não deixa de ter uma sã abertura de espírito para avaliar o seu erro, de corrigir as  teorias existentes e de formular novas teorias para chegar à Verdade. A Ciência, pura e sã, na qual militam homens de boa vontade e de coração puro, é fruto da inteligência humana e, por isso, Dom de Deus.

Nesta acepção de Ciência, não encontramos nunca contradição entre Fé e Ciência, pois que sendo esta última Dom de Deus, não entra em contradição com a Obra do Criador.

Ambas, e Ciência, laboram em áreas idênticas, que é o desconhecido, e ambas têm como objectivo a descoberta da Verdade. À partida, ambas partem do desconhecido para o tornar conhecido. Ambas trabalham naquilo que os olhos não vêem e os sentidos não alcançam. A vai à frente neste sentido, pois mais facilmente atinge a Verdade, sem necessitar de tanta pesquisa e análise, pois aceita o que lhe é Revelado pela Sabedoria Divina, através das Sagradas Escrituras, dos Ensinamentos da Igreja Católica, ou ainda através da Sabedoria infusa, da qual Deus se serve amiúde.

O Cientifismo é bem diferente, pois de forma dolosa, adultera o método científico e por erros, falácias, sofismas e paralogismos, adultera as conclusões e não alcança a Verdade, mas sim, conclui falsas realidades, levando ao engano e à deterioração da condição humana. Neste sentido, o Cientifismo é uma falsa ciência que visa enganar o Homem e deturpar a Realidade criada por Deus.

Enquanto que a Ciência tem os seus limites, já a Fé não os tem, pois o campo da Fé é mais vasto do que o da Ciência.

A Ciência tem como fronteira a Realidade Material.

Enquanto que a , ultrapassa estas fronteiras da Realidade Material e abarca também a Realidade Espiritual.

Enquanto que a Ciência não alcança a Divindade, pois se limita à existência material, a Fé, não tendo limites, leva-nos ao seio do próprio Deus, pois a Ele só se chega através das Realidade Espirituais que por Ele nos são Reveladas.

 

Cadernos de 1943, de Maria Valtorta - 19 de Junho de 1943

 

Eu não condeno Ciência, antes Me agrada que o homem aprofunde com o seu saber sobre os acontecimentos que tem acumulado e assim possa compreender e admirar-Me cada vez mais nas Minhas Obras. Para isso lhes dei a inteligência, devendo fazer uso dela para verem Deus na lei dos astros, na formação das flores, na concepção dos seres, e não para violentar a vida ou negar o Criador.

Racionalismo, Humanismo, Filosofismo, a Teosofismo, Naturalismo, Classicismo, Darwinismo, tendes escolas e doutrinas de todo o género e com todas vos preocupais, por mais que a Verdade nelas esteja desnaturada ou anulada. A única escola que não quereis seguir ou aprofundar é a do Cristianismo. …

Mas pobres néscios! E que fareis com essas vossas es­colinhas e palavritas quando tiverdes de comparecer no Meu exame? Haveis apagado em vós a luz infinita da verdadeira Ciência, e haveis querido iluminar as vossas almas com os vossos substitutos de luz, à maneira de pobres loucos que pretenderam apagar o Sol, fazendo outro novo com lanternas. Por mais que as nuvens ocultem o Sol, ele sempre estará no firmamento. Assim também, ainda que com as vossas doutrinas formeis nuvens que encubram o Saber e a Verdade, sempre estarão lá a Verdade e o Saber, porque procedem de Mim que sou eterno.

O que o Cientifismo pretende fazer, adulterando os métodos científicos, e ignorando ostensivamente as fronteiras materiais que a Ciência tem, é induzir o Homem a falsas conclusões não só sobre a realidade material, mas também sobre a realidade espiritual, na qual não tem jurisdição e na qual a própria verdadeira Ciência não se aventura.

Assim sendo, o Cientifismo é uma impostura da Ciência que visa criar uma falsa realidade, material e espiritual, e um falso Deus.

A melhor forma de actuação que o Cientifismo arranjou foi o de definir falsas teorias explicativas da Realidade, baseadas em análise insuficiente e deturpada, tirando conclusões erradas e divulgando-as massivamente através da midia escrita, filmes, documentários, noticiários e do ensino público obrigatório nas escolas.

O Cientifismo é uma arma poderosa usada pelo inferno para afastar a humanidade de Deus.

O Cientifismo usa a táctica defendida por Voltaire e levada a cabo pela maçonaria:

 

Mintam, mintam, mintam, mintam, mintam até a mentira se tornar verdade”!

 

 Paul Siebertz - A verdadeira história da guerra civil - Página 273

 «… as lojas se serviam daquela arma que o “irmão” Voltaire preconizara como a mais eficaz entre todas - a mentira sistematicamente divulgada e insistentemente repetida.» ( …) Foi espalhando mentiras que as sociedades secretas conseguiram sempre os seus êxitos. Chegaram a fazer da aplicação desse preceito voltairiano uma ciência, narrando os factos de maneira oposta ao que na realidade se passava. Aplica-se aqui o adágio inglês, segundo o qual “nada morre com tanta dificuldade como a mentira».

É assim agora que os governos democráticos, socialistas e laicos, governam contra Deus e contra o Povo.

 Voltaire - Oeuvres complètes - II, Página 153

 «A mentira é um erro quando é culpa de um mal, dizia Voltaire ao combater a Igreja, mas quando causa “algum bem” é uma virtude. Deve-se portanto mentir como o diabo, não com precauções, mas destemidamente, não uma vez só, mas sempre.  Menti, amigos, menti.»

 

É nesta área do Cientifismo que pululam alguns cientistas e muitíssimos pseudo cientistas, que muitas das vezes chegaram a conclusões e descobertas verdadeiras nos seus campos de acção, mas extrapolando a área permitida de actuação da Ciência, extrapolaram os seus estudos para outras áreas não autorizadas, semelhantes mas não idênticas, e tiraram conclusões erradas, falsas e que bradam aos Céus.

O rei dos cientistas, daqueles que tiraram conclusões erradas, por extrapolarem os seus estudos para áreas não autorizadas pela sua diferente natureza, foi Darwin, o tal da Evolução das Espécies. Tendo estabelecido a teoria da Evolução das Espécies, que é verdadeira para o mundo animal irracional, extrapola abusivamente as suas teses para o campo humano, e transforma o Homem, num animaleco que provem da evolução do macaco. Fazendo este salto acrobático, falso e não autorizado pela verdadeira Ciência, conclui uma aberração na qual ele se situa, e que propaga, dizendo que o pai dele foi um macaco. Lá formula uma cláusula esfarrapada, em que, a talho de foice, diz que só falta encontrar o elo que comprove a sua teoria da proveniência do Homem do macaco. Como é evidente, esse elo entre os hominídeos, ou homens das cavernas, e o Homem nunca será encontrada, porque não existe. Esta versão da criação do homem é uma aberração e fruto da falta de Fé, bem como da ignorância sobre matéria algo velada para a humanidade.

 

Charles Darwin, cientista, e o maior

de entre os filhos de macaco

Não podemos negar a importância e alcance dos estudos científicos de Darwin. Mas da mesma forma que o fazemos com objectividade, temos também de concluir que no que toca à conclusão de que o homem provem do macaco, e por não haver de facto prova irrefutável do elo entre ambos, ele perdeu todo o mérito, por ter tentado dar um passo maior que a perna. Ele transpôs os limites impostos pelo método científico e caiu num erro crasso. Além do mais, contraria frontalmente o Revelado  por Deus nas Sagradas Escrituras.

Atrás deste cientista, vem uma corrente infindável de cientifistas e de artolas pseudo-cientistas, clamar aos sete ventos, que o homem provem da evolução do macaco. Como isto convém à maçonaria e ao inferno, aí vem os midia a servir de amplificador deste terrível erro e hedionda mentira, ensinar com ares doutorais que aquela mentira é uma verdade que a ciência confirma.

O campeão, dos nossos tempos, destes palhaços cientifistas foi sem dúvida o realizador daqueles magníficos programas de televisão, que todos amávamos ver na nossa juventude - Carl Sagan.

 

Carl Sagan, cientifista, e o segundo

maior de entre os filhos de macaco

Atrás da força incutida por este grande palhaço dos tempos modernos, vem uma maré negra de cintifistas que defendem, a peso de ouro, que o homem descende do macaco e de que a vida provem de uma bactéria e de um acidente material. Muitas outras baboseiras não comprovadas cientificamente, a não ser por falaciosos cálculos probabilísticos, afirmam também de que existem outros planetas habitados por extraterrestres.

Podemos assim concluir que esses cientifistas se congratulam de que os seus pais ancestrais foram macacos.

 

 

Os filhos de macaco

 

Nós, os Católicos, Graças a Deus, não aceitamos aquela paternidade e afirmamos com veemência, que os nossos pais foram Adão e Eva, homem e mulher criados por Deus no Jardim do Éden, há cerca de 6.000 anos atrás, e que em nada esta Verdade contradiz as descobertas da Verdadeira Ciência Humana, como ficará sobejamente exposto neste Dossier.

 

 

Quadro de Miguel Ângelo ilustrando a Criação do Homem por Deus

 

Esta grande Verdade da Criação de Adão e Eva tal como descrita no Génesis, baseando-se muito especialmente na Fé Divina, não nega a Ciência, mas é sim por ela sustentada, foi aceite por gigantes da ciência, que acreditaram em Deus e dEle se aproximaram, porque, dentro da sua vida de pesquisa e procura da Verdade, vislumbraram claramente o Poder e o Verbo de Deus.

Se pensarmos um pouco, torna-se de facto muito difícil de imaginar Deus a criar o Homem à sua imagem e semelhança, e a sua obra resultar num hominídeo, mais parecido com um macacóide monstruoso do que com um ser humano, ou então, deixar ao acaso da evolução determinar como seria o produto final.

Louis Pasteur, o grande cientista químico e microbiólogo, que ficou para a história por ser o pai da vacinação e do processo de pasteurização, deixou-nos numa das suas famosas frases a seguinte verdade:

“Um pouco de ciência afasta-nos de Deus, mas muita, aproxima-nos dEle”.

 

O grande cientista Louis Pasteur

 

Albert Einstein, o grande cientista que ficou para a história pela Teoria da Relatividade, era um crente em Deus, e nalgumas das suas muitas frases que ficaram famosas, disse:

“A diferença entre a estupidez e a genialidade, é que a genialidade tem os seus limites”.

e

“Grandes espíritos encontraram sempre violenta oposição de mentes medíocres”.

e

“Deus não joga com dados”.

e

“Ante Deus somos todos igualmente sábios e igualmente tolos”.

 

O grande cientista Albert Einstein

 

Max Planck, o grande cientista que ficou para a história pelas descobertas na física quântica, deixou-nos escrito:

“Para os crentes, Deus está no princípio das coisas. Para os cientistas, no final de toda reflexão”.

 

O grande cientista Max Planck

 

Georges Lemaître, padre Jesuíta, o grande cientista físico que ficou para a história pela formulação da teoria do Big Bang e de um universo em expansão, deixou-nos escrito:

“Existem dois meios de se alcançar a Verdade, eu decidi seguir ambos”.

“O cientista cristão vai adiante livremente, com a segurança de que a sua investigação não pode entrar em conflicto com a sua fé”.

 

O grande cientista Georges Lemaître

Albert Einstein e Georges Lemaître ficaram amigos e chegaram a trabalhar conjuntamente depois de tomarem conhecimento do trabalho um do outro. Encontraram-se pela primeira vez na corte, a convite dos reis da Bélgica.

 

Einstein e Georges Lemaître na Bélgica

 

Ponto 4

() As Sagradas Escrituras como fonte de Sabedoria e Ciência

Quando procuramos informação rigorosa e fidedigna sobre qualquer coisa, naturalmente procuramos quem a fez. É uma reacção natural e inteligente. Assim também deve ser com relação ao Universo. Se queremos informação fidedigna sobre a sua criação, devemos buscá-la nas Sagradas Escrituras, onde estão as Revelações feitas por Aquele que tudo criou - Deus.

Esta é uma atitude inteligente, e que devia ser natural e a mais frequente. Infelizmente, devido à degradação cultural a que se chegou, pela constante demolição levada a cabo pelo inimigo de Deus, o diabo, os homens dão mais credibilidade ao cientifismo leccionado nas escolas, do que às grandes Verdades Reveladas por Deus nas Sagradas Escrituras. Os professores ignorantes em determinadas matérias, acabam por acreditar nas mentiras que ensinam. Isto é grave!

Se existimos, por termos sido criados por Deus, na Sua mente Divina só o fomos para o servir e amar, e para através dessa dedicação, partilharmos com Ele a Vida Eterna. Este acto de Amor Divino, fez com que Ele nos criasse inteiramente livres, e como tal, e prova disso, deu-nos o livre arbítrio, isto é, a capacidade de optarmos pelo bem ou pelo mal, a capacidade de decidirmos por nós próprios de seguir por este ou aquela caminho. Mas Deus não deixou ao acaso a nossa sorte, tal como o dizia o Einstein (“Deus não joga aos dados”). Deus Revelou-nos tudo o que é necessário para a nossa Salvação, isto é, para chegarmos à partilha com Ele da Vida Eterna.

Tudo o que é importante e significativo para a humanidade, está contido nas Sagradas Escrituras, escritas pelos Profetas, e inspiradas pelo Espírito Santo. Lá está contida toda a Verdade.

Nas Sagradas Escrituras não há uma única mentira, nem nenhum erro ou engano. Nas Sagradas Escrituras tudo contribui para a nossa Salvação Eterna e para uma boa vida aqui na Terra, e que nos conduzirá à Vida que vem depois da morte corporal.

Com o passar do tempo e à medida que as condições culturais se crispam, isto é, que nos afastam da Verdade, Deus vai proporcionando ao homem  mais ajudas, Revelações e descobertas, que permitem ao Homem acreditar com maior fiabilidade nas Sagradas Escrituras.

Foi isto que aconteceu com a descoberta do Código da Bíblia, sobre o qual já escrevi no Capítulo II do GPS.

Recordemo-lo.

 

Ponto 5

CII 4 - O Código da Bíblia desvendado

Grande Graça para a humanidade

Nos finais do século passado veio a conhecimento público, uma espantosa descoberta feita sobre a Bíblia, que a meu ver terá sido porventura a mais importante descoberta científica deste último século, que ultrapassa todas as outras, pois segundo o meu ponto de vista, certifica e comprova a inspiração do Espírito Santo de todas as Sagradas Escrituras e a própria existência de Deus.

De que constou esta espantosa descoberta?

A Bíblia contém codificados, nomes, acontecimentos e datas da história da humanidade. Segundo é dado a inferir, todos os acontecimentos e pessoas poderão estar codificados na texto da Bíblia. Todos os testes que levaram a esta estrondosa descoberta, incidiram sobre o Pentateuco, ou seja, sobre o texto dos primeiros 5 livros da Bíblia.

Este Pentateuco, que é o Thora dos judeus, foi pegado na sua versão original, escrito em aramaico, introduzido em computador, sem espaços entre os caracteres que o compõe, e iniciadas as buscas.

Todas as pesquisas feitas tiveram resultado positivo, e abrangem acontecimentos até os nossos dias e mesmo futuros.

 

Código da Bíblia descoberto por Michael Drosnin

 

As mesmas buscas foram experimentadas, seguindo idênticas metodologias computacionais, noutros livros, e não alcançaram nem sequer um resultado positivo.

Não entrando em grande pormenor, o que o judeu descobriu, depois de elaborar um programa específico de computador para analisar o texto aramaico, foi que era possível descobrir nomes de celebridades com as suas datas de nascimento e morte, através da justaposição de caracteres que se encontram equidistantes uns dos outros. Esta equidistância é variável de pesquisa para pesquisa, mas sempre a mesma para uma específica.

Ora adaptar a narrativa de um processo histórico e documental, de tal maneira que contenha ainda por cima uma codificação deste tipo, pressupõe uma inteligência inimaginavelmente grande e poderosa, para além de, porventura, ter tido algumas intervenções na própria história, para adequar a Sua narrativa a uma codificação deste tipo.

Como é evidente, isto só é possível a Deus.

Esta descoberta deixou perfeitamente perplexos os cientistas americanos e mundiais que a estudaram, e para a qual não existe contestação possível.

Esta maravilhosa descoberta, que é a prova científica mais forte até hoje produzida, vem mostrar ao mundo, incluindo à comunidade científica ateia, de que Deus existe! Sim, Deus existe e está comprovado através desta descoberta! Além disto, fica também claramente comprovado de que o Texto Sagrado é rigorosamente de Inspiração Divina.

Esta descoberta vem documentada num livro que foi best seller em Portugal e em quase todo o mundo, "O Código da Bíblia" de Michael Drosnin, um jornalista ateu, e que ficou perplexo perante a sua própria pesquisa e descoberta.

O que dizem os opositores da Bíblia perante tal descoberta?

Por mim, eu reafirmo: A força da razão impõe-se ao cepticismo dos ateus. Por muito que se conteste uma verdade, ela não deixa de o ser!

Nos tempos que vivemos, esta descoberta, a que Newton dedicou grande parte da sua vida, sem êxito, já que lhe faltava a potência de cálculo dos computadores, é uma grande Graça concedida à humanidade racionalista da nossa época.

Esta é também mais uma grande ajuda na construção de uma sólida confiança no Texto Bíblico das Sagradas Escrituras.

No Capítulo II no ponto 5 do GPS, continuei falando sobre este assunto.

CII 5 - A verdade está contida no texto explícito da Bíblia, mas também nos segundos significados ocultos e simbólicos

Quando Jesus andava nas Suas pregações, falava muitas vezes por parábolas.

S. Mateus 13,3.13,34

3 E falou-lhes muitas coisas por parábolas

34 Todas estas coisas falou Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava.

 

Contava casos, simples, verdadeiros, que todos entendiam, que se podiam aplicar à vida do dia a dia, mas que também se podiam aplicar a outras situações diferentes das nossas vidas, mais complexas e importantes.

Assim, podemos encontrar um primeiro significado nos textos Bíblicos, que é aquele que está escrito, mas também um segundo significado e por vezes mesmo mais do que um segundo, podem-se encontrar, terceiros e quartos significados. É exactamente no entendimento destes vários significados ou linguagens, que intervém a acção do Espírito Santo, sem o qual podemos ficar sem entender estas segundas linguagens, ou então, interpretá-las mal.

S. Mateus 13,13

13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.

Quem se disponha a ler as Sagradas Escrituras, ter-se-á que colocar pois sob a acção do Espírito Santo para poder entendê-las e delas tirar os ensinamentos que Deus tem guardados para os Seus filhos.

Esta segunda linguagem oculta da Bíblia é na realidade a mais importante de todas, mas, atenção, a primeira linguagem é também verdadeira e aplicável à nossa vida quotidiana.

Temos de estar atentos aos católicos só de nome, que afirmam ser, mas na realidade o não são. Estes falsos católicos, que até vão à Missa dominical, e aparentemente cumprem os preceitos da Igreja, muitas vezes desdenham os primeiros significados ou a primeira linguagem explícita das Sagradas Escrituras, e só se agarram às segundas linguagens, cujo significado eles criam e inventam nas suas cabecinhas, afirmando em discursos pseudo intelectuais que o que interessa são os significados simbólicos contidos e ocultos da Bíblia. Actuando assim, muitos deles cheios de boas intenções, na prática afirmam e pretendem transformar o Texto Bíblico num chorrilho de mentiras, para satisfazer atrasados mentais e os inimigos de Deus…. Grande erro este. Terrível engano em que incorrem, levando muitos atrás. A primeira linguagem da Bíblia é também toda ela verdadeira. Se assim não fosse, como Jesus diz que temos de ser como criancinhas simples e humildes, aqueles a quem se destinam as Sagradas Escrituras, estariam a ser constantemente enganados pelos textos que os deviam instruir na Sabedoria Divina e no Caminho da Salvação.

Infelizmente, hoje em dia, já se tornou muito comum ouvir dizer a altos responsáveis dentro da própria Igreja que as segundas linguagens são as que interessam, mas atenção, também esta afirmação é apostasia.

Estas afirmações apóstatas, têm normalmente o seu ponto mais alto e assanhado, no que diz respeito à Criação do Mundo e do Homem, porque esses apóstatas, que preferem aceitar as últimas teorias e baboseiras sobre a Criação do Universo e do Homem, na realidade não sabem sobre o que estão a falar, e a única coisa que pretendem provar e mostrar aos outros tolos que neles acreditam, é de que leram nalguma revista científica que afinal de contas a “nova teoria”, agora descoberta, é que explica a Criação do Mundo. Na realidade, podemos constatar que de 20 em 20 anos aparece uma “nova Teoria” a desdizer a anterior e afirmando que a actual é que é a certa.

Não é mais do que o orgulho a funcionar, querendo se mostrar mais espertos, cultos e sofisticados do que os simples que acreditam no que Deus deixou escrito na Bíblia. Neste grupo encontramos os sinistros Cientifistas. Querem eles tornar-se participantes da obra da Criação, dando-se ares de terem descoberto o que Deus fez, mas que para nos extasiar, tudo descreveu com palavras veladas e com meias verdades, ou meias mentiras, ou seja, com mentiras. Desta forma, estes pseudo-intelectuais, estes cientifistas, estatuem Deus como mentiroso, e eles, como doutos e inteligentes… Que ridículo! É caso para dizer: "Perdoai-lhes Senhor, porque não sabem o que fazem nem o que dizem"…

As almas simples e que amam verdadeiramente a Deus, nem sequer levantam a questão de ser ou não verdade a primeira linguagem da Bíblia, porque sabem que é assunto que não lhes diz respeito, e sabem que Deus um dia os recompensará de terem acreditado cegamente nas Suas Palavras.

Só esta Confiança e Fé fortes, nos Salvarão dos perigos que nos cercam, muito em especial nesta fase do Fim dos Tempos em que vivemos.

 

Cadernos de 1944, de Maria Valtorta -  5 de Março de 1944

… Não disse Eu?: «O que me ama guardará a minha Palavra, Meu Pai o amará, viremos a ele e faremos morada».  A alma em estado de  graça possui o amor e, possuindo o amor, possui a Deus, quer dizer, o Pai que a conserva, o Filho que a ensina e o Espírito que a ilumina. Possui, portanto, o conhecimento, a ciência e a Sabedoria. Possui a Luz. …

Si decidísseis interrogar a vossa alma, ela vos diria que o significado verdadeiro, exacto e tão amplo como a criação daquela palavra «domine» é esta: Para que o Homem exerça seu domínio sobre tudo. Sobre a totalidade de seus três estratos: o inferior, animal; o central, moral; e o superior, espiritual. E os três vos conduza a um único fim: «possuir a Deus». Possuir merecidamente com este férreo domínio, que mantém submissas todas as forças do eu, pondo-as ao serviço deste único fim: merecer a posse de Deus.

Este retorno às origens, o de irmos beber as águas límpidas das Sagradas Escrituras, depois de termos andado por terras distantes, como o filho pródigo, é também uma das grandes descobertas que todos temos de fazer.

 

Ponto 6

 () Exemplos da credibilidade das Sagradas Escrituras

A Verdade contida nos Textos Bíblicos não pode ser contestada, sendo explicitamente estatuído na Doutrina da Igreja Católica, na Encíclica “Dei Verbum”:

E assim como tudo quanto afirmam os autores inspirados ou hagiógrafos deve ser tido como afirmado pelo Espírito Santo, por isso mesmo se deve aceitar que os livros da Escritura ensinam com certeza, fielmente e sem erro, a verdade que Deus, causa da nossa salvação, quis que fosse consignada nas Sagradas Letras” (DV 11)

Os exemplos de que as Sagradas Escrituras são fonte inesgotável de Sabedoria são incontáveis.

Quero citar simplesmente alguns.

 

Ponto 7

A narrativa da Criação do mundo

O Génesis, segundo os estudiosos Bíblicos, credíveis, foi escrito por Moisés cerca do ano 1.300 A.C., altura em que viveu e morreu com 120 anos, antes de entrar na terra Prometida.

Este Livro Bíblico que é o Primeiro do Pentateuco, o Torah dos judeus, foi inspirado por Deus a Moisés, e lá se encontra, com a Terminologia Divina, o relato da Criação do Mundo, com as suas diversas etapas.

Segundo o Livro do Génesis a Criação do Mundo por Deus foi feita nos 6 dias da criação, segundo a seguinte cronologia:

“Faça-se a luz”.

“Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”.

"Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido."

“Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente”.

“Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos, e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra”.

“Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento dos céus”.

“Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”.

“Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie”.

“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra”.

 

 

Esquema  da  Criação  do  Mundo em 6 dias, a  começar

no canto superior esquerdo e rodando no sentido horário

 

No decorrer do século XX, com as grandes descobertas arqueológicas, com o desenvolvimento da astronomia, os estudos paleontológicos e o desenvolvimento da datação pelo carbono 14, a Ciência gizou com bastante acuidade a sequência da formação do universo, e que é quase totalmente consensual nos diversos círculos culturais, nomeadamente nos ligados à Igreja Católica.

O ciclo completo da formação do Universo segundo as teorias científicas dominantes, para as quais muito contribuiu Darwin, é:

1 Inicialmente haveria um átomo com o máximo de energia e o mínimo de matéria, que explodiu e formou um universo em expansão. Assim foram formadas as estrelas e os planetas, entre os quais a Terra, com a sua constituição semelhante à actual. Esta teoria foi formulada pelo padre jesuíta Georges Lemaître.

2 Surgiu a vida no período Arqueano, com o aparecimento dos Procariontes, que eram formas unicelulares que continham DNA, que se foram evoluindo até a formação dos peixes que habitavam as águas.

3 Estes peixes evoluindo se transformaram em répteis que passaram a viver em terra seca. Paralelamente surgiu a vida vegetal.

4 Os répteis evoluíram até muitos deles se transformarem em aves.

5 As diversas espécies, sempre evoluindo, deram origem a todos os animais que habitaram a Terra.

6 Por fim e no topo da evolução, surgiu a raça humana, que acabou por dominar o planeta Terra e todos os animais que nela viviam.

É de notar que a concordância da sequência da Narrativa Bíblica e a da Narrativa Científica é absoluta. No entanto, a Narrativa Bíblica foi escrita 3.300 anos antes da Científica.

 

Ponto 8

A Terra é um planeta redondo

Encontramos realidades que são explicitamente afirmadas na Bíblia, e que só séculos mais tarde vieram a ser confirmadas cientificamente.

Por exemplo, podemos tomar o facto de que a Terra é redonda. Nós portugueses, estamos intimamente ligados a esta "descoberta", com a viagem de circum-navegação da Terra por Fernão de Magalhães.

Ora até a Renascença, era aceite de que a Terra era uma plataforma plana e rígida, no centro do Universo, e de tal maneira isto era aceite, que navegadores havia, que tinham medo de se afastarem demasiado, não fossem se despenhar da Terra abaixo.

No entanto, já por volta do ano 500 A.C. tinha sido escrito na Bíblia de que a Terra era redonda, como podemos ler no Livro de Isaías.

Isaías 40,22

22 E Ele, o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para Ele como gafanhotos; é Ele o que estende os céus como cortina, e o desenrola como tenda para nela habitar.

  Esta realidade já se encontrava definida no Texto Bíblico, 2.000 anos antes de Fernão Magalhães a ter comprovado.

 

Ponto 9

A Terra está suspensa no espaço

O facto de que a Terra se encontra suspensa no espaço, só depois de Sir Isaac Newton o ter comprovado cientificamente, foi admitido pela comunidade internacional.

Até essa data, era a visão Aristotélica que foi ensinada e aceite mundialmente. Aristóteles afirmava de que era impossível a Terra estar suspensa no espaço vazio, mas de que se encontravam encaixadas dentro de esferas sólidas transparentes, estando a Terra na mais interior de todas.

No entanto, contra tudo e contra todos, já o Texto Bíblico afirmava a verdade cerca do ano de 1.480 antes de Cristo, que a Terra estava suspensa no vazio.

Job 26,7

 7 Ele estende o norte sobre o vazio; suspende a terra sobre o nada.

 Esta realidade já se encontrava definida no Texto Bíblico, 3.200 anos antes de Newton a comprovar cientificamente.

 

Ponto 10

O Homem é constituído por espírito, alma e corpo

A cada ser humano corresponde um espírito que vem habitar o seu corpo material, formado no momento da fertilização do óvulo, que se desenvolvendo, adquire uma identidade própria, quando, passado um certo tempo, lhe é dada uma alma que lhe controle e dê a vida terrena. O corpo morre, quando a alma o abandona.

1Tessalonicenses 5,23

"Que o Deus da paz vos santifique totalmente, e todo o vosso ser - espírito, alma e corpo - se conserve irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".

 

1Reis 17,21-22

21 Estendeu-se em seguida sobre o menino por três vezes, invocando de novo o Senhor: Senhor, meu Deus, rogo-vos que a alma deste menino volte a ele.

22 O Senhor ouviu a oração de Elias: a alma do menino voltou a ele, e ele recuperou a vida.

Mensagem de Nossa Senhora ao Padre Gobbi de 29 de Março de 1997:

...

Porque Meu Filho, que hoje jaz sem alma no sepulcro, é o vosso único salvador…

 

Cadernos de 1944, de Maria Valtorta - 25 de Maio de 1944

Deus é tão bom que, e  mesmo que bem se queira desvelar em seus fulgores, não se esquece de que somos pobres espíritos aprisionados, todavia, numa carne e debilitados, por consequência, por este cativeiro.  

Vejo como o Pai, por amor a seu Filho, ao qual quer proporcionar o maior número possível de seguidores, cria as almas. Oh que formosura! Elas saem das mãos do Pai como fagulhas, como pétalas de luz, como pérolas globulares, como não é possível descrever. É um contínuo fluir de novas almas... Formosas, cheias de gozo por descerem a tomar um cor­po, obedecendo ao seu Autor. Que belas são ao sair de Deus! No vejo, não posso ver, estando no Paraíso, quanto as turva a mancha original.

 

Cadernos de 1945 a 1950, de Maria Valtorta - 1 de Maio de 1948

Meu Anjo da Guarda explica-me a diferença existente entre a se­paração da alma do corpo pela morte e a momentânea separa­ção do espírito do corpo e da alma, pelo êxtase ou o rapto. Diz-me que, enquanto a saída da alma do corpo provoca a morte, a contemplação extática, ou seja, a oração temporal do espírito fora das barreiras dos sentidos e da matéria, não provoca a morte.

 

Ponto 11

A existência de um Código oculto no Texto do Pentateuco

Este facto, já apresentado acima, é o toque final para comprovar a Sabedoria infalível contida no Texto Bíblico.

Só Deus na Sua infinita Sabedoria podia inspirar um texto que desse uma chave ou Código de decifração de todos os acontecimentos mundiais futuros, tal como foi descoberto por Michael Drosnin.

Folha de análise do Código da Bíblia

Assim sendo, na dúvida, devemos sempre recorrer aos Ensinamentos Bíblicos para esclarecimento da Verdade!

 

 

 

As fontes para estabelecer uma Cronologia da Criação

Ponto 12

São quatro as Fontes fidedignas onde, sem margem para erro, podemos tomar conhecimento como se deu a Criação do Universo com todas as suas criaturas, incluindo as angélicas e as humanas. São elas:

1 - Revelação Pública, a qual é aceite pela Igreja Católica como sendo de proveniência Divina a Inspiração dos seus Textos. É matéria de Fé o seu conteúdo e sua correcta interpretação deve ser feita à Luz do Espírito Santo e segundo o estabelecido pela Santa Igreja Católica.

2 - Revelação Privada, a qual é aceite pela Igreja Católica como sendo de proveniência Divina, caso a caso, depois de analisada e aprovada pela Congregação da Doutrina da Fé, mas não sendo matéria de Fé obrigatória, em muito auxilia a compreensão da Revelação Pública, e sobre ela lança Luzes em auxílio de muitas dúvidas suscitadas nas mentes daqueles que mais se debruçaram sobre determinados temas.

3 - Tradição da Igreja, é a autoridade e a acção contínua do Magistério da Igreja Católica, que através dos apóstolos e da sucessão apostólica (os Papas e os Bispos), transmite "tudo aquilo que ela é e tudo quanto acredita", para todo o mundo ininterruptamente desde o advento salvífico de Cristo até a atcualidade. (conf. Dei Verbum, 1965)

 4 - Ensinamentos dos Santos Padres, que são os escritos, homilias, ensinamentos e testemunhos dos Santos Padres ao longo da História da Igreja.

 

Pegando nestas quatro Fontes, a Igreja Católica faz a súmula de toda a Sua Doutrina e escreve o Catecismo da Igreja Católica. Quando for citada esta Obra, referenciá-la-ei com as suas Iniciais CIC, e o seu texto será em estilo Times Itálico Negrito azul.

 

Ponto 13

()  Revelação Pública

 

Bíblia em Aramaico

A Revelação Pública já está concluída e aprovada pelo magistério da Igreja e encontra-se nas Sagradas Escrituras, ou Bíblia, que consta de 73 livros, sendo o Antigo Testamento composto por 27 e o Novo Testamento por 46.

 

Ponto 14

Génesis - Gn

É no primeiro livro do Antigo Testamento, o Génesis, onde se encontra a descrição de como Deus operou a Criação do Universo, da Terra com a sua vida vegetal e animal, bem como da raça humana. No entanto, com o desenvolvimento do conhecimento científico verificado nos últimos séculos da história humana, aumentou a curiosidade sobre determinados aspectos que não foram muito desenvolvidos há 3.300 anos atrás, quando Moisés cerca do ano 1.300 A.C. o escreveu, antes de entrar na terra Prometida.

Quando for citada esta Obra, referenciá-la-ei com as suas Iniciais Gn, e o seu texto será em estilo Times Itálico Negrito azul.

 

Ponto 15

()  Revelação Privada

Página da Maria Valtorta

 

Paralelamente ao aumento do conhecimento científico, desenvolveram-se também as teorias produzidas pela erva daninha do Cientifismo de que já falei, e com elas, os ataques à Narrativa Bíblica. Foi por isso que Deus, na sua infinita Misericórdia e Sabedoria resolveu ampliar a Revelação já contida nas Sagradas Escrituras, e permitiu que dentro da Sua Igreja fossem escolhidos alguns de Seus Filhos para receberem mais informação, e em maior detalhe, sobre pontos que até então tinham ficado velados para as gerações passadas, menos ávidas de tanto pormenor.

É assim que nasce nova fonte de Revelação - A Revelação Privada. Esta, não sendo dogma de Fé, em muito auxilia a compreensão da Revelação Pública, e sobre ela lança Luzes em auxílio de muitas dúvidas suscitadas nas mentes daqueles que mais se debruçaram sobre temas relacionados com a Criação e Estrutura do Universo, assim como de todas as Criaturas de Deus.

É precisamente nas vésperas das grandes conquistas científicas dos últimos dois séculos, que surge a primeira das grandes obras que aborda o tema da Criação, associado de uma forma poderosa ao desvendar dos mistérios relacionados com a Imaculada Conceição da Virgem Maria, Mãe de Deus, e que se havia de tornar como a Medianeira entre os Homens e Deus nos Últimos Tempos, para introduzi-los nos Novos Céus e Nova Terra. Cerca de 275 anos depois, mais Revelações são feitas sobre a Criação.

A primeira destas obras é a Mística Cidade de Deus, escrita pela venerável Sor Maria de Jesus de Agreda, nos finais do século XVII.

Quando for citada esta Obra, referenciá-la-ei com as suas Iniciais MCD-Parte-Parágrafo, e o seu texto será em estilo Times Itálico Negrito azul.

A segunda destas obras são os Cadernos, escritos por Maria Valtorta, nos meados do século XX.

Quando for citada esta Obra, referenciá-la-ei com as suas Iniciais C-data, e o seu texto será em estilo Times Itálico Negrito azul.

 

Ponto 16

Mística Cidade de Deus - MCD

 

Caracterização da Obra e da Autora

Título: Mística Cidade de Deus - Vida da Virgem Maria

Título Original: Mística Ciudad de Dios - Vida de la Virgen María

Autora: Venerável Sor Maria de Jesus de Agreda

 

Sor Maria de Jesus de Agreda

Nacionalidade da Autora: Espanhola     Estado civil: Freira e Madre Superiora Conventual

Data de Nascimento:  2 de Abril de 1602   Data da morte: 24 de Maio de 1665, com 63 anos

 

Corpo incorrupto de Maria de Jesus de Agreda

Ordem da Autora: Concepcionistas Franciscanas, fundada por Santa Beatriz da Silva

Local em que foi escrita: Ágreda, Soria, Espanha      Língua do texto original: Espanhol

Data em que foi escrita: Entre 1623 e 1647               Dimensão da obra: 1614 páginas

 

Folha do título original da obra

Mística Cidade de Deus

 

Outras Obras: Centenas de outras importantes Obras

Apreciação da Igreja: A Obra foi Aprovada pela Igreja Católica e pela Inquisição e teve acompanhamento de directores espirituais Franciscanos durante toda a sua vida.

Site Oficial da Autora: http://mariadeagreda.org  Tem todas as informações sobre a vida e obras.

Notas: Foi através da Aprovação da Igreja da obra “Mística Cidade de Deus”, dos casos místicos que ocorreram na sua vida e da obediência total e absoluta aos seus directores espirituais Franciscanos, que lhe valeram o título de Venerável e a abertura do Processo de Beatificação que decorre.

A “Mística Cidade de Deus” é uma espantosa Obra literária, de inspiração Divina, e que considero estar no mesmo patamar de excelência da Obra de Maria Valtorta - “O Evangelho como me foi revelado” (“O Poema do Homem Deus”), e que considerei como o 7º Milagre dos 8 Grandes Milagres sobre a Terra.

 

Sor Maria de Jesus de Agreda e sua obra

 

Sor Maria de Jesus de Agreda foi das figuras mais notáveis do século XVII e distinguiu-se pelas suas Virtudes e atributos excepcionais de Santidade:

- Fenómenos místicos de Êxtases e Levitações, testemunhados por quantos frequentavam o seu convento.

- Obediência absoluta aos seus directores espirituais, sacerdotes Franciscanos.

- Submissão total à Hierarquia da Igreja Católica.

- Excelente condução do convento em que foi Madre Superiora.

- Recebeu Revelações Divinas e infindas Visões, todas elas monitorizadas pelos seus directores espirituais.

- Dom da Escrita e de Conhecimento.

- Intenso relacionamento escrito e de aconselhamento com o Rei de Espanha Filipe IV, o qual tinha por ela grande estima e admiração, seguindo seus múltiplos conselhos, mesmo em matérias de estado.

- Enorme Amor e Admiração de todos quantos a conheciam.

- Validação da sua vida e obra pelo Tribunal da Inquisição.

A Mística Cidade de Deus foi das três obras mais publicadas no século XVII em conjunto com as de São Luís de Monfort e Santo Afonso Maria de Ligório.

A Mística Cidade de Deus, em espanhol, está publicada num grosso volume de capa acolchoada vermelha, impressa em papel tipo bíblia, e consta de 105 páginas explicativas/introdutórias e mais 1509 páginas da obra propriamente dita. Está dividida em 3 Partes que reiniciam a numeração a cada nova Parte, e 8 Livros. Cada Livro está dividido em Capítulos. Cada Capítulo está dividido em Parágrafos numerados sequencialmente do princípio ao fim de cada Parte. Para situar pois qualquer trecho, bastará indicar a Parte e o Parágrafo.

A versão espanhola está disponível. Li na íntegra e aconselho a sua leitura.

Há uma tradução Brasileira da Obra completa. Não li esta tradução.

Há uma tradução Portuguesa só do Livro 1. Li esta tradução e encontrei muitos erros ortográficos e mesmo de tradução incorrecta de termos e palavras. Pode ser lida sem perigo doutrinário, já que os erros encontrados não são graves, a não ser em 3 passagens.

As passagens que vou usar, neste Dossier sobre a Criação, são a versão portuguesa com revisão da minha responsabilidade.

 

Ponto 17

Cadernos de Maria Valtorta - C

 

Caracterização da Obra e da Autora

Título: Cadernos (3 volumes de 1943, de 1944 e de 1945 a 1950)

Título Original: Scritti di Maria Valtorta            Autora: Maria Valtorta

 

Maria Valtorta no seu leito

 

Nacionalidade da Autora: Italiana          Estado civil: Solteira

Data de Nascimento: 14 de Março de 1897 Data da morte: 12 de Outubro de 1961, com 64 anos

Ordem da Autora: Leiga e viveu 27 anos acamada desde 1934 até a sua morte.

Local em que foi escrita: Luca - Toscana                Língua do texto original: Italiano

Data em que foi escrita: Entre 1943 e 1950               Dimensão da obra: 2210 páginas

Outras Obras: O Evangelho como me foi revelado (Poema do Homem Deus com 652 capítulos e cerca de 5.000 páginas). Os Cadernos são uma espantosa Obra literária, de inspiração Divina, e que considero estar no mesmo patamar de excelência de “O Evangelho como me foi revelado” (“O Poema do Homem Deus”), e que considerei como o 7º Milagre dos 8 Grandes Milagres sobre a Terra.

Apreciação da Igreja: Foi Aprovada a publicação da Obra pelo papa Pio XII.

Site Oficial da Autora: http://www.mariavaltorta.com     Tem informações sobre a vida e obras.

Site não Oficial da Autora: http://www.mariavaltorta.info       Tem informações sobre as obras.

Site não Oficial da Autora: http://www.maria-valtorta.net/      Tem informações sobre a vida e obras bem como sobre o seu Processo canónico.

Notas: Os Cadernos são uma súmula de diversos temas revelados por Jesus a Maria Valtorta.

Há uma Tradução espanhola da obra, publicada em 3 volumes - Cuadernos de 1943, Cuadernos de 1944 e Cuadernos de 1945 a 1950.

As passagens que vou usar, neste Dossier sobre a Criação, são a tradução portuguesa, de minha responsabilidade, da versão espanhola, que li e da qual aconselho a leitura.

 

Ponto 18

()  Catecismo da Igreja Católica

Ao longo dos tempos foram escritos diversos Catecismos, adaptados a cada geração humana.

Para efeitos deste Dossier vou usar o último destes Catecismos mandado escrever pelo Papa João Paulo II em 1992 através da  Constituição Apostólica «Fidei Depositum» - Catecismo da Igreja Católica - 1ª Edição.

Quando for citada esta Obra, referenciá-la-ei com as suas Iniciais CICº, e o seu texto será em estilo Times Itálico Negrito azul. Para consultar o Catecismo on-line usar este Link do Catecismo.

 

 

Determinação dos pontos de conflito entre as duas Narrativas

Ponto 19

Quando se lêem ambas as Narrativas da Criação do Mundo, saltam à vista de imediato duas grandes discrepâncias:

1ª Discrepância - A diferença de duração do período completo da Criação, já que na Narrativa Bíblica a formação do Mundo dura só 6 dias, e segundo a Ciência, que apresenta as evidências provenientes da análise científica do cosmos, durou cerca de 13,7 biliões de anos.

2ª Discrepância - A datação para o aparecimento do Homem também é um ponto conflituoso na comparação das 2 Narrativas, já que na Bíblia o homem surge no 6º dia da Criação, cerca de 6.000 anos atrás, ou seja, em 4.000 AC, e segundo as descobertas científicas na área da arqueologia e da paleontologia, o homem terá aparecido há cerca de 59.000 AC. Na Narrativa Bíblica a datação é feita especialmente com base nas genealogias apresentadas no Texto Sagrado, quer a que aparece no Génesis, no capítulo 5, quer as que aparecem no Evangelho de Mateus, no capítulo 1,e Lucas capítulo 3. Na Narrativa Científica a datação é feita a partir do Carbono 14 presente nos esqueletos encontrados em várias partes da Terra, nomeadamente no Laos.

 

DISCREPÂNCIAS

Narrativa Bíblica

Narrativa Científica

Noção em Conflito

1ª - Duração da Criação

6 dias

    5x1011 dias

“dia”

2ª - Aparecimento do homem

4.000 AC

60.000 AC

“homem”

 

Se analisarmos mais profundamente ambas as Narrativas, acabamos por descobrir que as discrepância são mais derivadas às diferentes conotações atribuídas aos termos usados, do que propriamente a diferenças factuais da própria Criação.

Quanto à diferença de duração da Criação temos que analisar o conceito de dia.

Quanto à diferença da datação temos de analisar o conceito de homem.

É isso que farei a seguir.

 

 

Amenização dos conflitos entre as duas Narrativas

Ponto 20

A verdade é que, ao longo das nossas vidas, dedicámos muito pouco tempo à análise das Narrativas que existem sobre a Criação.

Por um lado, a Narrativa Bíblica aparece suavemente feita no Génesis, sem alvoroço, numa linguagem muito simples, e não vêm à luz do dia grandes defensores da sua veracidade, da sua objectividade. Ao passo que a Narrativa Científica, ela é propagada com grandes ênfase em livros, documentários e programas da televisão, com grande alarido e uma multitude de provas avassaladoras. E tal é o barulho que é feito pelos evolucionistas e pseudo-cientistas, que na maior parte das vezes limitamo-nos a encolher os ombros e deixamos passar a coisa sem dar grande luta, tanto mais que não existem lá muitos argumentos para contrapor aos científicos.

Se fizéssemos uma sondagem, estou certo de que mesmo nos meios católicos, a versão científica sairia a ganhar em credibilidade. Deixamos que a versão Bíblica exista numa redoma de tolerância, e para a qual certamente deverá haver uma explicação simbólica, e não nos preocupamos muito em defendê-la do ponto de vista da sua existência real e objectiva, como se tivesse sido como de facto vem relatado no Texto Sagrado.

Mas esta atitude tem por base uma ignorância provocada conscientemente, ao longo de muitos anos de desculturação e de desinformação, levadas sistematicamente a cabo, pelos inimigos de Deus, pelos inimigos da Igreja e da Fé Cristã. Todo o ensino omisso e mentiroso recebido desde os bancos da escola, provocou, nas nossas gerações, um efeito de adormecimento, de torpor e apatia quanto ao tema da Criação.

            Para além desta acção diabólica desenvolvida ao longo dos tempos, temos ainda que contar com o mistério que ainda envolve todos os assuntos relacionados com a Criação do Homem.

 

C 1944 5-3 …Vos dou tudo, e unicamente Me reservo este mistério da formação do homem.

 

Mas, se analisarmos ambas as Narrativas, com confiança e uma Fé forte, o resultado pode ser surpreendente.

 

 

 

()  As diferentes noções de “dia”

Ponto 21

Uma das grandes controvérsias entre a narrativa Bíblica e a Científica, nasce principalmente da discrepância que se pode encontrar na datação atribuída às diversas etapas da Criação.

Como a linguagem Científica é uma linguagem actual, temos de tentar perceber porque é que Deus na sua Revelação feita no Livros do Génesis usou uma terminologia não rigorosa e adequada aos tempos modernos em que se adquiriram os grandes conhecimentos astronómicos sobre o cosmos.

A explicação parece-me ser bastante simples, se considerarmos que o Génesis não foi escrito para os homens pós era astronómica, mas sim para todos os homens de todas as épocas e culturas. Mas também é certo que Deus deu ao Homem a inteligência necessária para intuir tal facto, e poder perceber qual a escala temporal que foi usada na terminologia Bíblica.

 

C 1943 16-9 E será então que chegará o Meu dia, grande e terrível. Não o dia de vinte e quatro horas, pois o Meu tempo tem outra medida. Chama-se «dia» porque é durante o dia que se trabalha …

 

Se aprofundarmos um pouco este tema da escala temporal, chegamos inevitavelmente à necessidade de definir o conceito de Dia, usado no Livro do Génesis. Toda a narrativa da Criação centra-se numa cronologia feita Dia a Dia, e que durou ao todo os 6 Dias da Criação. Ao sétimo Dia, Deus descansou.

 

Terra vista do espaço

 

Para nós, que vivemos na Terra, o significado de Dia pode ter 3 interpretações:

- Tempo de uma rotação completa da Terra sobre o seu eixo - 24 horas.

- Tempo médio durante o qual o Sol ilumina o local geográfico em que nos encontramos - 12 horas

- Tempo variável, consoante as estações do ano e a localização geográfica, durante o qual o Sol ilumina o local geográfico em que nos encontramos - 0 a 24 horas.

Já aqui encontramos 3 diferentes dimensões temporais distintas para a palavra Dia.

Mas se alargarmos o conceito de Dia para os diferentes planetas do nosso sistema Solar, vamos ver que ele varia consoante a velocidade de rotação de cada um dos planetas em causa. E assim, o diferente significado de Dia passa de 3 para 12 diferentes dimensões temporais.

Para sermos absolutamente rigorosos, não deveríamos usar isoladamente o termo Dia, mas sim consoante o planeta a que se refere, ou seja, Dia da Terra (24 horas), ou Dia de Vénus (5832 horas), ou Dia de Júpiter (10 horas), etc.

O que eu quero dizer com isto, é que o conceito de Dia não é rígido, mas sim flexível, e de  tal maneira, que o Criador de todas as coisas, tomou a liberdade de o usar da maneira que melhor entendeu e julgou conveniente para melhor instruir todos os homens de todos os tempos, e não só aquelas que andam com o relogiozinho na mão, a contar as horas, minutos e segundos, com o intuito de depreciarem a Narrativa Bíblica, tentando transformá-la, através do uso das habituais manigâncias cientifistas, numa história da carochinha que só serve para ensinar nos bancos da escola e enganar as criancinhas.

Dito isto, que é uma interpretação lúcida e inteligente, perfeitamente consensual e justificada, não venham os cientifistas apelar para rigor cientifista, querendo se agarrar ao termo Dia usado na Narrativa Bíblica, como se de 24 horas se tratasse, pois assim fazendo, só fazem figura de tolos.

O Dia usado no Génesis, tem de ser lido como “Dia da Criação”, isto é, um ciclo temporal, de dimensão não revelada, porque sem interesse para a Salvação das almas, e suficiente para informar os Homens, de todas as épocas e culturas, sobre como desenrolou a Criação o Mundo.

Pelo simples facto de se aceitar esta interpretação temporal da palavra Dia, já harmonizámos 50% da controvérsia existente entre as duas Narrativas - a Bíblica e a Científica.

No aprofundamento do tema da Criação feito na Revelação Privada, e que Deus concedeu ao homem,  muitas outras aparentes contradições desaparecerão, e nova Luz será lançada sobre pontos que muitos ignoram.

Deus, que é um Deus de Amor e Misericórdia, está praticando mais uma das obras de Misericórdia Espiritual, tal como nos deixou consignado na Doutrina da Sua Igreja - Ensinar os ignorantes.

 

() As diferentes noções de “homem”  

Ponto 22

A outra das grandes controvérsias entre a Narrativa Bíblica e a Científica, nasce principalmente da discrepância que se pode encontrar no significado atribuído ao termo “homem”, usado com significados diferentes em ambas as Narrativas da Criação.

Sem querer entrar em grandes detalhes científicos sobre a Classificação Biológica das Espécies, com a qual nem sequer concordo inteiramente, quero ressaltar um parágrafo que se encontra na Wikipédia e que reflecte bem que todas as teorias e classificações ditas científicas têm muito de passageiro e discutível:

http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Classificação_científica

A classificação científica é, por isso, um campo em rápida mutação, com frequentes e profundas alterações, em muitos casos quebrando conceitos há muito sedimentados. Nesta matéria, mais importante do que conhecer a classificação de uma qualquer espécie, importa antes conhecer a forma como o sistema se organiza. Até porque aquilo que é hoje uma classificação aceite em pouco tempo pode ser outra bem diferente.

 

Classificação Biológica

 

Segundo esta Classificação Científica, nós Homens pertencemos à Espécie de Homo Sapiens. E podemos encontrar este outro espantoso parágrafo na Wikipédia:

http://pt.m.wikipedia.org/wiki/Homo_sapiens

Os humanos anatomicamente modernos originaram-se na África há cerca de 200 mil anos, atingindo o comportamento moderno há cerca de 50 mil anos.

 E digo que é espantoso, porque é atribuída a origem dos “humanos” em África, e usam de uma tolerância de Datação que vai dos 50.000 aos 200.000 anos. Ora nós sabemos, através dos estudo Bíblicos e Históricos, que Adão e Eva foram Criados só há cerca de 6.000 anos. Por isso, é bom ter presente o rigor que aqueles cavalheiros cientifistas usam nas suas lucubrações sobre os humanos, em que 150.000 anos de diferença, para eles é mato… Isto prova sem margem de erro, que aqueles cavalheiros cientifistas sabem muito do que escrevem e do que lêem, mas não percebem nada da Realidade concreta e objectiva da Criação dos seres vivos sobre a face da Terra.

Quando queremos saber sobre os factos concretos e objectivos da Criação, temos de nos reportar aos Ensinamentos daquele que tudo Criou - Deus!

Abandonando portanto a falível terminologia cientifista, prefiro usar a terminologia Bíblica, e trabalhar sobre ela.

Para nos entendermos, fica aqui o significado que atribuo à palavra homem/homens e que passarei a referir com H grande.

Homens somos nós, actual humanidade, com as suas diferentes Raças, e que descendemos de Adão e Eva, e não do macaco através da selecção das espécies e segundo a teoria do evolucionismo de Darwin.

Assim sendo, julgo que o uso abusivo da palavra homem, na Narrativa Cientifista, não é inocente, mas mesmo sem entrar num processo de intenções, vemos que até esse facto parece ter sido antecipado pela Narrativa Bíblica, e lá mesmo se possa encontrar a explicação para deslindarmos o conflito existente.

Na Narrativa Cientifista o termo “homem” é usado indistintamente para se referir quer ao “homem das cavernas” quer ao “homem actual”. Acontece que o chamado “homem das cavernas”, não era de facto um Homem, mas sim um hominídeo que viveu na pré-história e que nunca soube escrever.

Na Narrativa Bíblica, também é usado o termo homem e homens, com conotações diferentes.

 

Gn-1,26 26 Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”.

 

Na Narrativa Bíblica está presente esta duplicidade de significados, e quando fala de ambas as espécies, especifica melhor ainda. Quando se refere aos Homens, diz os “filhos de Deus” e quando se refere aos hominídeos diz as “filhas dos homens”. Quando se refere indistintamente a ambos, diz homens.

 

Gn-6,1-4 1 Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,

2 os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e escolheram esposas entre elas.

 

Deus também se refere aos hominídeos como sendo os brutos.

 

C1946 30-12  E o homem, o homem actual, desatina com as linhas somáticas e os ângulos zigomáticos. E, não querendo admitir um Criador ao serem excessivamente soberbos para reconhecer o haver sido feito, admite a descendência dos brutos para assim poder dizer: «Crescemos sós, evoluindo de animais a homens».

 

Vemos assim, que dependendo do contexto, a palavra “homem” assume diferentes significados, e daqui a confusão de muitos.

Esta confusão é perniciosa quando se trata de especificar o aparecimento do “homem”, pois fica-se sem saber a que significado recorrer, pois o significado é múltiplo.

É bom definirmos, agora, e de uma vez por todas os seguintes pontos:

a) Existem duas espécies distintas de seres - os hominídeos e os Homens.

b) O hominídeos são anteriores aos Homens. O primeiro esqueleto de um hominídeo aparece há cerca de 60.000 anos, e os hominídeos desaparecem com o Dilúvio Universal.

c) Os chamados “homens das cavernas” eram hominídeos. Não eram Homens.

d) Os hominídeos nunca usaram escrita.

e) O Homem aparece há 6.000 anos, subsiste ao Dilúvio e chega a usar a escrita.

É esta diversidade de significados da palavra “homem”, em abstracto, que torna difícil ao crente do Texto Bíblico do Génesis poder afirmar com credibilidade que o Homem surgiu só há 6.000 anos, quando existem as evidências da descoberta de esqueletos de hominídeos com 60.000 anos. Mas na realidade, e feito o esclarecimento de que os cientifistas se referem a hominídeos, e os crentes Bíblicos se referem a Homens.

Podemos, pois, concluir que o Texto Bíblico e os cientistas se referem a seres distintos, mas usando a mesma palavra - “homem”.

- O Texto Bíblico refere-se a Homens.

- O texto científico refere-se a hominídeos.

Fica, assim, claro que ambas as Narrativas não são contraditórias e podem ser consideradas ambas verdadeiras e coexistirem pacificamente.

É caso para se dizer: «A falar é que a gente se entende».

Tenho, no entanto, dúvidas quanto ao porquê desta duplicidade de significados da palavra “homem” permitida por Deus no Texto Sagrado. Será devido a insuficiência terminológica da tradução? Ou será propositado, e no âmbito da daquele misteriosa frase de Jesus, que podemos encontrar no Evangelho de São Mateus?

S. Mateus 13,13

13 Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem.

Feito este esclarecimento, é lançada nova Luz sobre a leitura dos textos Bíblicos, e estes podem assumir uma nova interpretação, pois consoante o contexto, consegue-se perceber agora, com uma certa facilidade, qual o significado a atribuir à palavra “homem”.

Segundo estes conceitos agora estabelecidos, podemos afirmar que o Homem é criado cerca de 54.000 anos depois dos hominídeo, cujos primeiros esqueletos foram descobertos pelos cientistas, e ambos coexistiram até o Dilúvio, como vamos ver nos capítulos seguintes.

 

Génesis Explicado - As Etapas da Criação

Ponto 23

 

Ponto 24

Pré-Criação

Antes de tudo existir, já existia Deus.

CIC296 296. Acreditamos que Deus não precisa de nada preexistente, nem de qualquer ajuda, para criar. A criação tão pouco é uma emanação necessária da substância divina. Deus cria livremente «do nada»:

«Que haveria de extraordinário, se Deus tivesse tirado o mundo duma matéria preexistente? Um artista humano, quando se lhe dá um material, faz dele o que quer. O poder de Deus, porém, mostra-se precisamente quando parte do nada para fazer tudo o que quer».

Antes de iniciar a Criação, Deus  giza na Sua Mente Divina o Plano da Criação.

 

Ponto 25

Plano da Criação

É bom nos apercebermos de como se sentiu Sor Maria de Jesus de Agreda ao tomar conhecimento deste Plano da Criação, pois que a ela só lhe interessava descobrir qual o lugar que ocupava a Virgem Santíssima em toda Obra da Criação.

MCD-1-26 … Bendito sejais, Rei magnífico, porque Vos dignastes mostrar a esta Vossa escrava e vil pequenino verme, grandes sacramentos e altíssimos mistérios, erguendo a minha morada e mantendo o meu espírito onde vi o que não serei capaz de dizer! Vi o Senhor e Criador de todos; vi uma Alteza em Si Mesma, antes de criar qualquer outra coisa; ignoro a forma como Se me mostrou, mas não o que vi e entendi. E sabe Sua Majestade, que tudo compreende que, para falar de Sua Divindade, o meu pensamento fica inebriado, a minha alma se perturba, as minhas capacidades se suspendem nas suas operações e toda a parte superior da minha alma deixa a inferior deserta, despede os sentidos e voa para Aquele que ama, desamparando a quem anima; e em tais desalentos e desmaios amorosos, os meus olhos derramam lágrimas e emudece-se-me a língua.

Oh! Altíssimo e incompreensível Senhor meu, objecto infinito do meu entendimento, como me sinto aniquilada à Vossa vista, porque sois sem medida e eterno, e o meu ser se confunde com o pó e com dificuldade vejo o que sou! Como se atreve esta pequenez e miséria a olhar para a Vossa magnificência e grande majestade? Animai, Senhor, o meu ser, fortalecei a minha vista e dai alento ao meu pavor, a fim de que possa referir o que vi e obedecer assim ao Vosso mandamento.

 

O que Deus estabeleceu, Sor Maria dividiu em 6 Instantes, para nosso melhor entendimento.

 

MCD-1-33 E porque Sua Majestade quis dignar-Se corresponder ao desejo que Lhe propus, de saber, eu, indigna, a ordem que teve ou a que nós devemos entender, na sua determinação de criar todas as coisas (e eu pedia-o, para saber o lugar que na mente divina teve a Mãe de Deus e Rainha nossa) direi, como puder, o que se me respondeu e manifestou e a ordem que entendi nestas ideias em Deus, reduzindo-o a instantes; com efeito, sem isto não se pode acomodar à nossa capacidade o conhecimento desta ciência divina, que aqui se chama já ciência de visão, a que pertencem as ideias ou imagens das criaturas que decretou criar e tem em Sua mente idealizadas, conhecendo-as infinitamente melhor do que nós as vemos e conhecemos agora.

1º Instante MCD-1-35 O primeiro instante é aquele em que conheceu Deus os Seus divinos atributos e perfeições, com a propensão e inefável inclinação para comunicar-Se fora de Si; e este foi o primeiro conhecimento de ser Deus comunicativo ad extra, contemplando Sua Alteza a condição de Suas infinitas perfeições, a virtude e eficácia que em si tinham para realizar magníficas obras. Viu que tão suma bondade, era convenientíssimo, na sua equidade, e como devido e forçoso, comunicar-se, para operar segundo a Sua inclinação comunicativa e exercer Sua liberalidade e misericórdia, distribuindo fora de Si, com magnificência, a plenitude de Seus infinitos tesouros, encerrados na divindade. …

2º Instante MCD-1-38 O segundo instante foi outorgar e decretar esta comunicação da divindade com a razão e motivos de que fosse para maior glória ad extra e exaltação de Sua Majestade com a manifestação da Sua grandeza. E esta Sua exaltação própria olhou-a Deus, neste instante, como verdadeiro fim de comunicar-Se e dar-Se a conhecer, com a liberalidade de derramar Seus atributos e usar de Sua omnipotência, para ser conhecido, louvado e glorificado.

3º Instante MCD-1-39 O terceiro instante foi conhecer e determinar a ordem e disposição ou o modo desta comunicação, da forma que se conseguisse o mais glorioso fim de realizar tão árdua determinação: a ordem que deveria haver nos objectos e o modo e diferença de lhes comunicar a divindade e atributos, de forma que essa espécie de movimento do Senhor tivesse honesta razão e proporcionados objectos e que entre eles existisse a mais formosa e admirável disposição, harmonia e subordinação. Neste instante se determinou, em primeiro lugar, que o Verbo Divino tomasse carne e Se fizesse visível, e se decretou a perfeição e compostura da humanidade santíssima de Cristo nosso Senhor e ficou construída na mente divina; e, em segundo lugar, para os demais, à sua imitação, idealizando a mente divina a harmonia da natureza humana, com seu adorno e compostura de corpo orgânico e alma para ele, com suas potências ou capacidades de conhecer e gozar do seu Criador, discernindo entre o bem o mal, com vontade livre, para amar o próprio Senhor.

40 - E esta união hipostática (coexistência das 2 naturezas em Jesus - divina e humana) da segunda pessoa da Santíssima Trindade com a natureza humana, entendi que era como que forçoso fosse a primeira obra e objecto onde primeiro se manifestasse o entendimento e vontade divina ad extra por altíssimas razões que não poderei explicar.

E por estas e outras razões que não posso explicar, só no Verbo humanado se pôde satisfazer ou corresponder à dignidade das obras de Deus; com Ele, havia formosíssima ordem, na natureza, e sem Ele não a teria havido.

4º Instante MCD-1-41-45 41 - O quarto instante foi decretar os dons e graças que se deveriam dar à humanidade de Cristo Senhor nosso, unida à divindade. Aqui, deu o Altíssimo largas à Sua liberal omnipotência e atributos, para enriquecer aquela humanidade santíssima e alma de Cristo com a abundância de dons e graças, na plenitude e grau possível.

42 - A este mesmo instante, como consequência e em segundo lugar, pertence o decreto e predestinação da Mãe do Verbo humanado; de facto, aqui, entendi que foi ordenada esta criatura, antes que houvesse outro decreto de criar qualquer outra. E assim, foi primeiro que todas concebida na mente divina, tal como pertencia e convinha à dignidade, excelência e dons da humanidade de Seu Filho Santíssimo; e para Ela se encaminhou logo, imediatamente, com Ele, todo o ímpeto do rio da divindade e seus atributos, tanto quanto era capaz de recebê-lo uma pura criatura e como convinha à dignidade de Mãe.

43 - Na inteligência que tive de tão altos mistérios e decretos, confesso que me arrebatou a admiração, levando­-me para fora de mim própria; e conhecendo esta santíssima e puríssima criatura, formada e criada na mente divina desde ab initio e antes de todos os séculos, com verdadeiro alvoroço e júbilo de espírito enalteço o Todo-Poderoso pelo admirável e misterioso decreto que teve de criar-nos tão pura, grande, mística e divina criatura, mais para ser admirada com o louvor de todas as demais do que para ser descrita por qualquer que fosse;

Muito se conhece, mas ignora-se muito mais ainda, porque este livro selado não foi aberto. Fico verdadeiramente suspensa, no conhecimento deste sacrário de Deus e reconheço o seu Autor como bem mais admirável na sua formação do que em tudo o mais que foi criado, bem inferior a esta Senhora; embora a diversidade de criaturas manifeste com admiração o poder de seu Criador, só nesta Rainha de todas elas se encerram e contêm mais tesouros do que em todas juntas, e a variedade e preço de Suas riquezas engrandecem o Autor sobre todas as criaturas juntas.

45 - Neste instante, a nosso entender, foi prometido ao Verbo, como por um contrato, a santidade, perfeição e dons de graça e glória que iria ter Aquela que havia de ser Sua Mãe; e a protecção, amparo e defesa que se iria ter com esta verdadeira cidade de Deus, em quem contemplou Sua Majestade as graças e merecimentos que por si mesma iria adquirir esta Senhora e os frutos que iria granjear para Seu povo com o amor e reconhecimento que daria a Sua Majestade.

Neste mesmo instante, e como em terceiro e último lugar, determinou Deus criar lugar e morada onde habitassem e vivessem o Verbo humanado e Sua Mãe; e, em primeiro lugar, para eles e só por eles criou o céu e a Terra com seus astros e elementos e o que neles se contém; e a segunda intenção e decreto foi para que os membros de que viesse a ser cabeça e vassalos de quem fosse rei; com providência real se dispôs e previu de antemão tudo quanto era necessário e conveniente.

5º Instante MCD-1-46-47 46 - E passo ao quinto instante, embora já tenha descoberto o que procurava. Neste quinto instante, foi determinada a criação da natureza angélica que, por ser mais excelente e de acordo, pelo seu ser espiritual, com a divindade, foi primeiro prevista e decretada a sua criação e disposição admirável em nove coros e três hierarquias.

47 - A este instante pertence a predestinação dos bons e condenação dos maus Anjos; nele viu e conheceu Deus, com Sua infinita ciência, todas as obras de uns e de outros, na sua devida ordem, para predestinar com Sua livre vontade e liberal misericórdia os que Lhe iriam obedecer e reverenciar e para condenar com Sua justiça os que se iriam levantar contra Sua Majestade, em soberba e desobediência, por seu desordenado amor próprio. E ao mesmo instante pertence a determinação de criar o céu empíreo, onde se manifestasse a Sua glória e nela premiasse os bons, e a terra e tudo o mais para as outras criaturas, e no centro ou mais profundo dela, o inferno, para castigo dos Anjos maus.

6º Instante MCD-1-48 48 - No sexto instante, foi determinado criar povo e uma verdadeira multidão de homens para Cristo, já antes predeterminado na mente e vontade divina, e a cuja imagem e semelhança se decretou a formação do homem, para que o Verbo humanado tivesse irmãos semelhantes e inferiores e povo de Sua mesma natureza, de quem fosse cabeça. Neste instante se decretou a ordem da criação de toda a descendência humana, que começasse de um só homem e de uma só mulher e deles se propagasse até à Virgem e Seu Filho, pela ordem que foi concebido.

 

Ponto 26

O Início da Criação

 

Vou usar uma narrativa seguindo a cronologia Bíblica, comparando-a paralelamente com a equivalente etapa Científica.

Temos de ter presente que o Génesis foi escrito por Moisés cerca de 1.300 A.C. e como tal, através da Inspiração Divina, Deus não podia usar termos que fossem totalmente desconhecidos para a época, e nos séculos que se lhe seguissem. Por isso, não podia usar termos nem conceitos como, energia, teoria da relatividade, átomos, células, etc.. Mas se usasse termos simples, seria fácil para as gerações futuras interpretar e intuir, à luz dos conhecimentos científicos adquiridos ao longo dos séculos, o que queria Deus dizer com aqueles termos simplórios usados propositadamente para serem entendidos ao longo de 30 séculos de ignorância científica que se lhe seguiriam.

A Criação desenrolou-se em cumprimento dos comandos dados pelo Verbo de Deus, isto é, pela Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, pelo Filho de Deus Pai, que encarnou e se fez homem, tal como o afirmou São João no início do seu evangelho:

João 1,1-3 1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio junto de Deus.

3 Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.

 

Assim, teremos:

 

Ponto 27

1º DIA DA CRIAÇÃO Gn-1,1-5 1 No princípio, Deus criou os céus e a terra. 2A terra era informe e vazia. As trevas cobriam o abismo, e o Espírito de Deus movia-Se sobre a superfície das águas.

3 Deus disse: "Faça-se a luz!" E a luz foi feita.

4 Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas.

5 Deus chamou dia à luz e às trevas, noite. Assim surgiu a tarde e, em seguida, a manhã: foi o primeiro dia”.

Temos na Etapa Científica 1 Æ Inicialmente haveria um átomo com o máximo de energia e o mínimo de matéria, que explodiu e formou um universo em expansão. Assim foram formadas as estrelas e os planetas, entre os quais a Terra, com a sua constituição semelhante à actual. Esta teoria foi formulada pelo padre jesuíta Georges Lemaître.

 

Cosmos

 

Hoje em dia, se pegarmos na frase “Faça-se a luz”, de imediato relacionamos a palavra luz com energia. Se falamos de energia, de imediato nos vem à cabeça a relação estabelecida na teoria da Relatividade por Einstein entre energia e matéria (E=mc2), que tem como constante a velocidade da luz, e assim, fica estabelecida de imediato uma relação concordante entre as narrativas Bíblica e Científica.

Mas a partir do século XVII ficámos a saber mais através da Revelação Privada feita a Sor Maria de Jesus de Agreda.

Pelo Plano da Criação que foi gizado na Mente Divina, e que vimos acima, descobrimos qual foi a sucessão dos Actos Criativos de Deus, tendo por objectivo principal o da Encarnação do Verbo Divino e de Sua Mãe (4º Instante).

MCD-1-56 56 - … e ambos foram conjuntamente ordenados imediatamente depois de Deus e antes de todas as outras criaturas. E foi a mais admirável ordenação que já se fez ou alguma vez se fará: a primeira e a mais admirável imagem da mente de Deus, depois da eterna geração, foi a de Cristo e logo a seguir a de Sua Mãe. (Provérbios Capítulo 8 - Desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. Desde a eternidade fui constituída, desde as origens, antes  que a terra fosse criada. Ainda não havia os abismos e eu já havia sido concebida.)

MCD-1-76 76 - … mas quero também que os mortais reconheçam o Verbo Incarnado como sua cabeça e causa final da criação de todo o restante da natureza humana, porque Ele foi, depois de Minha própria benignidade, o principal motivo que tive para dar existência às criaturas; e assim, deve ser reverenciado, não só porque redimiu a descendência humana, mas também por ter sido a causa da sua criação.

 

Foi também neste 1º Dia da Criação que, para que tal fosse exequível, deveria haver uma multidão de Anjos (5º Instante) para os servirem.

 

 MCD-1-81 81 - … E para que a ordem fosse também perfeitíssima, antes de criar criaturas intelectuais e racionais, formou o Céu para os Anjos e homens, e a terra, onde primeiro os mortais iriam ser viadores; …

MCD-1-82  82 - Da terra, diz Moisés que estava vazia e o mesmo não diz do Céu, porque neste criou os Anjos, no instante em que diz Moisés: "Disse Deus; faça-se a luz e a luz foi feita"; com efeito, não fala apenas da luz material, mas também das luzes angélicas ou intelectuais.

MCD-1-122  122 - … O primeiro dia, que corresponde ao domingo, foram criados os Anjos e foram-lhes dadas leis e preceitos a que deviam obedecer; e os maus desobedeceram e trespassaram os mandatos do Senhor; …

 

Anjos no espaço

 

 Seria também necessário um local onde vivessem as criaturas que seriam feitas à Sua imagem e semelhança (6º Instante).

Juntamente com a criação da Terra, foi criado o inferno no seu centro, para onde iriam os condenados que se  revoltassem contra os decretos Divinos e o próprio Deus.

MCD-1-82  82 - … E criou Deus, com o céu empíreo da terra, juntamente, para formar o seu centro, o inferno; com efeito, no instante em que foi criada, por divina disposição, ficaram no meio deste globo cavernas muito profundas e amplas, capazes de constituir o inferno, limbo e purgatório; e no inferno, ao mesmo tempo, foi criado fogo material e as demais coisas que agora ali servem de pena aos condenados.

Após a sua existência, os Anjos conheceram-se.

MCD-1-83  83 - Foram os Anjos criados no Céu empíreo e em graça, para que com ela houvesse o merecimento do prémio da glória; com efeito, embora estivessem no lugar dela, não se lhes havia ainda mostrado a divindade face a face e com claro conhecimento, até que, com a graça, o viessem a merecer os que foram obedientes à vontade divina. E, deste modo, estes Anjos santos, como aliás os apóstatas, permaneceram muito pouco tempo no primeiro estado de viadores; …

MCD-1-87  87 - …  determinou a Divina Providência manifestar-lhes, imediatamente depois da sua criação, o fim para que os tinha criado com natureza tão elevada e excelente.

MCD-1-85  85 - Resta saber o motivo que tiveram Lúcifer e seus confederados no seu pecado (que é justamente o que agora tentarei investigar) e pelo qual tomaram a decisão da sua desobediência e queda. …

E segundo o mau afecto que então teve, Lúcifer caiu em desordenadíssi­mo amor próprio e nasceu-lhe o ver-se com maiores dons e formosura de natureza e graças que os outros Anjos inferiores. Neste conhecimento, deteve-se demasiado; e o agrado que sentiu de si mesmo fê-lo retardar e esmorecer no agradecimento que devia a Deus, como causa única de tudo quanto tinha recebido. E voltando a contemplar-se a si mesmo, de novo sentiu um extraordinário agrado pela sua formosura e gra­ças, atribuiu-as a si próprio e amou-as como suas; e este desordenado afecto próprio, não só o fez erguer-se com aquilo que tinha recebido de bem superior virtude, mas também o levou a invejar e cobiçar outros dons e excelências alheias que não tinha. E porque não as pôde conseguir, concebeu um mortal ódio e indignação contra Deus, que do nada o tinha criado, e contra todas as Suas criaturas.

Depois de terem sido criados os Anjos, foi-lhes também dado conhecimento da posterior criação da natureza humana, da qual se revestiria o Verbo de Deus. Nesta Natureza Humana seria Criada uma Criatura Puríssima, que seria Mãe do Verbo Divino, da qual procederia a Sua carne, e à qual se teriam de sujeitar.

MCD-1-88  88 - Em segundo lugar, lhes manifestou Deus que iria criar uma natureza humana e criatura racionais inferiores, para que amassem, temessem e reverenciassem a Deus, como seu Autor e bem eterno, e que Ele Mesmo iria favorecer muito esta natureza; e que a segunda pessoa da própria Santíssima Trindade Se iria humanizar e fazer-Se homem, elevando a natureza humana à união hipostática e pessoa divina e que a esse suposto homem e Deus teriam de reconhecer como chefe, não apenas enquanto Deus, mas simultaneamente enquanto homem e teriam de O reverenciar e adorar; e que os próprios Anjos teriam de ser Seus inferiores em dignidade e graças e Seus servos. E deu-lhes entendimento da conveniência e equidade, justiça e razão que nisto havia, porque a aceitação dos merecimentos previstos desse Homem e Deus lhes tinha merecido a eles mesmos a graça que possuíam e a glória que iriam possuir; e que para Sua própria glória tinham sido criados, tanto eles como todas as criaturas o seriam, porque a todas iria ser superior; e todas as que fossem capazes de conhecer e gozar de Deus, iriam ser povo e membros dessa cabeça, para reconhecê-Lo e reverenciá-Lo. E logo os Santos Anjos receberam o mandato de se submeter a tudo isto.

MCD-1-89  89 - … mas Lúcifer, com soberba e inveja, resistiu e incitou os Anjos, seus sequazes, a que fizessem o mesmo, como de facto o fizeram, seguindo-o a ele e desobedecendo ao divino mandato.

MCD-1-90  90 - … Mas sucedeu nisto um outro mistério: que quando se lhes propôs a todos os Anjos que teriam de obedecer ao Verbo Humanado, se lhes deu um outro preceito: que teriam de ter juntamente por superiora uma mulher, em cujas entranhas tomaria carne humana este Unigénito do Pai; e que esta mulher iria ser sua Rainha e Rainha de todas as criaturas e que Ela Mesma Se havia de assinalar e avantajar a todas, angélicas e humanas, nos dons de graça e glória. Os bons Anjos, por obedecerem a este preceito do Senhor, aumentaram e engrandeceram a sua humildade e com ela o acolheram e louvaram o poder e sacramentos do Altíssimo; mas Lúcifer e seus correligionários, com este preceito e mistério, cresceram ainda mais em soberba e presunção; e com desordenado furor mais se lhe tornou apetecível a excelência de ser chefe de toda a descendência humana e ordens angélicas e que, se teria de ser mediante a união hipostática, então, fosse com ele mesmo.

MCD-1-91  91 - E quanto ao ser inferior à Mãe do Verbo Humanado e Senhora Nossa, resistiu-lhe com horrendas blasfémias, convertendo-se em ofensiva indignação contra o Autor de tão grandes maravilhas; …

MCD-1-93  93 - Realizou neste momento o Todo-Poderoso outro mistério maravilhoso: tendo-lhes manifestado, por inte­ligência, a todos os Anjos, o grande sacramento da união hipostática, mostrou-lhes a Virgem Santíssima por um sinal ou espécie, a jeito das nossas visões imaginárias, segundo o nosso modo de entender. E assim lhes deu a conhecer e representou a natureza humana pura numa mulher perfeitíssima, em quem o braço poderoso do Altíssimo iria ser mais admirável do que em todas as demais criaturas, porque nEla depositava as graças e dons de Sua dextra, em grau superior e eminente. Este sinal e visão da Rainha do Céu e Mãe do Verbo humanado foi notória e manifesta a todos os Anjos, bons e maus. Os bons, à sua vista, ficaram extasiados de admiração e em cânticos de louvor e, a partir de então, começaram a defender a honra de Deus Humanado e Sua Mãe Santíssima, armados com este ardente zelo e com o escudo invencível daquele sinal. E, pelo contrário, o dragão e seus aliados conceberam um implacável furor e sanha contra Cristo e Sua Mãe Santíssima; 

 

Ponto 28

2º DIA DA CRIAÇÃO Gn-1,6 6 Faça-se um firmamento entre as águas, e separe ele umas das outras”.

Temos na Etapa Científica 2 Æ Surgiu a vida no período Arqueano, com o aparecimento dos Procariontes, que eram formas unicelulares que continham DNA, que se foram evoluindo até a formação dos peixes que habitavam as águas. Como as etapas da narrativa Bíblica e Científica não coincidem em duração, tomei a liberdade de juntá-las pelas respectivas numerações, e não por conteúdos.

Até aqui também não surge nada de contraditório entre as narrativas, pois se processa um suceder de acontecimentos que em nenhum dos casos podem ser contestados, e por isso, compete-nos aceitá-los porque não existem provas em contrário.

 

Microrganismos

 

Foi também neste 2º Dia da Criação que, após a revolta dos anjos rebeldes, liderados por Lúcifer, se deu a expulsão dos Anjos caídos e foram lançados no inferno.

MCD-1-104  104 - … com efeito, os Anjos eram estrelas e, se perseverassem, luziriam depois com os demais Anjos e justos, como o Sol, em perpétuas eternidades (Dn 12,3); mas lançou-as sobre a terra (Jui 1,6) o castigo merecido, para sua desdita, até ao centro dela, que é o inferno, onde carecerão eternamente de luz e de alegria.

MCD-1-106  106 - … E foi admirável, esta batalha, porque se pelejava com os entendimentos, e vontades. …

MCD-1-109  109 - É difícil reduzir a palavras aquilo que se passou em tão memorável batalha, por haver tanta distância entre os fracos raciocínios materiais e a natureza e operações de tais e tantos espíritos angélicos. Mas os maus não prevaleceram, porque a injustiça, mentira, ignorância e malícia não podem prevalecer contra a equidade, verdade, luz e bondade; nem estas virtudes podem ser vencidas pelos vícios; e por isto diz o evangelista que "não prevaleceram e não houve mais lugar no Céu para eles". Com os pecados que cometeram estes ingratos Anjos, se tornaram indignos da eterna visão e companhia do Senhor e a Sua memória apagou-se-lhes na mente, em que antes de cair estavam como que gravados pelos dons de graça que lhes tinha dado; e, como foram privados do direito que tinham aos lugares que lhes estavam marcados, se tivessem obedecido, este mesmo direito passou para os homens e para eles se destinaram, ficando tão limpos os vestígios dos Anjos apóstatas, que jamais haverá no Céu lugar para eles. …

MCD-1-110  110 -  O santo Príncipe Miguel expulsou Lúcifer do Céu com essa invencível palavra: "Quem como Deus?", que foi tão eficaz, que conseguiu derrubar esse poderoso gigante e todos os seus exércitos e lançá-lo, com sua horrível ignomínia, no inferior da terra, começando, com sua infelicidade e castigo, a ter novos nomes de dragão, serpente, diabo e Satanás, que o próprio santo Arcanjo lhe pôs na batalha; e todos eles testemunham a sua iniquidade e malícia. E privado, por esta mesma iniquidade e malícia, da felicidade e honra que desmerecia, foi também privado dos nomes e títulos honrosos e adquiriu os que declaram a sua ignomínia; e a intenção maldosa que propôs e ordenou a seus correligionários, que enganassem e pervertessem a todos os que no mundo vivessem, manifesta bem a sua iniquidade.

MCD-1-122  122 - Durante toda a primeira semana de que o Génesis faz menção, em que Deus Se ocupou da criação do mundo e suas criaturas, Lúcifer e os demónios ocuparam-se em se unir o mais possível para inventar maldades contra o Verbo que Se devia humanizar e contra a Mulher de que Ele devia nascer. …

… e por divina providência e disposição sucederam todas as coisas que acima foram ditas, até ao segundo dia de manhã, correspondente a segunda-feira, em que Lúcifer e seu exército foram expulsos e lançados no inferno. A este espaço de tempo corresponderam esses intervalos dos Anjos: da sua criação, das suas obras, batalha e queda ou glorificação. …

 

Inferno nas cavernas do centro da Terra

 

Mal deram entrada no inferno, os anjos caídos deram início a um conciliábulo que durou até o 5º Dia da Criação, que foi o que antecedeu a criação de Adão e Eva.

MCD-1-122  122 - … No momento em que Lúcifer e sua gente chegaram ao inferno, fizeram um concílio, reunindo-se todos nele, que durou até ao dia que corresponde a quinta­-feira de manhã;

 

Sucederam-se os restantes Dias da Criação…

 

Ponto 29

3º DIA DA CRIAÇÃO Gn-1,9-11 9 "Que as águas que estão debaixo dos céus se ajuntem num mesmo lugar, e apareça o elemento árido."

10 Deus chamou ao elemento árido TERRA, e ao ajuntamento das águas MAR. E Deus viu que isso era bom.

11 Produza a terra plantas, ervas que contenham semente e árvores frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie e o fruto contenha a sua semente”.

Temos na Etapa Científica 3 Æ Estes peixes evoluindo se transformaram em répteis que passaram a viver em terra seca. Paralelamente surgiu a vida vegetal.

Até aqui também não surge nada de contraditório entre as narrativas, pois se processa um suceder de acontecimentos que em nenhum dos casos podem ser contestados, e por isso, compete-nos aceitá-los porque não existem provas em contrário. Como as etapas da narrativa Bíblica e Científica não coincidem em duração, tomei a liberdade de juntá-las pelas respectivas numerações e não por conteúdos.

Continuou durante este 3º Dia da Criação o conciliábulo infernal.

 

Conciliábulo infernal

MCD-1-122  122 - … e nestes momentos pôs Lúcifer em acção toda a sua sabedoria e diabólica malícia no sentido de combinar com os demónios e dirigir como mais ofenderiam a Deus e se vingariam do castigo que lhes tinha sido dado; e aquilo que em suma resolveram foi que a maior vingança e agravo contra Deus, como conheciam que Deus devia amar tão ternamente os homens, seria impedir os efeitos desse amor, enganando, persuadindo e, tanto quanto lhes fosse possível, forçando os mesmos homens, de forma a que perdessem a amizade e graça de Deus e Lhe fossem ingratos e rebeldes à Sua vontade.

 

Ponto 30

4º DIA DA CRIAÇÃO Gn-1,14-15 14Façam-se luzeiros no firmamento dos céus para separar o dia da noite; sirvam eles de sinais e marquem o tempo, os dias e os anos, 15e resplandeçam no firmamento dos céus para iluminar a terra”.

Temos na Etapa Científica 4 Æ Os répteis evoluíram até muitos deles se transformarem em aves.

Até aqui também não surge nada de contraditório entre as narrativas, pois se processa um suceder de acontecimentos que em nenhum dos casos podem ser contestados, e por isso, compete-nos aceitá-los porque não existem provas em contrário. Como as etapas da narrativa Bíblica e Científica não coincidem em duração, tomei a liberdade de juntá-las pelas respectivas numerações e não por conteúdos.

 

Estrelas e planetas no firmamento

 

Continuou durante este 4º Dia da Criação o conciliábulo infernal, que durou até o 5º Dia da Criação.

MCD-1-122  122 - … e nestes momentos pôs Lúcifer em acção toda a sua sabedoria e diabólica malícia no sentido de combinar com os demónios e dirigir como mais ofenderiam a Deus e se vingariam do castigo que lhes tinha sido dado; e aquilo que em suma resolveram foi que a maior vingança e agravo contra Deus, como conheciam que Deus devia amar tão ternamente os homens, seria impedir os efeitos desse amor, enganando, persuadindo e, tanto quanto lhes fosse possível, forçando os mesmos homens, de forma a que perdessem a amizade e graça de Deus e Lhe fossem ingratos e rebeldes à Sua vontade.

 

Ponto 31                                                                                                                            Caixa de texto: Data - 5.199 AC

 

5º DIA DA CRIAÇÃO Gn-1,20-22 20 Pululem as águas de uma multidão de seres vivos, e voem aves sobre a terra, debaixo do firmamento dos céus”.

21 Deus criou os monstros marinhos e toda a multidão de seres vivos que enchem as águas, segundo a sua espécie, e todas as aves segundo a sua espécie. E Deus viu que isso era bom.

22 E Deus os abençoou: “Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”.

MCD-2-475 475 - … a eminentíssima Senhora deu ao mundo o Unigénito do Pai (Lc 2,7) e seu, nosso Salvador Jesus, Deus e homem verdadeiro. Era a meia-noite de um domingo, no ano cinco mil cento e noventa e nove (5.199) desde a criação do mundo, como ensina a Igreja romana. Este cômputo é certo e verdadeiro, conforme me foi declarado.

Temos na Etapa Científica 5 Æ As diversas espécies, sempre evoluindo, deram origem a todos os animais que habitaram a Terra.

Até aqui também não surge nada de contraditório entre as narrativas, pois se processa um suceder de acontecimentos que em nenhum dos casos podem ser contestados, e por isso, compete-nos aceitá-los porque não existem provas em contrário. Como as etapas da narrativa Bíblica e Científica não coincidem em duração, tomei a liberdade de juntá-las pelas respectivas numerações e não por conteúdos.

 

Aves e peixes

 

Foi neste 5º Dia da Criação que terminou o conciliábulo infernal.

MCD-1-123  123 - "Nisto, dizia Lúcifer, temos de trabalhar, servindo­-nos de todas as nossas forças, cuidado e ciência; submeteremos as criaturas humanas à nossa lei e vontade, para as destruir; … (seguiu-se aqui a descrição de todas as manhas que o demónio iria usar para condenar a humanidade.)

sepultá-los-ei neste fogo eterno e nos lugares de maiores tormentos aqueles que mais se ligarem a mim. Este será o meu reino e o prémio o que darei a meus servos.

MCD-1-124  124 - … Não há língua humana que possa explicar a malícia e furor deste primeiro conciliábulo que Lúcifer fez no inferno contra a descendência humana, que ainda não existia, senão porque teria de existir. Ali se inventaram todos os vícios e pecados do mundo, dali saíram a mentira, as seitas e erros, e toda a iniquidade teve ali a sua origem, naquele caos e reunião abominável; e a seu príncipe servem todos quantos procedem com maldade.

 

Ponto 32  

6º DIA DA CRIAÇÃO Gn-1,24-25 24 Produza a terra seres vivos segundo a sua espécie: animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo a sua espécie. E assim se fez.

25 Deus fez os animais selvagens segundo a sua espécie, os animais domésticos igualmente, e da mesma forma todos os animais, que se arrastam sobre a terra. E Deus viu que isso era bom.

 

 

Ponto 33

O Jardim do Éden - Paraíso Terreal      

Criação do Homem                                         Caixa de texto: Data - 4.000 AC

Gn-1,26-31  26 Então Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança. Que ele reine sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos e sobre toda a terra, e sobre todos os répteis que se arrastem sobre a terra."

27 Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher.

28 Deus os abençoou: "Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra."

29 Deus disse: "Eis que eu vos dou toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento.

30 E a todos os animais da terra, a todas as aves dos céus, a tudo o que se arrasta sobre a terra, e em que haja sopro de vida, eu dou toda erva verde por alimento." E assim se fez.

31 Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio a tarde e depois a manhã: foi o sexto dia.

 

Gn-2,7-8 7 O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente.

8 Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.

Temos na Etapa Científica 6 Æ Por fim e no topo da evolução, surgiu a raça humana, que acabou por dominar o planeta Terra e todos os animais que nela viviam.

 

Este 6º Dia da Criação é o ponto alto de toda a Criação.

Aqui surge a grande divergência entre a Narrativa Bíblica e a Narrativa cientifista, já que a Narrativa Científica se cala sobre este assunto tão misterioso, e sobre o qual não existem provas nem teorias científicas válidas que resistam a qualquer tipo de tentativa de comprovação séria ou de reprodução. Bem pelo contrário, a Ciência confirma a não existência de ligação entre as espécies hominídeas e a raça humana, o elo que poderia justificar as teorias cientifistas da evolução, e que tantos inimigos de Deus têm tentado forjar e encobrir a sua ausência.

Fica bem claro que o ponto Alto de toda a Criação é a Criação do primeiro homem a quem Deus chamou Adão. De tal maneira isto é verdade, que salta à vista o facto de Deus pormenorizar de como fez o primeiro Homem, Adão, acrescentando à narrativa que já tinha sido feita no capítulo 1, os versículos 7 e 8 do capítulo 2 do Génesis:

Gn-2,7-8 7 O Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente.

8 Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, do lado do oriente, e colocou nele o homem que havia criado.

Se traduzirmos com termos actuais estes dois versículos, teremos:

7 Deus formou o homem a partir dos elementos inertes já existentes na Terra, e dando-lhe uma alma, ela transformou, aquele copo inerte do homem, num ser vivo, a partir desse momento.

8 Antes de Deus criar o homem, plantou um Jardim a que deu o nome de Éden, e para lá levou o homem, que tinha acabado de criar.

Adão e Eva no Paraíso Terreal antes do pecado original

De facto é a alma que dá vida ao corpo, e é por muitos definida como o sopro da vida. Quando a alma abandona o corpo, ele morre. A alma, a partir do momento que é criada, torna-se imortal e faz a união entre o espírito e o corpo de cada homem.

Se analisarmos em pormenor estes dois versículos, veremos que se integram harmoniosamente em toda a Doutrina da Igreja Católica no que diz respeito à constituição do homem, tal como São Paulo no-lo transmitiu:

1Tessalonicenses 5,23

"Que o Deus da paz vos santifique totalmente, e todo o vosso ser - espírito, alma e corpo - se conserve irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo".

Também se vê claramente através desta Narrativa Bíblica, que Adão, cujo nome aparece só em Gn 3,20, mas não nos foi relatada a sua atribuição, foi um ser vivente criado à parte dos outros seres vivos que anteriormente tinham já sido criados.

O Éden foi um local especial criado por Deus para que fosse habitado por Adão. Adão foi criado fora do Éden e levado para lá, como que segunda terra criada dentro de outra terra. Esta interpretação é-nos dada pela passagem do Livro dos Provérbios, e pela sua exegese feita na Mística Cidade de Deus.

Prov 8,26

26 Ainda Ele não tinha criado a terra, nem os campos nem o primeiro pó da terra.

MCD-1-63  63 - "Ainda Ele não tinha criado a terra nem os cam­pos nem o primeiro pó da terra”. Antes de formar outra terra, a segunda - que por isso repete duas vezes a terra - que foi a do paraíso terreal, aonde o primeiro homem foi levado, depois de ser criado da terra primeira do campo Damasceno; antes desta segunda terra, onde pecou o homem, …

O Éden tinha características especiais em relação ao resto do território em que foi inserido, pois nele, além de árvores de frutos bons, foram plantadas duas árvores únicas, a árvore da vida, e a árvore da ciência do bem e do mal, as quais estando ao alcance de Adão e Eva, os frutos da árvore da ciência do bem e do mal não podiam ser comidos.

Gn-2,9 9 O Senhor Deus fez brotar da terra toda sorte de árvores, de aspecto agradável, e de frutos bons para comer; e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal”.

Gn-2,16-17 16 Deu-lhe este preceito: «Podes comer do fruto de todas as árvores do jardim; 17 mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.»”

Quando Adão chegou ao jardim do Éden, Deus viu que seria bom lhe dar uma companheira, e por isso, criou a Eva, a partir de uma costela de Adão, e que já foi criada dentro do Éden, e não do material da terra, mas sim do homem. E Adão deu-lhe o nome de Eva, que significa mãe de todos os viventes.

Gn-2,9 9 O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele.”

Gn-2,21-23 21 Então o Senhor Deus mandou ao homem um profundo sono; e enquanto ele dormia, tomou-lhe uma costela e fechou com carne o seu lugar.

22 E da costela que tinha tomado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem.

23 “Eis agora aqui, disse o homem, o osso de meus ossos e a carne de minha carne; ela se chamará mulher, porque foi tomada do homem.”

Adão e Eva, os nossos pais, os primeiros da raça humana, foram criados perfeitos, lindíssimos e imortais, á imagem de Jesus e de Sua Mãe, que ainda não existindo materialmente, já existiam na Mente Divina desde que ainda nada havia sido criado, e serviram de Modelos a Adão e Eva.

MCD-1-135  135 - … Olhava o Altíssimo para Seu Filho Unigénito humanado e para Sua Mãe Santíssima, como modelos que tinha formado com a grandeza de Sua Sabedoria e Poder, para que Lhe servissem como que de originais, pelos quais ia copiando toda a descendência humana; e para que, assimilando-a a estas duas imagens de Sua divindade, todos os demais saíssem também, mediante estes dois modelos, semelhantes a Deus. Criou também as coisas materiais necessárias à vida humana, mas com tal sabedoria, que também algumas delas servissem de símbolos que representassem, de algum modo, os dois objectos que Ele principalmente contemplava: Cristo e Maria.

MCD-1-137  137 - No sexto dia da criação, formou (Gn 1,27) e criou Adão como tendo uns trinta e três anos, a mesma idade que Cristo havia de ter, no momento da Sua morte; e tão parecido a Sua humanidade santíssima, que no corpo com dificuldade se diferençavam, e na alma também o assimilou à Sua; e de Adão formou Eva, tão semelhante a Nossa Senhora, que A imitava em todas as Suas feições e pessoa. Contemplava o Senhor com sumo agrado e benevolência estes dois retratos dos originais que havia de criar a seu tempo; e por eles lhes lançou muitas bênçãos, como para entreter-Se com eles e seus descendentes, enquanto chegava o dia em que havia de formar Cristo e Maria.

Apesar da Criação do Homem se ter desenrolado, tal como descrito no Génesis, ainda temos a explicação de Jesus a Maria Valtorta sobre este assunto tão delicado e simultaneamente evidente. Pela excepcional importância que atribuo a este tema, apresento na íntegra esta revelação que Jesus fez em de 30 de Dezembro de 1946.

C1946 30-12  Oiço a notícia de que numa caverna encontraram esqueletos de homem-macaco. Fico pensativa dizendo: «Como podem assegurar tal coisa? Terão havido homens brutos. Também agora se dão rostos e corpos simiescos. Quando  muito os homens primitivos tinham um esqueleto distinto do nosso». E me vem outro pensamento: «Mas já podem diferir em beleza? Não me cabe na cabeça que os primeiros homens, sendo más próximos ao exemplar perfeito que Deus criou e que, certamente, era belíssimo além de fortíssimo, fossem mais brutos que nós». E dá-me que pensar como pôde ser que a beleza da obra criadora mais perfeita tivesse chegado a aviltar-se tanto, até o ponto de dar azo aos cientistas de negar que o homem tivesse sido criado homem por Deus e assegurar que seja o resultado da evolução do macaco.

Me fala Jesus e diz:

«Busca a chave no capítulo 6 do Génesis. Lê-o». Leio-o e Jesus pergunta-me: «Entendeste-lo?».

«Não, Senhor, o que entendo é que os homens se corromperam em seguida e nada mais. Não sei que relação possa ter esse capí­tulo com o homem-macaco».

Jesus sorri e me responde:

«Não és a única que não entende, pois não o entendem os sábios, os cientistas, os crentes nem os ateus. Está atenta. E começa a escrever: «E havendo começado os homens a multipli­car-se sobre a Terra e havendo os filhos de Deus, o filhos de Set, tido filhas e visto que as filhas dos homens (filhas de Caim) eram formosas, desposaram-se com as que, de entre todas, mais lhes agradaram... Assim pois, uma vez que os filhos de Deus se uniram com as filhas dos homens e estas deram à luz, delas saíram aqueles homens potentes e famosos durante séculos». Esses homens que pela potência de seu esqueleto chamam a atenção dos vossos cientistas, os quais deduzem daí que o homem, no começo dos tempos, era mais alto e forte que o é actualmente, e da estrutura do seu crânio deduzem que o homem deriva do macaca. Quer dizer, os sabidos erros dos homens ante os mistérios da criação.

Ainda não o entendeste. Vou explicar-te melhor.

Se a desobediência à ordem de Deus e as consequências da mesma puderam inocular o mal nos inocentes com todas as suas diversas manifestações de luxúria, gula, ira, inveja, orgulho e ganância; e, a não tardar, a inoculação frutificou em fratricídio provocado pelo orgulho, a ira, a inveja e a ganância, que decadência mais profundo e mais profundo  domínio de Satanás teria provocado este segundo pecado?

Adão e Eva faltaram ao primeiro dos mandamentos dados por Deus ao Homem. Implícito estava o mandamento de obediência dado aos dois: "Comei de tudo, mas desta árvore, não". A obediência é amor. Se eles tivessem obedecido sem ceder a qualquer pressão do Mal feita ao seu espírito, à sua mente, à sua carne e ao seu coração, teriam amado Deus «com todo o seu coração, com toda a sua alma e com toda a sua força», tal como muito tempo depois foi explicitamente ordenado pelo Senhor. Não o fizeram e foram castigados. Mas não pecaram na outra vertente do amor: na do seu próximo, já que não chegaram a maldizer Caim, mas choraram igualmente sobre o morto na carne e sobre o morto no espírito, reconhecendo a justiça da dor permitida por Deus ao serem eles quem o criaram com o seu pecado, correspondendo-lhes, portanto, serem os primeiros a experimentá-la em todas as suas facetas. Assim pois, continuaram sendo filhos de Deus junto com seus descendentes que vieram depois dessa dor.

Caim pecou contra o amor de Deus e contra o amor do próximo. Infringiu por completo o amor; Deus o amaldiçoou e Caim não se arre­pendeu. Por isso ele e seus próprios filhos não foram senão filhos do animal chamado homem.

Se o  primeiro pecado de Adão produziu tal decadência no homem, que grau de decadência não teria produzido o segundo, que foi acompanhado pela maldição de Deus? Que variedade de formas de pecar não haveriam brotado do coração do homem-animal, ao estar pri­vado de Deus, e que virulência haveria alcançado depois que Caim, não só escutou o conselho do Maldito como o abraçou como a seu dono querido, assassinando por ordem do mesmo?

O partir de um ramo, daquele ramo envenenado pela possessão diabólica, não se deteve, mas evoluiu de mil maneiras. Quando Satanás toma posse, inocula a corrupção em todos os ramos. Quando Satanás é rei, o súbdito se converte num satanás. Um satanás com todos os deboches de Satanás. Um satanás que vai contra a lei divina e humana. Um satanás que viola até as normas mais elementares e instintivas do viver como homens dotados de alma, chegando a embrutecer-se com os pecados mais lúbricos do homem-animal.

Onde não está Deus está Satanás. Onde o homem já não tem a alma viva, ali aparece o homem-animal. O bruto ama os brutos. A luxúria carnal, e mais que carnal, ao estar aferrada e acicatada por Satanás, desata-lhe a avidez por todas as uniões, apresentando-lhe como belo e sedutor o que na realidade é horrendo e desordenado como um incubo. O lícito não o satisfaz por parecer-lhe muto pouco e demasiado honesto e, fora de si pela luxúria, busca o ilícito, o degradante e bestial.

Aqueles que já não eram filhos de Deus, por quanto com seu pai e como ele se afastaram de Deus para acolher a Satanás, se abalançaram ao ilícito, degradante e bestial, chegando a ter monstros por filhos e filhas.

São os monstros que agora chamam a atenção dos vossos cien­tistas induzindo-os em erro. Os monstros que, por o poderio de suas formas, sua selvagem beleza e seu ardor bestial, frutos da união de Caim com os brutos e dos brutíssimos filhos de Caim com as feras, seduziram os filhos de Deus, quer dizer, os descendentes de Set por Enós, Quenán, Mahalalel, Yéred, Henoc de Yéred, - não confun­dir com o Henoc de Caim - Matusalén, Lamek e Noé, pai de Sem, Cam e Jafet.

Foi então quando Deus, para impedir que o ramo dos filhos de Deus se corrompessem do todo com o dos filhos dos homens, mandou o dilúvio universal para sufocar debaixo do peso das águas a libido dos homens e para destruir os monstros engendrados pela luxúria dos sem Deus, insaciáveis na sua sensualidade ao serem abrasados pelo fogo de Satanás.

E o homem, o homem actual, desatina com as linhas somáticas e os ângulos zigomáticos. E, não querendo admitir um Criador ao serem excessivamente soberbos para reconhecer o haver sido feito, admite a descendência dos brutos para assim poder dizer: «Crescemos sós, evoluindo de animais a homens». O homem se degrada, se auto degrada por não querer humilhar-se diante Deus. E desce. Vai descendo! Nos tempos da primeira corrupção teve o aspecto de animal. Agora tem esse aspecto na mente e no coração e a sua alma, por força de sua cada vez mais profunda união com o mal, tomou em demasia o rosto de Satanás.

Escreve este ditado no livro. O ponto que nos ocupa tê-lo-ia desenvolvido mais amplamente, segundo te indiquei no lugar do teu exílio» para rebater as teorias culposas de tantos pseudo-sábios. Haveria desvendado grandes mistérios para que o homem os conhecesse agora que os tempos alcançaram a sua plenitude. Não é tempo já de contentar as gen­tes com fábulazitas. Debaixo da metáfora das antigas histórias ressoa a verdade, chave de todos os mistérios do universo que Eu havia expli­cado através de meu pequeno e paciente João e assim o homem havia extraído do conhecimento da verdade a força necessária para ressurgir do abismo e colocar-se ao nível do inimigo na última batalha que há-de preceder o fim de um mundo que, a despeito de todas as ajudas de Deus, não quer ser um pré-paraíso, mas sim prefere converter-se num pré-inferno.

 

Os pais de Darwin a passearem

em Kent, sua terra natal

Assim se cumpriram os 6 Dias da Criação, cujo ponto alto foi o da Criação de Adão e Eva, nossos pais, de quem descendeu toda a raça humana, única existente em todo o Universo.

 

Ponto 34

Não existem extraterrestres

 

É na Terra que foram criadas todas as criaturas corporais e as únicas que vivem em todo o Universo. Existem no entanto milhares de outros planetas, habitados pelas almas espirituais das criaturas humanas que já faleceram, e que aguardam a ressurreição dos seus corpos, que se há-de dar para o Juízo Universal.

Os seres que habitam esses outros planetas, não são extraterrestres como erradamente alguns pensam, e erradamente atribuem essa afirmação a Maria Valtorta.

C1943 22-8  Seria um Deus Criador bem pequeno e limitado se não tivesse criado mais mundo habitado além da Terra! Com uma batida do Meu querer suscitei mundos e mais mundos do nada e os projectei, como poeira luminosa, pela imensidade do firmamento.

A Terra, aquela que tão ufanos estais, não é senão uma das poeiras, e não o maior, dos que giram pelo infini­to. Mas sim o corrompido. Vidas e mais vidas pululam em milhões de mundos que são a delícia da vossa vista nas noites serenas, e a perfeição de Deus vos descobrirá as maravilhas desses mundos quando puderdes ver com a vista inte­lectual do espírito unido a Deus.

O que Jesus revelou aqui a Maria Valtorta é que de facto existem outros planetas em que existe vida. Não fala de outras raças e muito menos de extraterrestres. Jesus afirma de que existe vida noutros mundos, isto é, as almas espirituais, ou espíritos, nos quais se incluem certamente Anjos, e que são criaturas vivas e imortais. Os espíritos e as almas, que formam uma unidade após terem vivido encarnados na Terra, dos seres humanos, depois de morrerem, e se tiverem merecido a vida eterna, vão para os Céus, onde existem muitas moradas na casa do Pai. Essas moradas poderão também certamente ser os milhões de planetas de que fala a Maria Valtorta.

 

Outros planetas celestes

 

João 14,2  Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar.

O facto de haver planetas, que fazem parte integrante dos Céus, preparados para aqueles que mereceram a vida eterna, e habitados pelas almas dos seres vivos que não se condenaram ao inferno, foi também testemunhado pela Fanny Moisseieva no livro que escreveu sobre o seu sonho letárgico de nove dias.

Em 1928, deu-se um caso extraordinário e milagroso, com uma russa de nome Fanny Moisseieva, que tendo sido hospitalizada, veio a ser dada como morta, por não ter sinais vitais, e só não foi enterrada viva, porque um médico seu amigo não autorizou, pois havia uma coisa que não era normal: a temperatura do seu corpo não tinha baixado para a temperatura ambiente, mas mantivera-se na temperatura de um corpo vivo.

Neste estado permaneceu durante 9 dias, ao fim dos quais recuperou daquele sono letárgico, e veio a escrever um espantoso e maravilhoso livro sobre o que se tinha passado consigo durante aquele milagroso período.

Este livro tem uma tradução Espanhola com prefácio do grande divulgador de Mensagens Divinas, em Espanha, F. Sánchez Ventura. A editora é a Editorial Circulo, de Zaragoza e o título do Livro é "Mi sueño letargico de nueve dias".

Neste maravilhoso livro, Moisseieva é levada a visitar, os Céus, o Purgatório, o Inferno, e ainda tem a visão do Fim do Mundo, da Vinda Gloriosa de Jesus e do Juízo Universal, e deles faz a descrição.

Sobre a sua visita aos Céus, deixou-nos escrita seguinte passagem.

 

Fanny Moisseieva - "Mi sueño letargico de nueve dias"

O PARAÍSO - Parte 1

I

… Ouvi uma voz, não sei donde, que falou: Levanta-te, desperta-te Fanny, e olha ao redor atentamente e escreverás o que vês. Nada excepto o Senhor, conhece cada homem, mas chegou o tempo de despertar os corações que estão afogados no pecado. Tu foste escolhida e designada para isto, e o que tens visto não pode ser revelado por um sonho comum. Para ti tem sido revelado o eterno mistério.

… Agora te mostrarei – disse meu companheiro – os outros planetas nos quais talvez, um dia viverão eternamente as almas daqueles que na terra foram de outras religiões, mas viveram uma vida recta, e acreditaram num único Deus. E naquele mesmo instante nos encontramos sobre estes planetas sobre os quais me ia falando meu companheiro. Eram formosos por sua cor e me fiquei admirada por sua paisagem. Mas meu companheiro me disse que sua beleza era muito inferior ao brilho do paraíso dos cristãos. Como me havia indicado meu companheiro, estavam por hora desertos e somente o canto dos pássaros rompia o grande silêncio, enquanto uma vez por outra coros de anjos voavam por cima cantando hinos ao Criador. Agora chegamos aos mundos onde estão as almas dos cristãos.

II

Durante o voo eu admirava distintos e maravilhosos aspectos da vida celeste. Na passagem encontrávamos grandes e luminosos cometas de cauda flamejante. Alguns tinham três caudas e iam voando pelo espaço infinito, deixando em sua passagem estrelas douradas. No fundo céu via as estrelas que de repente se separavam de sua rota e se precipitavam no infinito, sozinhas ou em grupos de milhares, formando como que um nuvem de ouro cintilante. Às vezes, em meio a estes mundos, passavam velozes esferas ardentes que deslumbravam a vista. Todo este espectáculo era tão grandioso e inconcebível que eu percebi que tudo aquilo era ainda e apenas uma pequeníssima gota do imenso mar do criado, e quão perfeito e Omnipotente é Deus, Criador e Senhor do Universo.

E dirigindo-se a mim, meu companheiro disse: Não existe na Terra nenhum mistério que seja comparável em grandeza ao do além túmulo. O homem pode subjugar as forças da natureza, porém não poderá nunca saber o mistério do além. E indicando-me o Céu falou: Vês estes pontos luminosos? São planetas sobre os quais existe uma vida eterna, porém estão separados da terra por um espaço inacessível. Depois, continuando nosso voo, fomos chegando a um planeta que fazia tempo brilhava entre os outros, similar em forma à Terra, porém de dimensão menor. Quando chegamos, observei que o solo de uma cor diferente da terra: era pardo e roxo claro.

Eu me assombrei também pelo imenso número de rios que cortavam a planície em todas as direcções. Havia também lagos, porém a natureza em geral se diferenciava da terrena.  Até o ar era diferente, porque eu respirava mais livremente. Tudo ao redor era festa de cores. A água dos rios e dos lagos era azul turquesa e não pelo reflexo do Céu, mas sim pela própria faculdade. No horizonte se erguiam montanhas altíssimas de uma cor violeta escuro. Nos achegamos aos bem-aventurados que estavam ali.

Eles contavam a um novo hóspede do paraíso, chegado fazia pouco tempo, a grandeza e a Glória do Senhor, sua Majestade; a sabedoria que concede a eles, a liberdade que gozam ali, onde não se lhes opõe nenhuma barreira nem espaço; sua clarividência, pela qual eles experimentam grandes satisfações. Passa o tempo, os séculos se sucedem, porém nenhum teme esta carreira, e ninguém tem qualquer inimigo. E nos dias de festa nossa alma espera a reunião como seus entes queridos e não pede outra coisa.

Calaram-se, e então ressoou um hino sagrado. Eu olhava cheia de admiração a estes bons seres, almas sensíveis que rezavam e conheceram na Terra a piedade e souberam apreciar o trabalho dos homens. Sobre isso me falou meu companheiro quando lhe perguntei por quais caminhos terrenos se pode chegar a este reino.

Subimos até bem alto para admirar o panorama do vale, e um espectáculo grandioso se nos apresentou. Amplas extensões de prados, adornados de esplêndidas flores e árvores curvadas até o chão pelo peso de frutos dourados. Do alto descia um claro raio de luz sobre a floresta de folhagem murmurante. Era o mais esplêndido bosque que eu já vira, e dava frutos que não são vistos na terra, alguns dos quais tinham um aroma como de vinho perfumado. Detive-me ali por longo tempo, fascinada por aquele espectáculo maravilhoso, e enquanto meus olhos apreciavam tudo, a natureza parecia dizer: tudo isso é dom eterno para os justos.

Agora que vês o reino do além – me disse meu companheiro – é bom que saibas que as almas dos justos às vezes podem descer à terra porém invisíveis a todos. E isso sucede em dias de festa, quando se lhes concede ir a visitar os seus amigos e sua tumba vazia. Mas apenas seus queridos tenham abandonado a Terra, esta se volta aos justos, completamente indiferente aos que deixou.    [Ler Mais]

 

Meu sonho Letárgico de 9 dias

 

No Jornal Folha de São Paulo, do dia 14/11/95, foi publicado na página 1-14 (Caderno de Ciências) uma matéria sobre extraterrestres, retirada da revista New Cientist.

Entre outras coisas a matéria diz o seguinte:

"Muitos cientistas aceitam a visão de Frank Tipler, da Universidade Tulane (EUA), segundo a qual seres humanos são a primeira inteligência da Via Láctea. Para Tipler, sociedades mais avançadas que fizessem viagens interestelares levariam cerca de 1 milhão de anos para colonizar a galáxia, se viajassem a velocidades menores que a da luz. Como a galáxia existe há cerca de 10 bilhões de anos e não há evidências aceitas por cientistas de ETs, não é difícil concluir que os seres humanos estão sozinhos na Via Láctea".

Não existem seres  extraterrestres

Viajando à velocidade da luz (300.000km/s), para atravessar a Via Láctea seriam necessários 100 mil anos, e, para se chegar à galáxia mais próxima, Andrómeda, seriam necessários dois milhões de anos-luz.

Assim, fica claro para os cientistas que, para os extraterrestres chegarem até a nós, caso existissem, teriam que se mover à velocidade da luz. Como isto é impossível, segundo a Teoria da Relatividade de Einstein, fica difícil acreditar em extra-terrestres, embora a questão continue aberta para os cientifistas. Pura fantasia para fazer filmes de ficção científica e ganhar dinheiro.

 

Ponto 35

O Sétima Dia - Deus descansou

Assim que foram criados os Anjos, o Universo, os vegetais e animais da Terra, e Adão e Eva, Deus descansou e deixou seguir a Natureza com as Leis que lhe ditou.

 

Ponto 36

Deus entrega a Terra às suas criaturas                          Caixa de texto: Data - 3.900 AC

 

É neste Sétimo Dia da Criação, para nós este longo Dia, em que vive o homem após a criação de Adão e Eva. Por Amor, Deus estipulou não intervir na história da humanidade, salvo raras excepções, e a essas intervenções, chamamos nós de Milagres.

Desde que Lúcifer e os outros anjos caídos tinham sido expulsos do Céu, lançados no inferno e dado início ao seu conciliábulo, aguardavam a criação daqueles que também tinham estado na origem da sua rebeldia, revolta e expulsão do Céu, isto é, aguardavam a o aparecimento de Jesus e Sua Mãe, a quem deviam servir e venerar. Aguardavam-nos com ansiedade, para poderem atacá-los e provocar a sua ruína. Quando viram Adão e Eva, julgaram serem eles os tão aguardados alvos do seu ódio, e que haviam de atacar.

MCD-1-138  138 - … logo a invejada serpente se despertou contra eles, com quem estava á espera da sua criação, embora Lúcifer não pudesse ver a formação de Adão e Eva como viu todas as outras coisas no instante em que foram criadas, porque o Senhor não lhe quis revelar a obra da criação do homem nem tão pouco a formação de Eva da costela; tudo isto lho ocultou Sua Majestade por algum tempo, até que estivessem os dois juntos. Mas quando o demónio viu a compostura admirável da natureza humana, acima de todas as demais criaturas, a formosura das almas e mesmo dos corpos de Adão e Eva, e conheceu o paternal amor com que o Senhor os olhava e como os fazia donos e senhores de toda a criação e lhes dava esperanças de vida eterna, foi então que mais se enfureceu e cresceu o ódio deste dragão e não há língua que possa exprimir a alteração com que se revoltou aquele animal feroz, pondo em acção a sua inveja, de forma a tirar-lhes a vida; e, tal como um leão, ele mesmo o faria, se não conhecesse que o impedia uma força muito superior; mas imaginava e projectava a forma de os derrubar da graça do Altíssimo e de os virar contra Ele.

MCD-1-139  139 - E aqui mesmo se enganou Lúcifer; com efeito, o Senhor, misteriosamente, dado que desde o início lhe havia manifestado que o Verbo iria fazer-Se homem, no seio de Maria Santíssima, e não lhe declarando onde e quando, acabou por lhe ocultar a criação de Adão e a formação de Eva, para que logo começasse a sentir essa ignorância do mistério e tempo da Incarnação. E como sua ira e desvelo estavam particularmente preparados contra Cristo e Maria, suspeitou que Adão tinha saído de Eva e que ela seria a Mãe e ele era o Verbo humanado. E o impedia, a fim de que os não ofendesse ou prejudicasse na vida. Mas como por outro lado conheceu logo os preceitos que o próprio Deus lhes deu (estes não se lhe ocultaram, porque ouviu as conversas que Adão e Eva tinham sobre o assunto), ia lentamente saindo da dúvida e foi escutando ou espiando os encontros dos dois primeiros pais e saudando as suas inclinações naturais, começando logo, como faminto leão, a rodeá-los (1 Ped 5,8) e tentar entrar neles, pelas incli­nações que conhecia em cada um deles. Mas, até que se desenganou de todo, vacilava sempre entre o ódio a Cristo e Maria e o temor de por Eles ser vencido; e temia ainda mais a confusão de que o vencesse a Rainha do Céu, por ser pura criatura e não Deus.

MCD-1-140  140 - E não atacou primeiro o homem mas sim a mulher, porque a viu de natureza mais delicada e débil, e mesmo porque contra ela ia com mais certeza de que não seria Cristo; e porque contra ela tinha uma grande indignação, desde o sinal que tinha visto no céu e a ameaça que o próprio Deus lhe tinha feito com essa mulher. Tudo isto o arrastou e virou primeiro contra Eva e não contra Adão. E atirou-lhe com muitos pensamentos ou fortes e desordenadas imaginações, antes de se lhe manifestar, para a ver algo perturbada e disposta ou prevenida.

 

Ponto 37

Queda e Expulsão de Adão e Eva do Éden                           Caixa de texto: Data - 3.750 AC

 

Foi por isto que a serpente, nome também atribuído a Lúcifer nas Sagradas Escrituras, tentou Eva para comer o fruto da árvore do bem e do mal. Julgava Lúcifer ter chegado o tão almejado momento de se vingar, pois julgou que Adão e Eva eram aquelas criaturas que ele aguardava serem criadas, para poder atacar e derrubar.

 

A Árvore do Bem e do Mal no Éden

 

Gn-3,6 “1 A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor Deus tinha formado. Ela disse à mulher: É verdade que Deus vos proibiu comer do fruto de toda árvore do jardim?”

2 A mulher respondeu-lhe: Podemos comer do fruto das árvores do jardim.

3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: Vós não comereis dele, nem o tocareis, para que não morrais.”

4 “Oh, não! – tornou a serpente – vós não morrereis!

5 Mas Deus bem sabe que, no dia em que dele comerdes, vossos olhos se abrirão, e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.”

6 A mulher, vendo que o fruto da árvore era bom para comer, de agradável aspecto e muito apropriado para abrir a inteligência, tomou dele, comeu, e o apresentou também ao seu marido, que comeu igualmente.

 

Tendo Lúcifer conseguido que Adão e Eva pecassem, foi com enorme contentamento que celebraram tal vitória.

 

 MCD-1-141  141 - Quando Lúcifer viu a queda dos dois e que a formosura interior da graça e justiça original se tinha convertido na fealdade do pecado, foi incrível o alvoroço e triunfo que mostrou aos seus demónios.

Tendo comido o fruto proibido da árvore do bem e do mal, viram que estavam nus e esconderam-se com vergonha do Senhor Deus, que depois de falar com eles os expulsou do Éden. Assim, tendo os nossos pais desobedecido contra Deus, perderam também as prerrogativas e os dons que lhes tinham sido dados, nomeadamente o da imortalidade. E tal como Deus lhes tinha dito, eles morreram, não naquele momento, mas passaram a ser mortais, e foi através deles introduzido na raça humana a noção de bem e de mal, cabendo ao homem o livre arbítrio de optar por um ou por outro.

 

A expulsão de Adão e Eva do Paraíso

 

Gn-3,16-20 16 Disse também à mulher: “Multiplicarei os sofrimentos de teu parto; darás à luz com dores, teus desejos te impelirão para o teu marido e tu estarás sob o seu domínio.”

17 E disse em seguida ao homem: “Porque ouviste a voz de tua mulher e comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa. Tirarás dela com trabalhos penosos o teu sustento todos os dias de tua vida.

18 Ela te produzirá espinhos e abrolhos, e tu comerás a erva da terra.

19 Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e pó te hás de tornar.”

Aquela árvore do bem e do mal continha alguma propriedade muito importante para ter causado tamanho dano nos nossos pais, e que deles herdámos. Com a terminologia actual, teria porventura causado alguma mutação genética, que tendo assumido o nome de pecado original, se tem propagado de geração em geração, não só a nível material mas também anímico…?

C1944 5-3  … Vos diria que Deus proibiu o conhecimento do Bem e do Mal porque o Bem o havia entregado ás suas criaturas gratuitamente, o Mal não queria que o conhecêsseis por ser fruto doce ao paladar mas que, uma vez que penetra com o seu jugo no sangue, produz uma febre que mata e uma sede tão ardente que, quanto mais se bebe o seu jugo enganoso, más sede se sente dele.

Vós objectareis: «Então porquê criá-lo?» Porquê! Porque o Mal é uma força que nasce por si só, como nascem certos males monstruosos no corpo mais são.

Lúcifer era um anjo, o mais formoso dos anjos, espírito perfeito, inferior unicamente a Deus. No entanto, no seu ser luminoso nasceu um fumo de soberba que ele não dissipou, antes, acolheu, incubando-o. E desta incubação nasceu o Mal. Isto ocorreu antes de que existisse o homem. Deus precipitou para fora do Paraíso este maldito incubador do Mal, a este violador do Paraíso. Mas ele transformou-se no eterno Incubador do Mal e, ao não poder já  contaminar o Pa­raíso, contaminou a Terra.

Aquela árvore metafórica está para demonstrar esta ver­dade, Deus disse ao Homem e à Mulher: «Conheceis todas as leis e mistérios da criação. mas não queirais usurpar-Me o direito de ser o Criador do homem. Para propagar a espécie humana será bastante o Meu Amor que circulará em vós e, sem libido nos sentidos, o simples pulsar da caridade suscitará os novos Adãos da estirpe. Vos dou tudo, e uni­camente me reservo este mistério da formação do homem.

Satanás se propôs arrebatar do Homem esta virgindade intelectual e assim, com a sua língua de serpente, lisonjeou e acariciou os membros e os olhos de Eva, suscitando nela sensações e subtilezas não experimentadas anteriormente porque a Malícia não os havia intoxicado. E ela «viu»; e, uma vez que viu, quis provar. A carne havia-se despertado.

Oh, se tivesse chamado a Deus! Si se tivesse apressado a dizer-Lhe: «Pai! Encontro-me doente. A Serpente me acariciou e a perturbação penetrou em mim». O Pai a teria purificado e curado com seu alento já que, o mesmo que lhe infundiu a vida, podia infundir-lhe novamente a inocência desmemoriando-a do tóxico da serpente e, ainda mais, infundindo nela repugnância pela Serpente, co­mo sucede naqueles que, havendo sofrido de um mal, una vez curados do mesmo, fica-lhes uma repugnância instintiva dele.

Mas Eva não acorre ao Pai. Eva volta-se para a Serpente. Aquela sensação é-lhe doce. «Vendo que o fruto da árvore era bom de comer, bonito à vista e de agradável aspecto, colheu-o e comeu dele».

E «compreendeu». Começou então a malícia a roer-lhe as entranhas e viu com novos olhos e ouviu com outros ouvidos os costumes e vozes dos animais, desejando-os com ânsia louca.

Iniciou sozinha o pecado e o levou a termo com o companheiro. E aqui o porquê de pesar sobre a mulher maior condenação. Ela foi a causadora de que o homem chegasse a rebe­lar-se contra Deus e conhecesse a luxúria e a morte. E ela foi também a causa de que não tenha sabido dominar os seus três rei­nos: o do espírito, ao permitir que este desobedecesse a Deus; o moral, ao permitir que a dominassem as paixões; e o de a carne, aviltando-a com a submissão às leis instintivas dos brutos.

Mas de igual importância era também a árvore da vida, pois Deus mandou Querubins armados guardá-la, de tal maneira que nenhuma criatura tivesse a ela acesso. O fruto da árvore da vida traria de novo ao homem a imortalidade original. Mas essa Vida ficou fora do alcance do homem até à vinda de Jesus Cristo, que trouxe de novo à raça humana a Vida, através da Sua Ressurreição.

Gn-3,22-24 “22 E o Senhor Deus disse: “Eis que o homem se tornou como um de nós, conhecedor do bem e do mal. Agora, pois, cuidemos que ele não estenda a sua mão e tome também do fruto da árvore da vida, e o coma, e viva eternamente.”

23 O Senhor Deus expulsou-o do jardim do Éden, para que ele cultivasse a terra donde tinha sido tirado.

24 E expulsou-o; e colocou ao oriente do jardim do Éden querubins armados de uma espada flamejante, para guardar o caminho da árvore da vida.

 

Ponto 38

Aviltamento da Raça Humana                                    Caixa de texto: Data - 3.700 AC

 

Quando Adão e Eva foram expulsos do Éden, viram-se confrontados com uma terra agreste e perigosa, povoada de animais ferozes e hominídeos agressivos. Estes hominídeos de que falo, e que estavam fora do Jardim Terreal, ou Paraíso Terrestre, são os mesmos monstros e amacacados dos quais os cientifistas nos atribuem a descendência. São os homens das cavernas.

Adão e Eva tiveram dois filhos, Caim e Abel, tendo este último sido morto por Caim. Caim, como castigo, foi expulso da terra onde viviam, e teve medo que os hominídeos, que habitavam a terra para onde ia, o matassem. Mas para evitar tal, Deus determinou um severo castigo a quem o matasse e pôs nele um sinal para que tal não pudesse suceder.

Gn-3,14-15 14 Eis que me expulsais agora deste lugar, e eu devo ocultar-me longe de vossa face, tornando-me um peregrino errante sobre a terra. O primeiro que me encontrar, matar-me-á.”

15 E o Senhor respondeu-lhe: “Não! Mas aquele que matar Caim será punido sete vezes.” O Senhor pôs em Caim um sinal, para que, se alguém o encontrasse, não o matasse.

 

Este facto agora narrado, comprova de que havia paralelamente uma raça de hominídeos contemporâneos a Adão e Eva e à sua descendência.

 

Foi no meio desta raça de hominídeos que Caim encontrou a sua mulher e procriaram Henoc.

Gn-3,17 17 Caim conheceu sua mulher. Ela concebeu e deu à luz Henoc. E construiu uma cidade, à qual pôs o nome de seu filho Henoc.

Depois deste fratricídio, Adão e Eva tiveram novamente muitos filhos e filhas, dos quais o primeiro se chamou Set. E foram estes muitos filhos e filhas que geraram a raça a humana, de forma que não nos foi revelada.

Gn-5,3 3 Adão viveu cento e trinta anos: e gerou um filho à sua semelhança, à sua imagem, e deu-lhe o nome de Set.

4 Depois de haver gerado Set, Adão viveu oitocentos anos e gerou filhos e filhas.

Gn-5,6-7 6 Set viveu cento e cinco anos, e depois gerou Enos.

7 E depois do nascimento de Enos, viveu ainda oitocentos e sete anos e gerou filhos e filhas.

Uma coisa é certa, a raça humana, descendente de Adão, de Eva e de seu filho Set, cruzaram a sua descendência com os descendentes de Caim e de hominídeos. Aos descendentes de Adão e Eva e de Set chamou a Sagrada Escritura de filhos de Deus. E às descendentes de Caim e dos hominídeos, chamou de filhas dos homens.

Gn-6,1-4 1 Quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas,

2 os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas, e escolheram esposas entre elas.

3 O senhor então disse: “Meu espírito não permanecerá para sempre no homem, porque todo ele é carne, e a duração de sua vida será de cento e vinte anos.”

4 Naquele tempo viviam gigantes na terra, como também daí por diante, quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos tempos antigos.

Usando esta terminologia, houve uma linhagem constituída só por Filhos de Deus, na qual não houve cruzamento com as filhas dos homens, que foi a de Set, passando por Noé até chegar a Jesus Cristo.

MCD-1-145  145 - E avançando cada vez mais o mundo, para que o Verbo descesse do Eterno Pai e Se revestisse da nossa mortalidade, elegeu e preparou um povo segregado e nobilíssimo e o mais admirável que nem antes nem depois houve; e, neste mesmo povo, uma descendência ilustre e santa, de onde viesse a descender, segundo a carne humana.

 

Ponto 39

Dilúvio Universal                                                             Caixa de texto: Data - 2.000 AC

 

Tendo havido no entanto o cruzamento dos “filhos de Deus” com as filhas dos homens, ou seja, com os brutos, a raça que habitava a Terra deteriorou-se, e a maldade imperava. Para impedir a propagação deste mal que dominava a Terra, Deus mandou o Dilúvio para acabar com a mistura obscena da descendência de Caim com os brutos.

 

O Dilúvio Universal e a Arca de Noé

 

Gn-6,5-7  5 O Senhor viu que a maldade dos homens era grande na terra, e que todos os pensamentos de seu coração estavam continuamente voltados para o mal.

6 O Senhor arrependeu-se de ter criado o homem na terra, e teve o coração ferido de íntima dor.

7 E disse: “Exterminarei da superfície da terra o homem que criei, e com ele os animais, os répteis e as aves dos céus, porque eu me arrependo de os haver criado.”

 

C1946 30-12  … Foi então quando Deus, para impedir que o ramo dos filhos de Deus se corrompessem do todo com o dos filhos dos homens, mandou o dilúvio universal para sufocar debaixo do peso das águas a libido dos homens e para destruir os monstros engendrados pela luxúria dos sem Deus, insaciáveis na sua sensualidade ao serem abrasados pelo fogo de Satanás.

 

Ao Dilúvio universal subsistiu unicamente a linhagem dos filhos de Deus, através da família de Noé, bem como as espécies animais que foram levados na Arca.

 

Gn-6,13-22  13 Então Deus disse a Noé: “Eis chegado o fim de toda a criatura diante de mim, pois eles encheram a terra de violência. Vou exterminá-los juntamente com a terra.

14 Faze para ti uma arca de madeira resinosa: dividi-la-ás em compartimentos e a untarás de betume por dentro e por fora.

15 E eis como a farás: seu comprimento será de trezentos côvados, sua largura de cinquenta côvados, e sua altura de trinta.

16 Farás no cimo da arca uma abertura com a dimensão dum côvado. Porás a porta da arca a um lado, e construirás três andares de compartimentos.

17 Eis que vou fazer cair o dilúvio sobre a terra, uma inundação que exterminará todo ser que tenha sopro de vida debaixo do céu. Tudo que está sobre a terra morrerá.

18 Mas farei aliança contigo: entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.

19 De tudo o que vive, de cada espécie de animais, farás entrar na arca dois, macho e fêmea, para que vivam contigo.

20 De cada espécie de aves, e de cada espécie de quadrúpedes, e de cada espécie de animais que se arrastam sobre a terra, entrará um casal contigo, para que lhes possas conservar a vida.

21 Tomarás também contigo de todas as coisas para comer, e armazená-las-ás para que te sirvam de alimento, a ti e aos animais.”

22 Noé obedeceu, e fez tudo o que o Senhor lhe tinha ordenado.

Gn-7,4  4 Dentro de sete dias farei chover sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres que eu fiz.”

Gn-7,19  19 As águas engrossaram prodigiosamente sobre a terra, e cobriram todos os altos montes que existem debaixo dos céus;

Gn-7,23  23 Assim foram exterminados todos os seres que se encontravam sobre a face da terra, desde os homens até os quadrúpedes, tanto os répteis como as aves dos céus, tudo foi exterminado da terra. Só Noé ficou e o que se encontrava com ele na arca.

Gn-9,1  1 Deus abençoou Noé e seus filhos: “Sede fecundos, disse-lhes ele, multiplicai-vos e enchei a terra”.

 

A descendência de Noé e os animais

 

É esta descendência pós-diluviana de Noé que, passando por Abraão, chega a Maria e José, ambos da casa de David, e que estiveram na origem da geração de Jesus.

 

Ponto 40

A Plenitude da Criação                               Caixa de texto: Data - 0 AC/DC

 

Com a chegada à Criação da Virgem Maria e a Encarnação do Verbo Divino - Jesus, atingiu-se a Plenitude da Criação, que foram Os que serviram de Modelo na Criação de Adão e Eva.

 

A Virgem Maria e o Verbo Encarnado

 

MCD-1-51  51 - Muito breve e balbuciante sou neste capítulo, porque se poderiam ter feito com ele muitos livros; mas calo porque não sei falar e sou mulher ignorante e porque a minha intenção foi apenas declarar como a Virgem Mãe foi idealizada e prevista ante saecula, na Mente Divina (Ecl 24,14)”.

MCD-1-52  52 - … remeteu-me para o capítulo 8 dos Provérbios, onde me deu conhecimento deste mistério, como nesse capítulo se encerra, e primeiro foi-me declarado o texto, tal como ele soa e que é o seguinte:

53 - Prov 8,22-31 “22 O Senhor possuiu-me, como primícia das Suas obras, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma. 23 Desde a eternidade fui constituída, desde as origens, antes que a terra fosse criada, 24 ainda não havia os abismos e eu já tinha sido concebida; 25 ainda as fontes das águas não tinham assentado os montes sobre as suas bases; antes de haver outeiros, eu já tinha nascido. 26 Ainda Ele não tinha criado a terra, nem os campos nem o primeiro pó da terra.

27 Quando Ele preparava os céus, eu estava presente; 28 quando colocava uma abóbada sobre a superfície do abismo, quando firmava as nuvens, lá no alto, quando equilibrava as fontes do abismo, 29 quando fixava o seu termo ao mar, para que as águas não ultrapassem os seus limites; quando assentou os fundamentos da terra, 30 eu estava com Ele compondo todas as coisas, e eram meus prazeres diários o deleitar-me continuamente diante d'Ele, brin­cando sobre o globo de Sua terra, e achando as minhas delícias junto dos filhos dos homens". (Prov 8, 22-31).

MCD-1-54  54 - Até aqui, a passagem dos Provérbios, cujo enten­dimento me deu o Altíssimo. E primeiro entendi que fala das ideias ou decreto que teve em Sua mente divina, antes de criar o mundo; e que, à letra, fala da pessoa do Verbo humanado e de Sua Mãe Santíssima, e misticamente, dos santos Anjos e Profetas; com efeito, antes de fazer decreto ou formar ideias para criar o resto das criaturas materiais, teve-as e se decretou a humanidade santíssima de Cristo e de Sua Mãe puríssima; …

MCD-1-63  63 - "Ainda Ele não tinha criado a terra nem os cam­pos nem o primeiro pó da terra”. Antes de formar outra terra, a segunda - que por isso repete duas vezes a terra - que foi a do paraíso terreal, aonde o primeiro homem foi levado, depois de ser criado da terra primeira do campo Damasceno; antes desta segunda terra, onde pecou o homem, foi determinado criar a humanidade do Verbo e a matéria de que se havia de formar, que era a Virgem; com efeito, Deus de antemão A haveria de prevenir, para que não tivesse parte no pecado, nem a ele estivesse sujeita.

 

Este Sétimo Dia da Criação, aquele em que Deus descansou, continuou e tem sido ele em que nós continuamos a viver.

Nas Revelações feitas à mística italiana, alma vítima, e Serva de Deus Luísa Piccarreta, Jesus disse:

 

Revelação de 29 de Janeiro de 1919

”Filha bem-amada, Eu quero fazer-te conhecer a ordem da Minha Providência.

 A cada ciclo de 2.000 anos, Eu renovei o mundo.

Após os primeiros 2.000 anos Eu renovei-o com o Dilúvio.

 Após os segundos 2.000 anos, os bons e os santos eles mesmos viveram dos frutos da Minha Humanidade, e por momentos eles beneficiaram também da alegria da Minha Divindade.

Agora estamos chegados ao fim dos terceiros 2.000 anos e haverá um terceiro renovamento. Eis o porquê de toda esta confusão.

É por esta confusão que o terceiro renovamento se prepara.

No decurso do segundo período Eu manifestei o que a Minha Humanidade operava e sofria, mas muito pouco vos foi desvendado sobre a acção da Minha Divindade.

Agora, no terceiro renovamento, após que a Terra tenha sido purgada, e que a maioria da presente geração será destruída, Eu serei ainda mais generoso para com as criaturas humanas.

Eu levarei a cabo o renovamento, manifestando o que a Minha Divindade fazia dentro da Minha Humanidade, como agia a Minha Divina Vontade com a Minha Vontade Humana, como tudo em Mim estava ligado, como tudo estava feito e refeito por Mim, como mesmo o último pensamento da último criatura estava refeito e selado pela Minha Divina Vontade”.

Esta “purga e renovamento” que se dará na Terra, serão os tão aguardados Novos Céus e Nova Terra.

 

 

Ponto 41

O Oitavo Dia - Novos Céus e Nova Terra           Caixa de texto: Data ≥ 2.018 DC

 

Os Novos Céus e Nova Terra chegarão quando os lugares dos anjos caídos tiverem sido preenchidos por almas humanas que alcançaram a Salvação.

S. Luís de Monfort, "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem", 28

 28. No Céu, Maria impera aos Anjos e aos Bem-Aventurados. Como recompensa da sua profunda humildade, Deus deu-Lhe o poder e o encargo de encher de santos os tronos vazios, donde os anjos apóstatas caíram por orgulho.

 

O Oitavo Dia da Criação, será certamente o dos Novos Céus e Nova Terra. Toda a Terra será renovada e os homens passarão a viver nos seus Corpos Glorificados à semelhança do Corpo Ressuscitado de Jesus Cristo. Os Novos Céus e Nova Terra serão para sempre, como o estatui as seguintes passagens do Catecismo, e em que simultaneamente estatui dogmaticamente a falsidade herética do Milenarismo.

 

EXTRACTO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

VI. A esperança dos Novos Céus e Nova Terra

1042 No fim dos tempos, o Reino de Deus chegará à sua plenitude. Depois do Juízo final, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio Universo será renovado. …

1043 A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama «os Novos Céus e Nova Terra» (2Pe 3,13). Será a realização definitiva do desígnio divino de «reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há nos Céus e na Terra» (Ef 1,10).

 

Novos Céus e Nova Terra

 

Estamos nas vésperas do Fim do Mundo! A Vinda Gloriosa de Jesus está iminente! A Humanidade e os homens estão prestes a ser julgados no Juízo Final. A separação do trigo e do joio vai começar! Depois… serão:

- Os Benditos do Pai para a direita, para o Paraíso Celeste, e …

- os malditos, para o fogo eterno!

 

 

CONCLUSÕES

Ponto 42

A leitura destes textos retirados da Revelação Pública e Privada da Santa Amada Igreja Católica levam-nos consensualmente a tirar as seguintes Conclusões:

Ponto 43

 

1 As Sagradas Escrituras Bíblicas são o Testemunho de toda a Verdade e devem ser a Fonte e Guia de toda a Ciência. Tudo o que lá está é importante e tudo o que lá falta é supérfluo.

2 A Ciência confirma as diversas Etapas da Criação descritas no Génesis.

3 Os Dias da Criação não são dias de 24 horas, mas sim tempos de duração não determinada em que se deram as etapas da Criação.

4 A Criação deu-se como descrito no Génesis e seguiu o Plano da Criação estabelecido previamente por Deus.

5 Os Anjos foram criados no 1º dia da Criação.

6 Houve uma revolta de alguns Anjos liderados por Lúcifer, e que foram expulsos do Paraíso Celeste e precipitados no inferno, que se encontra no centro da Terra.

7 O Éden foi um jardim criado por Deus, a partir do 5º Dia da Criação, depois da Terra ter sido Criada e se ter desenvolvido ao longo de séculos. Segundo a Mística Cidade de Deus, foi no ano 5199 AC e foi referido como o ano da criação do mundo.

8 Adão foi criado do barro da terra, isto é, de elementos já existentes, e depois foi-lhe insuflada a Alma, o sopro da Vida.

9 Eva foi criada de uma costela de Adão, e dada a ele como companheira.

10 No meio do Éden havia 2 Árvores - A Árvore do Bem e do Mal, e a Árvore da Vida. A Adão e Eva foi-lhes proibido comer do fruto da Árvore do Bem e do Mal.

11 Depois de se tornarem mortais, não comeram do fruto da Árvore da Vida, que lhes daria de novo a imortalidade, porque ela ficou guardada por Querubins armados.

12 Por influência de Lúcifer, a serpente, Eva foi tentada e sucumbiu, indo depois tentar Adão, que igualmente sucumbiu. Ambos sucumbiram e comeram do fruto da Árvore do Bem e do Mal.

13 Adão e Eva foram expulsos do Éden. Um Querubim ficou a guardar a Árvore da Vida.

14 Ao fruto da Árvore da Vida, nenhuma criatura teve acesso.

15 Antes de Adão e Eva já haviam os hominídeos, ou os brutos, os homens das cavernas.

16 Adão e Eva não descendem do macaco nem da sua evolução, como o pretendem os evolucionistas.

17 Adão e Eva foram criados à semelhança de Jesus e da Virgem Maria. Corporalmente eram de enorme beleza e praticamente idênticos.

18 Os descendentes de Adão e Eva tiveram filhos do cruzamento com os hominídeos, mas esta linhagem de brutos foi destruída no Dilúvio Universal.

19 A actual humanidade descende exclusivamente dos “filhos de Deus”, isto é, uma linhagem pura e separada do cruzamento com os brutos hominídeos.

20 Não existem seres extraterrestres.

21 Existem outros planetas habitados por almas que já foram encarnadas, mas entre os quais existe uma barreira intransponível com a Terra.

22 Um filão de filhos do diabo (os tais “filhos de macaco”), criaram o cientifismo, que é uma deturpação da Ciência, e dentro dela produziram falsas teorias sobre a Criação do Homem.

23 As Sagradas Escrituras contêm o Guião de toda a Ciência, e no Amor Divino reside toda a Sabedoria, à qual deve o Homem ir buscar toda a Verdade!

 

 

 

http://www.amen-etm.org/Criacao.htm